domingo, dezembro 31, 2006

Nos quatro cantos do mundo, neste nosso pequeno Portugal ou no Centro Histórico de Ponte de Lima, onde a passagem de ano começa a ganhar raízes, movimento e tradição

PARAR PARA PENSAR DESEJA A TODOS OS SEUS LEITORES

FELIZ 2007 !

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Um Oásis

Foi muito contestado, isso é verdade. Ainda o está a ser, não o podemos ignorar. Tem aspectos que levantam ainda muitas reticências.
Mas, segundo dados revelados pelo Presidente da CCDR Norte apenas 3 PDM, num universo de 86 foram revistos até hoje. E um deles é o de Ponte de Lima. Podíamos a estar hoje a lamentar o facto do primeiro PDM ainda não ter sido revisto, sabendo que o anterior tecnicamente era bastante fraco. Mas não, estamos na vanguarda da revisão e apenas nos queixamos dos aspectos que podem estar menos bem. E são ainda muitos esses aspectos!
Neste particular, atendendo aos números, Ponte de Lima é um Oásis.

Mas não é só. Um Oásis somos também relativamente ao planeamento da maior zona urbana do concelho. Essa mesmo, precisamente a de Ponte de Lima a sua sede. Conhecemos cartas que datam de 1989 com uma proposta de Plano de Urbanização de Ponte de Lima. A partir daí nunca saiu da fase de elaboração, tendo começado a revisão antes mesmo de uma primeira versão ser aprovada. E aqui é que "a porca torce o rabo", enquanto se estuda e se fazem levantamentos o urbanismo nas zonas de expansão urbana de Ponte de Lima é o que se vê. Tirando a construção, pouco resta, porque o que interessa é construir, rentabilizar, vender. Os espaços de fruição colectiva ficam para novas núpcias.

E, já agora que falamos em urbanismo, uma referência a um dos maiores tabus dos últimos 30 anos.

Tendo em conta que as zonas de expansão urbana já vão muito além dos limites da freguesia de Ponte de Lima;
Tendo em conta que o afastamento da zona histórica é já a perder de vista;
Sendo evidente que o impacto na paisagem é cada vez mais diminuto.

Será que alguém estará disposto a deitar por terra o maior tabu do poder local democrático, ou seja, a limitação da construção a rés-do-chão + 3 pisos, que ajuda - e de que maneira - a que não existam zonas verdes e espaços de fruição pública em Ponte de Lima?
Um tema para discussão em 2007?

quarta-feira, dezembro 27, 2006

ALERTA!

As notícias contiunuam a surgir, mas por cá parece que o alerta ainda não soou. O encerramento da esquadra da PSP parace um dado mais do que adquirido. O anúncio oficial, a crer no artigo da edição de 23 de Dezembrodo Expresso, será efectuado por António Costa no primeiro trimestre de 2007, e deixará a PSP de fora "dos aglomerados com menos de 15 000 habitantes". Esta é a vontade da própria PSP (não é só o Ministério), baseada num estudo da consultora Acenture.
Vai Ponte de Lima aceitar pacificamente esta decisão?
Perante a sua inevitabilidade, o que vai esta terra exigir, em termos de meios e serviços, à GNR?
Depois de verificarmos o sucesso de algumas medidas implementadas nos últimos tempos, casos da" Escola Segura" e do "Polícia do meu bairro", o caminho é o encerramento da esquadra da PSP de Ponte de Lima?
Da parte do "Parar para Pensar" o NÃO ao encerramento é rotundo.
Eis algumas das razões:
1. Aumento da área de intervenção da GNR;
2. Inexistência de garantia de aumento significativo de meios humanos e materiais para a GNR de Ponte de Lima, pelo menos ao nível dos actualmente existentes para o conjunto GNR/PSP;
3. Sensibilidade da zona urbana de Ponte de Lima, com uma elevada densidade populacional, zona de passagem de milhares de pessoas diariamente;
4. Necessidade de aumentar a vigilância no centro histórico, cada vez mais despovoado, onde estão instaladas muitas estruturas de comércio e serviços;
5. Afinidade de dácadas entre a PSP e a população de Ponte de Lima;
6. Programas em curso, que ficarão seriamente comprometidos;

Deixe a sua opinião sobre esta questão.
Portugal e o Alto Minho esvaziam-se cada vez mais...

Vai fechar o consulado de Portugal em Vigo.
Enquanto a força e os interesses galegos no Alto Minho são cada vez maiores, Portugal encerra o seu consulado na cidade de Vigo.
Sinal de crise?
Não, sinal de pequenês!

Notícia no Público

terça-feira, dezembro 26, 2006

As expressões disjuntivas

A política é um campo imprescindível nas sociedades modernas, onde a dialéctica assume um papel central. Aí é muito vulgar ouvir-se ou ler-se expressões de carácter disjuntivo, muitas vezes condicionadas por questões ideológicas, por compromissos do passado, por falhanços das políticas ou de opções recentes e até pelas caras das personagens envolvidas.
Sendo evidente que gerir, liderar um projecto é também assumir a responsabilidade de optar, de escolher um caminho, de resolver os problemas das pessoas através do caminho mais correcto, devidamente fundamentado, em política também é importante avaliar as vantagens e inconvenientes dos caminhos seguidos, o seu impacto na qualidade vida das pessoas e os custos para a comunidade, custos que podem ter um carácter monetários, material ou até ambiental.
Parece-nos que, a crer em diversas posições assumidas recentemente por políticos locais, se está a deixar para um plano secundário o interesse comum para dar resposta a interesses individuais ou de pequenas colectividades, ou até escondendo reveses pessoais.
Por isso não estranhamos que se ouçam expressões como “a gastronomia é melhor do que quatro IKEA”, que é preferível “o desenvolvimento económico à paisagem”.
A primeira expressão, da autoria do Presidente do Município de Ponte de Lima, Daniel Campelo é paradoxal. Na ressaca de um dos maiores revezes do seu mandato, a instalação em Paços de Ferreira de uma unidade fabril IKEA, um investimento anunciado em Ponte de Lima e que tinha este concelho como um dos principais candidatos à sua instalação, refere que a gastronomia é mais importante do que quatro IKEA. Ninguém de bom senso questiona a centralidade da gastronomia como pólo de atracção e de promoção de Ponte de Lima. O que é contestável e até lamentável é que o responsável máximo do concelho direccione apenas para a gastronomia e o turismo as prioridades da gestão municipal. O que se tem verificado, até hoje, é que o turismo, o património e a gastronomia não chegam. E arrisco a acrescentar que não chegam nem chegarão. Enquanto não houver um investimento sério e empenhado, elevado à categoria de prioridade municipal, no desenvolvimento económico, na captação de investimentos e criação de postos de trabalho, não existirá rendimento disponível, não haverá dinheiro para circular no concelho. O momento actual é de depressão que, como consequência se arrasta ao sector que mais postos de trabalho e capacidade económica deu até hoje ao concelho: o comércio, que definha e por quem nada tem sido feito.
Ao contrário daquilo que pensa e, a julgar pelos resultados obtidos, pensou o Sr. Presidente do Município, é possível e desejável que sejam compatibilizados os investimentos, a criação de riqueza, o aumento do rendimento disponível pela via de instalação de unidades industriais não poluentes, nas dezenas de lugares existentes nos dois pólos industriais do concelho, com a preservação do património arquitectónico, paisagístico e gastronómico, como factores de atracção turística. Tudo isto é possível e desejável e não devem ser descurado um em detrimento de outro.
Como também não é desejável que se feche os olhos à destruição da paisagem, à dilaceração dos recursos naturais de Ponte de Lima em nome de postos de trabalho, da manutenção de uma actividade económica industrial e artesanal.
O granito é, sem sombra de dúvidas, um elemento muito importante na economia do concelho, pelos postos de trabalho e pelos fluxos financeiros que gera. Mas é também importante criar condições dignas de trabalho para quem nele trabalha e gerir de uma forma equilibrada – respeito pelo ambiente, pelas populações e pela manutenção dos postos de trabalho – todo este processo. Por que é possível e desejável que haja emprego, que haja dinamismo económico, que se mantenha a tradição do trabalho em granito no concelho, mas que se preserve a Serra d’Antelas, os recursos naturais aí existentes e até os recursos para que as centenas de postos de trabalho aí existentes possam ser mantidos durante muitos e largos anos. Aqui também é possível conseguir o pleno: paisagem, postos de trabalho e economia.
Outros tabus, muito próximos do “ou”, podem aqui ser referidos. A feira quinzenal “em torno da qual giram quase todos os valores culturais da região”, segundo o presidente do município, já nada tem das feiras do passado: nem os produtos, nem os produtores locais, nem o carisma, na a importância económica que muitos lhe continuam a atribuir. Não pode ser um tabu o seu estado, a sua desorganização, o seu crescimento desregrado, o caos que causa no centro da vila, a falta de condições para expositores e compradores. É fundamental mudar, porque a história faz-se de mudança. Não é necessário mudar tudo, mas aproximar a feira da novel feira do gado, criar melhores condições para todos, limitar o número de lugares de exposição, libertar a Avenida dos Plátanos e Passeio 25 de Abril, podem ser um bom início para uma revolução que apenas pode permitir à feira a continuação de um estatuto que já teve mas que, decididamente, não tem na actualidade.
E quem fala em feira, fala no areal fronteiro a Ponte de Lima. Desde 1993 que se fala numa intervenção de fundo na zona. Mas passados 13 anos, nada. É a zona mais degradada das margens do Rio Lima entre a Guia e as Veigas de Crasto. Um novo enquadramento para a ponte, um novo passeio 25 de Abril, uma nova sala de visitas para Ponte de Lima!
A tónica é a do equilíbrio, a da procura de consensos e da utilização de conjunções em detrimentos das disjunções. Vamos trocar o “ou” pelo “e”. Comecemos pela língua portuguesa para que seja possível uma outra atitude política.

sexta-feira, dezembro 22, 2006



O PARAR PARA PENSAR deseja a todos os seus leitores, de todos os continentes, mas que estão unidos e mobilizados em torno da LUSOFONIA e do amor a PONTE DE LIMA, um FELIZ NATAL e que esta data seja capaz de devolver ao Homem o ESPÍRITO SOLIDÁRIO E DE PAZ, capazes de tornar o planeta Terra num espaço onde reine a CONCÓRDIA E A IGUALDADE.

Uma bela prenda de Natal para os jovens

Mesmo em cima do Natal, o Secretário de Estado da Juventude veio a Ponte de Lima inaugurar a Loja da Juventude, a "Ponto Já", que vai servir a juventude no antigo edifício da Escola Primária de Ponte de Lima, situado na Avenida António Feijó, onde funciona também o Centro Internet.
Trata-se de uma infraestrutura que surge fruto de uma parceria entre a SEDJ e o Município, que vem fornecer aos jovens um espaço de informação, formação e lazer, multifacetado e capaz de responder às necessidades e expectativas da juventude limiana.
É uma das três lojas existentes no distrito: a de Viana do Castelo (na Delegação Regional do IPJ) e as novas, inauguradas na sexta-feira 22, de Ponte de Lima e Arcos de Valdevez.
A crer nas palavras do Presidente da Município de Ponte de Lima na última Assembleia Municipal, os jovens limianos têm razões para estarem satisfeitos. Depois da loja virá o Cartão Jovem com benefícios diversos contratualizados com a SEDJ.
Faltam agora outro tipo de incentivos e apoio aos jovens: apoio na habitação (habitação a custos controlados, apoio na instalação de jovens nas moradias devolutas do centro histórico, incentivos à construção de habitação própria, emprego com incentivos à fixação de unidades industriais, apoio à constituição de projectos empresariais próprios, incentivo à prática desportiva com mais apoio às associações e construção de mais e melhores infraestruturas - o parque radical, um circuito de manutenção, espaços verdes, desportivos e de lazer nas zonas de expansão urbana ...

quinta-feira, dezembro 21, 2006

As SCUT e os critérios para a sua taxação

Que a Nacional 13 não é alternativa à A29 (antigo IC1), julgo que todos o aceitam. Que os rendimentos da população do Alto Minho está muito abaixo da média nacional e dos limites fixados para a taxação das SCUT é por todos reconhecido.
Agora porque é que introduziram portagens na A29 é que não consigo entender. Será que, por Braga ser atravessada pela A29 e o Porto albergar um dos extremos desta via, Viana tem que pagar aquilo a que, por direito, deve beneficiar gratuitamente? (não fui eu que o afirmei, nem votei em quem publicamente o prometeu!). E, já agora, porque é que à Via do Infante, também ela uma SCUT, não são aplicados os mesmos critérios da A29.
Dúvidas, muitas dúvidas…

quarta-feira, dezembro 20, 2006

Faleceu Luís Filipe Barros

A notícia não podia ser mais inesperada. Faleceu hoje Luís Filipe Barros, um Homem que marcou a rádio em Ponte de Lima. Primeiro na Rádio Ponte de Lima, depois fundador da Rádio Ondas do Lima, a que ainda hoje alegra as ondas hertzianas limianas. É uma perda importante para Ponte de Lima, de um Homem polémico, mas que deixou o seu nome associado à informação e ao entretenimento desta terra.
Partiu precocemente. Paz à sua alma.
Solidariedade

Dezembro é o mês da solidariedade. Natal é momento de reflexão e introspecção sobre os outros, designadamente os que sofrem privações e se debatem com problemas. É evidente que o desejável seria que este estado de espírito perdurasse por todo o ano, mas são de registar as diversas iniciativas em curso em Ponte de Lima, destinadas a dar algum conforto e "calor" às famílias mais carenciadas, com especial atenção às suas crianças.

- O Rotary Club de Ponte de Lima promoveu uma campanha de recolha de alimentos e, com o complemento da contribuição do próprio clube e do Intermarché - entidade associada à iniciativa - conseguiu reunir 40 cabazes de Natal que vão direitinhos para quarenta famílias carenciadas de todo o concelho. É também este clube de serviços, através da Fundação Rotária Portuguesa, que atribui anualmente bolsas de estudos a jovens que necessitam de apoio para continuarem brilhantes carreiras académicas. No ano-lectivo 2006/2007 são cinco os jovens limianos beneficiados.

- A JSD pelo terceiro ano consecutivo está a recolher alimentos, roupas e brinquedos para apoiar famílias carenciadas. É um bom exemplo, sobretudo quando é da responsabilidade de jovens. O futuro está garantido.

- As crianças e jovens da Escola EB1 de Ponte de Lima (e seus familiares) deram também um valoroso exemplo de solidariedade e sensibilidade para com os que sofrem. Em conjunto com a Conferência Vicentina vão fazer chegar mais de duas centenas de quilos de viveres angariados a famílias carenciadas.

É caso para dizer que, no Natal, a solidariedade foi rainha em Ponte de Lima.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

O que se passa?

As eleições para os órgãos sociais do Lar de N. Sra. da Conceição foram disputadas por duas listas, depois de um mandato cheio de realizações da anterior direcção (a crer naquilo que se lê e ouve). Será uma entidade apetecível?
Não sabemos, mas esta corrida às instituições limianas não tem paralelo nos últimos anos em Ponte de Lima (Associação Cultura Musical terá sido a excepção). Os actos eleitorais ficam desertos, não há candidatos, não há disponibilidade e as dificuldades adensam-se. Os órgãos sociais são eleitos por uma pequena minoria, com todos os perigos que daí advêem.
Os Bombeiros Voluntários, uma das instituições mais importantes e à qual a maior atenção deve ser dada, não tiveram candidatos na última eleição, sendo a anterior direcção "forçada" a cumprir um novo mandato (de 3 anos). As Assembleias Gerais não têm participação e a vida da instituição acaba por ser discutida no espaço público por aqueles que recusam emitir opiniões onde eles têm de facto valor. Na A. G. de 14 de Dezembro foi aprovado um aumento de quotas, com efeitos a partir de 2007. Muitos o vão contestar na rua, quando nenhum o fez no local devido.
Fica a constatação e o desejo de que as instituições limianas possam vir a ter a participação e serem tão apetecíveis como o Lar de N. Sra. da Conceição...

sábado, dezembro 16, 2006

Lamentável...

O assunto foi já abordado por Nuno Matos no seu blog e deixou incrédulos aqueles que estavam a asistir à Assembleia Municipal de Ponte de Lima, ontem realizada. No ponto destinado a discutir o Orçamento Opções do Plano para 2007 - o documento mais importante que, anualmente é discutido e votado naquele fórum - uma parte significativa da plateia abandonou a sala quando se preparava para intervir Manuel Pires Trigo do Partido Socialista, assentanto arraiais no hall de entrada, em amena e ruidosa cavaqueira.
Não sei o que moverá aqueles deputados municipais contra o orador, mas considero inadmissível o desrespeito pela própria Assembleia, por quem estava a usar da palavra e por aqueles que se dignaram continuar a exercer o seu dever de representar aqueles que os elegeram.
É assim que se esvazia um órgão ao qual deveria ser dada mais importância e dignidade. Aqui, apesar das responsabilidades serem gerais, não podemos esquecer o papel de uma larga maioria (a do CDS/PP) que, além de raramente usar da palavra, pretende condicionar o direito das outras forças partidárias, como se fossem elementos menores numa Assembleia que fica negativamente marcada por este incidente pouco digno num estado onde a democracia e, consequentemente, o respeito pelas minorias, deve ser ponto de honra.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Esquadra da PSP continua em risco

A julgar pelas palavras do Intendente José Martins Cruz, o encerramento da esquadra da PSP de Ponte de Lima continua a ser uma hipótese a considerar e a decisão, com carácter exclusivamente político, deverá ser tomada até ao final do ano. De acordo com as palavras do Sr. Intendente, será uma pena, tendo em conta o bom trabalho que se está a realizar em Ponte de Lima.
Tirando algumas referências do Município e da Assembleia e Junta de Freguesia de Ponte de Lima, ainda nada se ouviu a este respeito na nossa praça. A indiferença e o “deixa andar” podem ser muito prejudiciais no futuro!

quinta-feira, dezembro 14, 2006

A ALAAR continua a sua cruzada…

Quase em solitário a Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua continua a sua cruzada em defesa dos cães e gatos de rua, da saúde pública e da dignificação e da defesa dos direitos dos animais. É uma luta quase em solitário, à mercê do contributo de todos aqueles que lhe reconhecem o mérito de executar um trabalho que não deveria ser apenas de uma associação sem fins lucrativos.
Está em curso uma campanha de angariação de fundos, e as prendas de Natal podem ser adquiridas no seu stand situado no Mercado Municipal.
Enquanto isto, o Canil Intermunicipal, em Arca, continua fechado, depois de concluídas as obras há alguns meses…

terça-feira, dezembro 12, 2006

30 anos de poder local democrático

Passam hoje precisamente 30 anos da realização das primeiras eleições locais democráticas.
Nestas três décadas o poder local assumiu um papel muito importante no desenvolvimento e mudança do nosso país.
Aqui fica a homenagem do "Parar para Pensar" a todos os autarcas de Ponte de Lima, na pessoa do primeiro Presidente da Câmara eleito democraticamente, o Dr. João Abreu Lima.

domingo, dezembro 10, 2006

Urgências

Continuamos sem saber onde vão ficar instaladas as urgências em Ponte de Lima (Hospital ou Centro de Saúde). A localização é muito importante e pode fazer, no futuro, toda a diferença…

sexta-feira, dezembro 08, 2006

Liberdade de opinião

A liberdade de opinião é um direito, tal como é um dever respeitar as opiniões dos outros e aceitar críticas às suas posições.
O espaço público limiano, em termos de opinião, foi significativamente alargado e animado nos últimos tempos, com o surgimento de novos e incisivos colunistas e de novos suportes para a opinião, designadamente a Internet e, no seio desta, dos blogs.
Recentemente, Rosa Castro Fiúza, que pessoalmente não conheço, mostrou o seu desalento e alterou o formato da sua coluna devido às críticas que regularmente recebe aos seus escritos. A sua escrita incisiva e directa pode deixar marcas, mas era agradável e contra a corrente.
Daqui, do “Parar para Pensar” vai uma palavra de alento para a Rosa Fiúza, apelando à sua capacidade para enfrentar as críticas e continuar os caminhos anteriormente trilhados.
Mesmo sabendo que os blogs não chegam ou não são lidos por toda a gente. Destinam-se apenas aqueles que têm o trabalho, a paciência e a curiosidade de os ler.
Força Rosa!

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Os forais manuelinos de S. Martinho e Rebordões

Mais um belíssimo trabalho, mais um contributo para o conhecimento da rica história do concelho de Ponte de Lima. A edição é do município, o autor o Prof. Doutor José Maruqes e foi apresentada durante a homenagem a José Rosa Araújo, na passagem do centenário do seu nascimento.
A política editorial do município continua em grande plano. O incentivo à publicação tem sido um dos pontos mais fortes da Cultura nos Paços do Concelho.

terça-feira, dezembro 05, 2006

É Natal mais cedo do que o habitual…

As iluminações natalícias estão já instaladas. É Natal mais cedo em Ponte de Lima. Ainda bem, respira-se um ambiente diferente, o espírito natalício já desceu sobre Ponte de Lima. E que falta está a fazer…

domingo, dezembro 03, 2006

O Vereador e a Feira

Sem qualquer explicação sobre as razões nem a forma, o Vereador com o pelouro da feira entregou a "pasta" ao Presidente ou este retirou-lha. Com um ou outro protagonista, tal como aconteceu nas últimas décadas, o mais certo é que mudem as caras mas a feira fique na mesma. E como entendemos que o nome do Vereador ou do detentor do pelouro é secundário em todo este processo (embora fosse importante saber as razões da mudança...), vamos abordar mais uma vez, a problemática da feira quinzenal de Ponte de Lima, talvez a mais antiga do país.
Durante séculos a funcionar no areal fronteiro a Ponte de Lima, é um dos ex-libris de Ponte de Lima. Ao longo de todo este tempo foi sofrendo pequenas transformações na sua organização, grande parte deles motivadas pelo seu crescimento e pelos sinais dos tempos, expressos na variedade e tipologia dos expositores. Desde o 25 de Abril assim continuou. A feira pouco mudou apenas alargou, ocupando cada vez mais espaços, invadindo toda a zona ribeirinha.
A maior transformação estrutural aconteceu recentemente, com a deslocalização da feira do gado para S. João.
Com a feira do gado em S. João a feira ficou "partida", com dois núcleos desconexos. No primitivo local, sem condições de exposição, sanitárias e para os compradores, tudo ficou na mesma; na nova feira do gado, excelentes condições de exposição e trabalho.
S. João sempre foi a grande oportunidade para a feira do futuro e não pode constituir apenas um escape para a feira do gado. A feira deve ser orientada para aquela zona, organizada de forma diferente, limitados os lugares e dadas condições dignas a quem vende e a quem compra, sempre a montante da ponte e enquadrada no projecto de valorização das margens do Rio Lima, revitalizando também a degradada Alameda de S. João.
Desta forma evitar-se-ia o medieval, incompreensível e lamentável constrangimento do centro histórico, que prejudica quase toda a gente.
Em suma, uma nova feira, para novos tempos!

quinta-feira, novembro 30, 2006

Solidariedade

Um Grupo de Amigos meteu mãos à obra para reconstruir a moradia destruída em Arcozelo por forte explosão. A empreitada é difícil mas, com o apoio e solidariedade de todos, será possível restabelecer o tecto perdido.

Da mesma forma, uma jovem, a quem o infortúnio bateu à porta, necessita de ajuda para os tratamentos a que tem que ser sujeita. Os amigos, mais uma vez, vieram para o terreno procurar reunir os meios necessários.

Onde há amigos...

Contem comigo!

terça-feira, novembro 28, 2006

Hóquei em Patins de "Os Limianos" em grande

Apesar de derrotada este fim-de-semana, a realizar uma carreira de grande relevo na 3ª Divisão Nacional está a equipa sénior de Hóquei em Patins da A. D. "Os Limianos". Um regresso que se saúda e com excelentes frutos. Parabéns!

PS. O sol voltou a brilhar em Ponte de Lima. Após dias de chuva intensa, hoje tivemos um dia frio mas soleado. Um regresso que se saúda, num Outono extraordinariamente chuvoso.

domingo, novembro 26, 2006

José Rosa Araújo vai ter justa homenagem

O centenário do nascimento de José Rosa Araújo vai ser assinalado pelo município de Ponte de Lima no dia 30 de Novembro, com o descerramento de placas alusivas ao homenageado e a Miguel de Lemos, no Arquivo Municipal, a abertura de uma exposição Bibliográfica de José Rosa Araújo na Torra da Cadeia Velha e, por fim, a apresentação do livro "Os Forais Manuelinos da terra de S. Martinho e de Souto de Rebordões, na Biblioteca Municipal".

sexta-feira, novembro 24, 2006

As crianças não podem ser arma de arremesso!

A problemática dos alunos d Gemieira começou com o encerramento da Escola do 1º Ciclo daquela freguesia no final do ano-lectivo anterior. Hoje, que me tenha apercebido, ninguém fala da escola, que estava condenada ao encerramento, vítima da falta de alunos.
O que agora reclamam os pais desses alunos é um inaceitável tratamento de excepção no preço das refeições (pretendem pagar 1€, quase menos 30cêntimos que o preço praticado na cantina gerida pela Junta de Freguesia da Ribeira). O que acontece é que os encarregados de educação, como não concordam com o preço, não pagam invocando um compromisso do Presidente da Câmara, que nunca o ouvi assumir.
Juntamente com estas posições, invocam discriminação dos seus filhos, porque não são recolhidos à porta de sua casa e porque são os últimos a almoçar. Não sei se tal é ou não verdade, se esse foi o não o compromisso dos responsáveis locais. O que me parece é que esta birra já tem a configuração de uma telenovela, de baixo nível, já com demasiado tempo de antena, na qual as crianças são actores secundários utilizados como armas de arremesso.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Lojas "Ponto Já"

Duas novas Lojas Ponto Já vão ser instaladas no distrito de Viana do Castelo, mais propriamente em Ponte de Lima e Arcos de Valdevez. O critério para a sua localização é simples: as sedes dos concelhos com maior população. Por isso, depois de Viana do Castelo, são aqueles dois municípios beneficiados com tão importantes infraestruturas para os jovens.
Um pequeno senão. Será justo este critério puramente demográfico que deixa todo o Vale do Minho de fora da rede (não sei por quanto tempo), enquanto que o Vale do Lima fica praticamente todo coberto?

terça-feira, novembro 21, 2006


Uma grande descida ao sarrabulho...

Foi, na minha opinião, a melhor descida de sempre. Já vai na sexta edição e constituiu um grande momento de promoção de Ponte de Lima, do seu património e da sua gastronomia. Cerca de 400 participantes (não foram mais porque este foi o limite fixado pela organização) encheram a sede do concelho de animação, apesar da chuva intensa que caiu durante a manhã. A zona das Pereiras foi, mais uma vez, o grande centro de animação, com largas dezenas de pessoas a assistirem aos destemidos betetistas.
Parabéns ao Batotas e já estou ansioso pela sétima edição!

segunda-feira, novembro 20, 2006

Preparem-se, esta semana vamos ouvir falar de Ponte de Lima

O Seminário "Ponte de Lima, Terra rica da humanidade" vai colocar a nossa terra no centro da actualidade regional.
Com o objectivo de "investigar, compilar e divulgar as riquezas de Ponte de Lima", vários especialistas locais vão procurar demonstrar a qualidade e a riqueza do património limiano, nas suas diversas vertentes. O palco vai ser o Teatro Diogo Bernardes, na quinta-feira, dia 23 de Novembro.

A etnografia limiana, as figuras típicas, aquelas pequenas coisas que fizeram e ainda fazem o nosso imaginário são a ocupação predilecta de José Ernesto Costa. Através das "Crónicas de um outro tempo" tem conseguido trazer à actualidade e à ribalta aqueles que, na sombra, preencheram o quotidiano de Ponte de Lima. O tomo 3 das Crónicas vai ser apresentado no próximo sábado, dia 25 de Novembro, no Teatro Diogo Bernardes e, a avaliar pelos dois anteriores, será imperdível.

sexta-feira, novembro 17, 2006

O poder é efémero. Em Ponte de Lima, não! (I)

Ponte de Lima é um concelho tradicionalista e conservador. Nos costumes, nas tradições e, porque não, na política. As marcas do passado, de organização comunitária e de hierarquias sociais estão ainda bem enraízadas num concelho que vive no permanente dilema entre o passo para o futuro e o regresso ao passado. É que Ponte de Lima, que tem como seu grande símbolo a sua ponte metade romana, metade medieval, ainda não decidiu em qual dos lados quer assentar a sua estratégia de desenvolvimento e, tranquilamente, repousa exactamente no meio dessa ponte, contemplando o rio, os jardins e o centro histórico, ignorando que é necessário mais para que os limianos possam melhorar o seu nível de vida.
E enquanto para os lados do poder a estratégia de deixar quase tudo na mesma vai resultando, para os lados da oposição continuam os equívocos permanentes, o autismo e a falta de consciência sobre o que é melhor para o concelho. Depois de 30 anos de liderança autárquica centrista, após 13 anos de liderança absoluta de Daniel Campelo, a oposição ainda não entendeu que é fundamental mudar e arejar o poder municipal. E tanto não entendeu que teima em escolher como seu adversário político a própria oposição, enquanto que, para os lados da Câmara Municipal, tranquila e alegremente deixam-se correr as horas porque... amanhã é um novo dia!

quarta-feira, novembro 15, 2006

A sociedade pós-moderna

Pode ser impressão minha mas parece que estamos a caminhar rapidamente para o caos!
A leitura da imprensa, a análise do dia-a-dia, os comentários dos amigos e colegas de conversa obrigam-nos a uma profunda reflexão.
Quando sabemos que o bem comum é tomado de assalto e vira base do sustento familiar - os fios de cobre dos telefones, as lâmpadas dos candeeiros públicos, as tampas de saneamento, as plantas dos jardins públicos, etc., etc.; quando a cidadania é um valor de segunda, a participação é reduzidíssima, o apoio aos mais carenciados é cada vez menor, a preocupação com os outros e com a comunidade é nula; quando as escolas perdem a capacidade de ensinar, porque passam o seu tempo a educar e a impor regras que deveriam ser incutidas em casa; quando o respeito pelo outro não é mais do que uma memória do passado.
Muito me assusta esta sociedade pós-moderna, que está a fazer ruir um edifício que tanto custou a construir.

segunda-feira, novembro 13, 2006

Uma semana que promete...

São, obviamente, pontos de vista pessoais. Mas não posso deixar de os partilhar com os habituais "frequentadores" deste espaço.
Esta semana vai ser especial porque:

1. Rogério Gonçalves, técnico campeão nacional da 3ª divisão pela A. D. "Os Limianos" e que representou o clube desta nossa bela localidade como jogador, assumiu a liderança técnica do Sporting de Braga e defronta, no sábado, o Benfica no estádio Municipal de Braga. Falou-se de Ponte de Lima com a chegada do Rogério a Braga. Em primeiro lugar, pelo palmarés que o associa à história do futebol limiano e depois, erradamente, porque alguns órgãos de comunicação social o dão como natural deste concelho (nasceu em Lanheses). Por isso, desde o "Parar para Pensar" um grande voto de felicidades ao "amigo" Rogério, que tem como adjunto o Manuel José que também representou "Os Limianos" e foi nesta terra campeão.

2. Eleições no PSD limiano. Espectativa e esperança pode ser sentimento que paira sobre a semana política e Ponte de Lima. Expectativa parea conhecer o novo presidente (Manuel Trigueiro não se recandidata). Esperança num futuro melhor para a oposição, sobretudo para um PSD que está em decadência desde 1993.

3. Descida ao Sarrabulho. Os Batotas vão trazer até Ponte de Lima mais de 400 amantes do BTT para, nhuma louca descida, ligarem a Boalhosa ao centro de Ponte de Lima, com zona espectáculo nas Pereiras. Que esteja bom tempo e não haja acidentes. São os nossos votos.

sábado, novembro 11, 2006

Os maléficos weblogues

No passado, eram as trevas. Apenas alguns conseguiam ver a luz, normalmente os melhor colocados junto do poder instalado. Eram priveligiados, e exerciam um poder majestático: o da publicação. Os anónimos leitores, ouvintes e telespectadores nada podiam mais fazer do que ler, ouvir ou ver, numa miserável pose passiva de consumidor de uma mensagem de sentido único, sem direito de resposta.
O desenvolvimento tecnológico trouxe acessibilidade aos meios de edição e facilidade no acesso ao espaço público na perspectiva do editor. Os weblogues são ferramentas de fácil utilização e gestão, acessível a qualquer utilizador básico da informática.
São extraordináriamente democráticos no acesso.
Mas, como tudo na vida, também podem ser mal utilizados. A protecção que dão aos seus autores, garantindo-lhes facilmente o anonimato, permite abusos e o desvirtuamento dos fins para que foram criados. Exemplos são, infelizmente muitos, mas o mais recente com Miguel Sousa Tavares é perfeitamente esclarecedor.
Um weblogue pode também ser uma espinha atravessada na garganta da democracia, como o são folhas anónimas e boatos que frequentemente atravessam o espaço público.
A liberdade tem destas coisas!
Se os instrumentos que coloca à disposição geral forem mal utilizados ou caprichosamente utilizados com fins diversos daqueles para que foram criados, criam constrangimentos e distorções. Mas não são apenas os weblogues o bode espiatório da democracia.
Grande e central papel tiveram já na sua curta existência, sobretudo na difusão de informação sobre a guerra do Iraque, na divulgação do escândalo Bill Clinton/Mónica Lewinski, no debate político à escala planetária, no apoio à educação, etc., etc.
Os malefícios dos weblogues não estão no facto de existirem. Estão na mente de quem os quer utilizar com um fins diversos daqueles que presidiram à sua criação.
Não adianta, por isso, diabolizar os weblogs nem as opiniões que difundem. Em pleno século XXI, em plena revolução digital, não são mais do que as "gazetas" do séc. XIX, a imprensa, a rádio, a televisão e os sites do séc XX. Quando mal utilizados, equiparam-se às folhas anónimas, rádios e televisões piratas que atravessaram as vidas de muitos portugueses durante longos anos. A única diferença é que deixam na "sombra" muito menos gente...

A blogosfera segundo Pacheco Pereira.

sexta-feira, novembro 10, 2006

Muito interessante...

Um belo "spot" sobre Ponte de Lima. Aqui.

quarta-feira, novembro 08, 2006

Finalmente o Albergue de Peregrinos...

O Caminho português de Santiago atravessa o coração de Ponte de Lima e, desde a sua reabilitação, que é sentida a falta de um albergue na nossa vila. Os peregrinos, invariavelmente, eram encaminhados para os Bombeiros Voluntários (onde pernoitavam em condições bastante deficientes, sobretudo no Verão) ou para a Pousada de Juventude, esta já bastante afastada do caminho.
Esta lacuna parece estar em vias de ser ultrapassada com as anunciadas obras de reabilitação da Casa do Arnado para aqueles fins, o que constitui uma excelente notícia e o reforço da centralidade de Ponte de Lima no caminho, desta forma capaz de responder às muitas solicitações que aquele roteiro religioso e cultural tem trazido, ainda por cima com um edifício situado em pleno centro histórico e estratégicamente colocado junto à rota dos peregrinos.
É necessário agora pensar num modelo de gestão do albergue, tradicionalmente gratuítos e funcionando à base de voluntariado. No entanto, na Galiza, este modelo está a cair em desuso e já está em vias de entrar em funcionamento um modelo alternativo em que é exigido um pagamento simbólico, capaz de suportar as despesas de funionamento do espaço.

terça-feira, novembro 07, 2006

Rede sem fios nos jardins

O Município de Lisboa instalou acesso à internet nos jardins da capital, numa acção que visa a animação e o reforço da atractividade daqueles espaços. Já aqui nos referimos à necessidade de promover a animação dos espaços verdes (e são muitos) de Ponte de Lima e não seria de descurar o aproveitamento do exemplo que vem da capital, colocando pelo menos num dos belos espaços verdes de Ponte de Lima acesso através de rede sem fios.

segunda-feira, novembro 06, 2006

Centenas de concertinas em Ponte de Lima

O INATEL em colaboração com o município de Ponte de Lima organizou, no pretérito domingo, mais um encontro de concertinas, desta feita em Ponte de Lima. Centenas de aficionados deste típico instrumento encheram a nossa vila de sons estridentes e alegres.
Foi uma bela jornada, a provar que Ponte de Lima necessita de animação com regularidade, sobretudo para atravessar o árido Inverno, na procura de uma Primavera e de um Verão de festa.

domingo, novembro 05, 2006

Vale a pena acreditar!

"Os Limianos" venceram o Cerveira por 3-1, comprovando no campo que vale a pena acreditar. É com vitórias que se combate a descrença.

Sons do futebol...

Sem a força e sem o peso de outrora, os sons do futebol continuam a fazer-se sentir com força no concelho de Ponte de Lima. Além da A. D. "Os Limianos", o clube com mais história e plantel do concelho, a A.D.C. da Correlhã continua a marcar pontos no futebol distrital, depois de uma época - a primeira do seu historial - no nacional da 3ª divisão.
Para os lados de Vitorino das Donas, que continua a manter equipas no futebol jovem, joga também uma clube da divisão principal da A. F. de Viana do Castelo. Trata-se da equipa Artur Rego, que integra ailguns jovens do concelho de Ponte de Lima.
Vitorino de Piães, liderado pelo incombustível Rui "Sagaz" e Fachense dão colorido limiano à divisão secundária dos distritais de Viana do Castelo.
Em Ponte de Lima, nas escolas de "Os Limianos" reside o maior alfobre de jovens talentos, com equipas de diversas categorias, duas das quais (juniores e juvenis) a disputarem os nacionais.

sexta-feira, novembro 03, 2006

Os resultados não são os melhores, mas a confiança deve prevalecer!

A Associação Desportiva "Os Limianos" tarda em encontrar o rumo das vitórias. os resultados não têm sido animadores neste início de temporada, que marca o seu regresso às competições nacionais.
Não é hora para baixar os braços. Antes pelo contrário. É hora de unir o grupo de trabalho junto da equipa técnica, é hora da direcção transmitir a treinadores e jogadores que tem a sua confiança, como é também hora dos adeptos se mobilizarem e apoiarem a equipa nos jogos que se aproximam.
Só assim será possível aos Limianos afirmarem-se na 3ª Divisão Nacional, com uma equipa maioritariamente constituída por jovens de Ponte de Lima, formados no seu clube de sempre, em tempos de contenção e resolução dos graves problemas com que o clube se debateu nos anos mais recentes e de cuimprimento de objectivos de rigor financeiro e orçamental. Com todos estes desafios para ultrapassar, não é fácil apostar mais na vertente desportiva sem o apoio de TODOS os limianos.
Eu acredito!

quinta-feira, novembro 02, 2006

Desemprego à vista?

Vieram a público mais problemas com empresas instaladas no concelho de Ponte de Lima. Desta vez salários em atraso numa fábrica de calçado a laborar no polo industrial da Gemieira, não deixam antever um futuro risonho para as dezenas de pessoas que lá trabalham.
Um pólo industrial, o primeiro e único do concelho, que as expectativas levavam a crer que estaria hoje completamente cheio, com dinamismo, muitos postos de trabalho e a contribuir para a riqueza do concelho, está hoje a menos de meio gás e com empresas em evidentes dificuldades.
Pergunta-se o que falhou ou o que está a falhar no campo da dinamização económica do concelho? A única resposta inaceitável é a que associa os problemas à crise do país ou da Europa, pois essa crise também deveria afectar nesse campo particular concelhos vizinhos que, ao contrário do nosso, são pólos de atracção de investimentos!
Por cá vamos perguntando "ao vento que passa" notícias do meu concelho, o que é feito da Cobra, do IKEA, porque há ainda tantos lotes vazios no pólo da Gemieira e existem empresários limianos que querem instalar os seus negócios e não há terrenos para o efeito...

terça-feira, outubro 31, 2006

AÍ VEM O TGV!

Como se tratasse de uma grande novidade, dada em primeira mão, o Governo voltou a anunciar a concretização do projecto TGV que, de megalómano e de difícil concretização e calendarização, passou a exequível e calendarizado.
A ligação Porto-Vigo deverá estar protnta lá para 2013 (dentro de 7 anos) e terá paragens em Braga e Valença. Como é evidente, vai atravessar todo o Alto Minho e Ponte de Lima não deverá escapar à passagem do comboio de alta velocidade.
Como ainda estam,os a tempo - assim o espero - é fundamental acautelar os interesses do concelgo, para que a passagem (porque apenas de uma passagem se trata) tenha o menor impacto ambiental e social possível, evitando-se desta forma algumas das consequências nefastas, e de má memória, que a auto-estrada A3 nos deixou.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Descida ao Sarrabulho

É já um marco no calendário velocipédico local. Três centenas de amantes do BTT descem os montes do concelho até à sua sede para, depois de saborearem a paisagem, degustarem um fabuloso sarrabulho à moda de Ponte de Lima. Realiza-se a 18 de Novembro e pode-se obtermais informação aqui.

quinta-feira, outubro 26, 2006

UM ANO APÓS...

Assinalou-se no dia 10 de Outubro a passagem do primeiro aniversário sobre as eleições que deram origem ao presente mandato autárquico. Por estas datas passam 265 dias sobre a tomada de posse do novo executivo. Com esta "efeméride" terminou o chamado período de "estado de graça", durante o qual é dado o benefício da dúvida a quem referendou um programa, saiu vencedor e tem agora o dever de o cumprir.
Durante esse edílico período de tempo podem até ser permitidas falhas que, noutros momentos, seriam"ferozmente" denunciadas e poderiam fazer correr muita tinta.
Bom momento este para realizar um pequeno balanço da "real politic" limiana, pois estamos convencidos que, daqui em diante, tudo devria ser diferente. Ou talvez não!
O passado não deixa grandes esperanças relativamente à luta política local. É certo que algo mudou à esquerda, com um partido socialista mais interventivo, mais dinâmico e capaz de ganhar protagonismo na cena local. Os próximos meses serão uma verdadeira prova de fogo para o Partido Socialista e também para toda a oposição, pois espera-se o endurecimento da luta e o aparecimento de diversas propostas para o concelho.
Do PSD pouco se espera. Liderado desde 1994 pelos mesmos protagonistas, acumulando derrotas atrás de derrotas e com resultados cada vez mais decepcionantes, não dá sinais de inflexão no seu rumo.
A tranquilidade tem sido a tónica dominante do mandato de Daniel Campelo, pouco sobressaltado com a oposição ou com os problemas municipais. Foi um verdadeiro ano de "estado de graça", apenas salpicado com alguma agitação, embora com consequências pouco evidentes.

Pela positiva registamos a gestão financeira de Daniel Campelo, irrepreensível, num momento em que são colocados em causa muitos autarcas que sobreendividaram os seus municípios e que, agora, enfrentam sérias dificuldades;
O reordenamento da rede escolar, com encerramento de escolas e abertura de novos centros (esperam-se alguns ajustes capazes de melhorar o que até agora foi planificado, pela via da carta educativa);
O cartão social a implementar em Ponte de Lima é uma medida positiva, que pretende beneficiar aqueles que mais necessitam e aqueles que mais contribuem para a o aumento da natalidade;
Finalmente o saneamento e o abastecimento de água foram uma prioridade e as obras avançaram (a oposição já em 1993 chamou a atenção para este déficit na qualidade de vida dos limianos, agora resolvido);

Pela negativa, a teimosia de Daniel Campelo em manter na sua equipa um Vereador que, em conjunto com outras pessoas, foi indiciado por falsificação de documentos e que se livrou de ir a julgamento à custa de um acordo que lhe custou 300 mil contos. A denúncia destes factos foi da CDU, efectuada na última Assembleia Municipal. Esta não encontrou eco nas restantes forças da oposição;
A desvalorização do desenvolvimento económico como factor essencial para a melhoria da qualidade de vida dos limianos - sem emprego não há rendimento disponível, sem dinheiro não se compra em Ponte de Lima e o concelho definha a cada dia que passa. Associados a esta constatação, surgem o fracasso IKEA (Daniel Campelo foi enganado e com ele fomos todos levados na cantiga - só não sabemos de quem, se do residente do Município se do Primeiro Ministro) e o lento arrastar do processo Cobra, que era o céu e parece que caminha para um verdadeiro inferno;
O centro histórico está a ficar muito degradado, deserto e desvalorizado, sendo fundamental um programa para a sua revitalização;
Um multiusos em Ponte de Lima parece surgido de um conto de fadas, sendo necessário meter urgentemente os pés na terra!;
A parcimónia desesperante com que avançam planos fundamentais para Ponte de Lima - o Plano de Urbanização de Ponte de Lima e o Plano das Pedreiras de St. Ovídio e do Monte de Antelas;
Registe-se, ainda pela negativa, a inexistência de uma verdadeira acção social escolar no 1º Ciclo, sobretudo quando facilmente se verifica que ela é mesmo necessária.

segunda-feira, outubro 23, 2006

O Gás natural está a caminho...

Cruzados há já alguns anos por um gasoduto, parece que finalmente vai chegar o gás natural a Ponte de Lima. Nada mais podemos fazer do que saudar a sua chegada!

sábado, outubro 21, 2006

A urgência de Ponte de Lima

Ponte de Lima foi confirmada como uma das localidades que vão ter um serviço de urgência activo, integrando o Plano traçado para aqueles serviços pelo Ministério da Saúde. O que ficou por saber (e é caso único no país) é se a urgência ficará no Hospital ou no Centro de Saúde. É que, este simples facto, faz toda a diferença. A instalar-se a urgência no Centro de Saúde o Hospital de Ponte de Lima poderá cair ferido de morte...
MUITOS DIAS PELA VIDA...

Revolucionou o voluntariado em Ponte de Lima. Foi uma experiência grandiosa e uma prova de vivacidade da sociedade limiana. Ficou marcada na nossa memória a iniciativa "Um dia pela vida".

quinta-feira, outubro 19, 2006

Não foi bonito, não senhor!

Este época do ano vai cada vez assemelhando-se mais à "silly season" estival. Parece que nada há mais para dizer ou fazer do que comentar o orçamento de Estado ou, na política local, os investimentos previstos para 2007 no PIDDAC. Já todos sabemos como é: os partidos da oposição "desancam" fortemente nas verbas a investir no distrito e os responsáveis do partido que suporta o Governo, defendem-se como podem, procurando justificar a magreza das verbas e o ostracismo a que, sistematicamente é votado o Alto Minho.
Não há remédio. Em tempos de crise ou de "vacas gordas", Viana do Castelo é sempre atirado para a cauda dos investimentos do Estado, apesar de ser um distrito deprimido, com cada vez mais problemas.
Este é um problema de falta de peso e influência política que não parece ter solução à vista. Falamos muito, às vezes até demais, mas valemos muito pouco.

As promessas que ouvimos nos últimos meses foram de mais investimentos, a realidade é de investimentos menores; em 2005 as SCUT nunca seriam tarifadas para promover o desenvolvimento das regiões mais desfavorecidas. Em 2006 taxa-se a SCUT Viana-Porto, porque o Porto atingiu os patamares de riqueza definidos pelo Governo para taxar aquelas vias. Mas que tem Viana do Castelo a ver com isso. Com a riqueza dos outros podemos nós bem, o problema é a nossa crónica pobreza!

Convenhamos que não é bonito mentir, sobretudo mentir aos mais necessitados...

quarta-feira, outubro 18, 2006

Pontos nos iiiiiiiiiii

Nunca foi publicado um "Estatuto Editorial" do "Parar para Pensar". Talvez fosse devido na altura certa. Nunca é tarde, sempre que a boa fé subsista.
Pois aqui vai...
Não vale a pena estar aqui com retóricas ou metáforas. Este é um weblog político, sim senhor! Porque fazer política é intervir, dar o seu contributo para a vida da "polis", da urbe. E esse é um direito das sociedades democráticas que, infelizmente, só é exercido por alguns.
A opinião é livre, como livre é o contraditório.
Mas é necessário conhecer alguns considerandos antes de entender o posicionamento daqueles que emitem opinião sobre a sua localidade, o país ou o mundo. É fundamental saber quem representam, ou se se representam apenas a si próprios.
O autor deste weblog representa-se a si próprio e as opiniões que veícula são apenas e só suas. Por isso possui uma amplitude de pontos de vista e uma margem de expressão mais largas do que aqueles que estão vinculados a estruturas políticas e que sabem quais são os limites ou as consequências da sua opinião. O autor do "Parar para Pensar" não calcula as consequências do que escreve, emite a sua opinião, sem usar a matemática dos votos que pode perder ou ganhar, a quem vai agradar ou molestar. É um exercício totalmente livre e descomprometido!
Como também respeita todas as opiniões que sobre os seus escritos possam ser registadas. É por isso que o sistema de comentários está activo e nele todos, sem excepção, podem opinar.
E respeita todos os pontos de vista, limitando-se a assumir as suas discordâncias. Sem qualquer tipo de insulto ou exercício de superioridade intelectual. Aqui admite-se o erro e abomina-se a infalibilidade!
Para finalizar, admira e sauda todos aqueles que, nesta terra, em pleno século XX têm coragem para emitir opinião porque, parecendo simples, esse exercício encerra sempre um mar de constrangimentos.

terça-feira, outubro 17, 2006

Cartão Família

Era uma promessa eleitoral e parece que vai avançar em breve. Anunciada por Daniel Campelo num encontro de autarcas do PP, a medida foi elogiada pelo líder nacional do partido que pretende empunhar a bandeira da oplítica da família.
O público alvo do cartão são as famílias numerosas e as mais carenciadas. Nada a dizer, por ser benéfica para o concelho e discriminar positivamente agregados com grandes encargos ou com dificuldades financeiras.
O que não se entende é que um concelho com estas preocupações e toda esta sensibilidade para a família (designadamente as que têm muitos filhos e as que vivem com dificuldades), não exista um sistema de acção social escolar para alunos do primeiro ciclo do ensino básico. É que essas crianças são precisamente as mesmas que vão beneficiar de descontos nas taxas de saneamento, nas tarifas da água, entradas em museus, teatros e piscinas municipais. Afinal, a educação e as crianças são ou não prioridade do município de Ponte de LIma?

segunda-feira, outubro 16, 2006

Os postes no nosso caminho!

O Cardeal Saraiva denunciou a existência de postes de iluminação que ocupam grande parte do passeio para peões na Rua Dr. Luís Gonzaga. De facto não se compreende, tendo em conta que são já postes antigos e inestéticos que deveriam ser "varridos" pela onda de renovação de mobiliário urbano a que temos assistido nos últimos anos. Mas não, estão de pedra e cal numa semana em que se celebrou em Ponte de Lima o "Dia da Bengala Branca", promovido pela associação de cegos ACAPO. Com obstáculos daqueles os nossos concidadãos cegos e aqueles que necessitam de cadeira de rodas para se movimentarem, não gostariam de passear em Ponte de Lima, sobretudo quando de todos é sabido que não é apenas aquela rua que sofre desse problema

sábado, outubro 14, 2006

O Fomento da leitura

No ano-lectivo em que entra em vigor nas escolas nacionais o Plano Nacional de Leitura, que visa genericamente elevar os níveis de leitura e de literacia dos portugueses, após um Verão sempre trepidante de actividades de rua, que retira o cidadão de espaços fechados mais frequentados no Inverno e inspirados em iniciativas de outros Municípios, deixamos a seguinte sugestão.
Ler no Verão tem outro encanto…
Mais disponibilidade, maior propensão, relaxamento, motivação para o enriquecimento, são algumas das razões pelas quais o Verão apela mais à leitura, entre outras coisas, como é evidente.
São os mais recentes títulos da ficção nacional ou estrangeira, os clássicos, ensaios, os livros de autores limianos mais recentes ou do passado, os ensaios, jornais e revistas. Tudo se lê mais no Verão.
Promover a leitura, mas sobretudo umas férias mais ricas pode ser uma boa e apreciada iniciativa.
A Biblioteca Municipal de Ponte de Lima é modelar no seu funcionamento, na articulação com a comunidade, mas não pode cristalizar. A animação da leitura na biblioteca e nas escolas, a animação da leitura nos espaços públicos, a apresentação de novos livros, o encontro com autores, a divulgação alargada e intensiva do livro limiano, a animação e fomento das bibliotecas escolares e das Juntas de Freguesia são algumas, entre as muitas iniciativas que podem ser levadas a cabo.
Mas, no Verão, no meio de tantas iniciativas, festivais, feiras, festas e romarias, a instalação de espaços públicos de leitura seria uma autêntica pedrada no charco, uma luz intensa e diferente no meio do clarão das noites quentes de estio.
Pequenos quiosques com livros, jornais e revistas à disposição de todos podem ser instalados em locais tão diversos como a Piscina Municipal e Festival de Jardins, Parque e Jardins do Arnado, Avenida dos Plátanos e Largo de Camões, onde aquele fim de tarde é, pura e simplesmente, irresistível.

quarta-feira, outubro 11, 2006

ONDE ESTÁ A ACÇÃO SOCIAL ESCOLAR NO 1º CICLO?

Os alunos da Gemieira já frequentam o moderno Centro Escolar da Ribeira. Os interesses das crianças prevaleceram, felizmente.
O que não parece edificante é o facto dos encarregados de educação da Gemieira terem ficado a cantar vitória, já que lhes foram garantidas refeições a 1€ numa escola que as cobra a 1,18. Como dizia um conhecido actor, "não havia necessidade...". Do que há necessidade é de um sistema de acção social escolar para o Primeiro Ciclo do Ensino Básico, à semelhança do que acontece noutros concelhos. Um sistema que permita às crianças oriundas de famílias carenciadas beneficiarem de refeições gratuítas (ou a metade do preço), de livros e material escolar gratuíto ou parcialmente subsidiado. Ponte de Lima é, hoje em dia, um oásis, pois é o único concelho do distrito que teima em não implementar um sistema que tanto ajudaria os mais carenciados.
Apesar dos riscos de aproveitamento que uma medida destas poderia arrastar, evitar-se-ia que os prejudicados sejam aqueles que mais necessitam!

domingo, outubro 08, 2006

Foi a sério?

Por vezes a política traz consigo situações anedóticas e mesmo hilariantes. Com alguns políticos bem dispostos, ficamos mesmo sem saber quando falam verdade ou quando estão a tentar divertir o povo.
Foi nesta angústia que fiquei quando li as declarações do Vereador da Protecção Civil do Município de Ponte de Lima. Afirmou que encontrou a solução para o cíclico flagelo dos incêndios: nada mais, nada menos do que o fomento, incentivo e promoção da pastorícia, para que os caprinos possam fazer a limpeza de matos.
Tão simples e brilhante que nunca ninguém se tinha lembrado de tal!
E porque não começar com as Juntas de Freguesia (seu pelouro também), financiando a compra dos seus próprios rebanhos para comer o pasto dos baldios?; E financiando o próprio Estado para que as suas matas sejam invadidas por cabras e ovelhas?; E, já agora, abrindo uma linha de financiamento a particulares para que se dediquem à pastorícia no minifúndio minhoto?
Ou será mais uma anedota para juntar à do arbusto, plantado no meio de uma passadeira, mas que não é inconveniente porque a passadeira é larga?

quarta-feira, outubro 04, 2006

Dar mais vida aos jardins!

Ponte de Lima já é uma das capitais dos jardins. Muitas zonas ajardinadas, tanto no centro da vila como nas margens do Rio Lima, tornam a vila ainda mais bela. No entanto, é fundamental que aqueles espaços sejam mais animados e aproximados dos potenciais frequentadores.
Por exemplo, seria interessante que alguns jardins (talvez os menos frequentados actualmente) pudessem ter um pequeno espaço para que os proprietários aí levassem seus os cães e gatos, onde teriam as condições necessárias para deposição e posterior remoção de dejectos.
Por outro lado, nota-se a falta nos jardins da vila de Ponte de Lima (centro da vila) de parque ou parques infantis, uma excelente solução para os tornar mais frequentados e animados.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Ai o ambiente…

De repente, parece que tudo desabou em Ponte de Lima. Uma moradia ruiu por completo na freguesia de Arcozelo, devido a uma forte explosão. Em matéria ambiental, os últimos dias também nos trouxeram nefastas notícias.
A triste sina do Rio Lima continua. Depois de análises pouco convidativas ao banho nas suas águas, a extracções clandestinas de areia voltaram a ser notícia, designadamente na freguesia da Ribeira. O Molima denunciou mais um caso que as autoridades têm dificuldades em contrariar, voltando à memória dos limianos todos os malefícios e vidas ceifadas pela ganância da extracção daqueles que já foi apelidado de “ouro branco”.

Para os lados da Quinta da Graciosa deu-se o abate ilegal de algumas dezenas de sobreiros que levou à intervenção dos serviços florestais. O mal estava já feito, sempre em nome de mais alguns metros quadrados de construção e de projectos aprovados pelo Município que não respeitam a natureza e a manutenção de espécies arbóreas cada vez mais raras no concelho.
Por fim, as pedreiras de Arcozelo. Um articulista limiano troca a estética da paisagem pelo impacto económico da actividade de exploração de pedra em Arcozelo que esventrou a Serra d’Antelas. Troca, certamente, o presente pelo futuro. Não é um bom caminho. Todos vamos ficar a perder, sobretudo aqueles a quem a ganância do lucro fácil está a cegar, pois vão destruir rapidamente o seu próprio sustento, à custa do bem comum.
A Serra d’Antelas é património do concelho, não um joguete à mercê de quem dele se apropriou. E está a ser o petróleo para alguns (que poucos ou nenhuns impostos pagam) à custa do trabalho (e em que condições!) de muitos.
Regras, ordenamento, direitos e deveres são necessários. Mas enquanto esse trabalho vai sendo realizado, muito lentamente, a Serra continua a desaparecer mesmo na frente dos nossos olhos.

sábado, setembro 30, 2006

BALANÇO DAS FEIRAS NOVAS. Dê a sua opinião aqui.
TRISTEMENTE...

Viana do Castelo não aparece nos mapas de Portugal da TAP onde, além de muitas outras localidades, constam todas as capitais de distrito. Talvez a "Princesa do Lima" seja considerada na IBÉRIA...
Uma falha que não pode deixar de merecer reflexão, tal o nível de esquecimento a que o Alto Minho é votado lá por Lisboa.
E, como se não bastasse, Viana do Castelo é uma das capitais de distrito menos competitivas do continente português, de acordo com um estudo de dois investigadores da Universidade do Minho, referenciado no Público de hoje!

sexta-feira, setembro 29, 2006

Um modelo exemplar de intervenção social

A complexidade do quotidiano é cada vez maior. As dificuldades colocadas às famílias são enormes, o voluntariado é cada vez menor, pois o tempo escasseia. O individualismo tem campo e condições de desenvolvimento como nunca teve.
As ideias podem ser simples, embora a complexidade da sua activação possa ser grande. Em Valongo, a “Agência para a vida local” disponibiliza aos seus munícipes vários serviços.
Deles destacamos o “Espaço Infantil Imediato” onde pais, avós e encarregados de educação podem deixar os seus filhos, netos ou educandos ao cuidado de técnicos especializados durante um máximo de 5 horas semanais. O pagamento do serviço é feito em tempo, gerido pelo “Banco do Tempo” onde o tempo utilizado para a guarda das crianças deve ser dado para outros projectos de voluntariado. Neste peculiar banco, qualquer habitante do concelho pode oferecer o seu tempo, recebendo outros serviços como pagamento.
A comunidade fica enriquecida pelo que recebe e pelo que dá. Um utilíssimo serviço prestado é o da informação, onde tudo pode ser perguntado. Outra “moeda” utilizada na AVL é a formação para jovens e seniores no campo das novas tecnologias.

Aqui dar e receber é, com toda a certeza, um prazer!

quarta-feira, setembro 27, 2006

Escola Superior Agrária deu a volta por cima!

Exceptuando o curso de Engenharia Agronómica (8 colocados em 24 vagas – 33%), os restantes cursos da escola Superior Agrária de Ponte de Lima (Biotecnologia, Enfermagem Veterinária e Engenharia do Ambiente) ficaram completos na 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior.
Está de parabéns a ESA que assim conseguiu inverter a desertificação crescente que os seus cursos estavam a sofrer, através da criação de novos cursos, motivadores e potenciadores de um melhor futuro para os candidatos.
No reverso da medalha encontra-se a Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença, que nasceu sem o dever, e que agora pode estar a sofrer de uma doença incurável que a pode levar à morte (40% das vagas ocupadas).

domingo, setembro 24, 2006

MAIS UMA PROEZA DA CANOAGEM LIMIANA

A selecção portuguesa de canoagem conquistou hoje mais uma medalha nos Mundiais de maratonas, com o bronze da C2 Nuno Barros/José Sousa. Nuno Barros é atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima e tem formado com José Sousa (CN Crestuma) uma dupla que tem feito sucesso internacional, com o bronze nos Europeus de 2005 e triunfo na Taça do Mundo de 2004.
É com uma grande satisfação que aqui sublinhamos mais um importante resultado para o desporto limiano, para o Clube Náutico e, obviamente, para Nuno Barros a quem endereçamos as nossas felicitações.

BALANÇO DAS FEIRAS NOVAS

Feiras Novas

Quando as Feiras Novas deixo
Bato a porta e me comovo
Porque essa porta que eu fecho
Só p’ró ano abre de novo!

Casimiro Pereira Alves (1º prémio Consurso de Quadras Populares – Feiras Novas 2006)

Em jeito de balanço, algumas considerações sobre as "Feiras Novas" 2006, para projectar 2007 num espaço de reflexão crítica, sempre com o objectivo de melhorar a qualidade de "A Festa".

Feiras Novas 2006 – Sucesso

- na limitação da instalação de vendedores na Avenida dos Plátanos;
- na diminuição global de vendedores na romaria;
- no aumento de lugares de estacionamento;
- a experiência da Expolima, com um ambiente jovem e descontraido, apesar dos excessos e da necessidade de alguns ajustes no espaço;

Feiras Novas 2006 – A rever

- limpeza das ruas da vila, muito sujas e mal cheirosas logo pela manhã;
- ordenamento da zona de acesso limitado ou interdito, onde o estacionamento era caótico;
- preços praticados aos comerciantes locais pelo aluguer do terrado (um grande exagero);
- falta de um posto de primeiros socorros na Expolima;
- a ausência dos cavalos e cavaleiros da GNR na abertura dos cortejo histórico e procissão;
- não haverá crianças para a procissão?
- a zona das Pereiras e a festa jovem ficaram a perder com a ausência de música.

Este foi também um ano ímpar em novas publicações sobre as Feiras Novas, assinalando de uma forma indelével os 180 anos de “A Festa”: Recordamos Amândio Vieira com “Feiras Novas 1826-2006”, os variadíssimos textos do Anunciador das Feiras Novas”, a reedição da "Pequena História das Feiras Novas" de Adelino Tito de Morais, a edição especial Feiras Novas (em revista) do bi-semanário Alto Minho e a poesia de Menã e Dores Malafaia. Hoje é possível conhecer melhor e recordar as feiras novas de sempre…


Queremos fazer também o balanço das festas do concelho de Ponte de Lima 2006 com a ajuda dos leitores do "Parar para Pensar". Depois das mudanças operadas, das polémicas que antecederam a romaria, partilhem connosco a vossa opinião.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima celebram 119º Aniversário

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima celebram no dia 24 de Setembro o seu 119º aniversário, momento para recordar e exaltar os importantes serviços que a instituição tem prestado ao concelho.
O Programa inicia-se às 9h30 com o hastear das bandeiras no quartel da associação, seguindo-se uma Missa Solene na Igreja Matriz, celebrada pelo Capelão da corporação. No final, no Largo da Matriz, proceder-se-á à bênção de duas novas viaturas, que vêm enriquecer o seu parque automóvel e colmatar as lacunas existentes: um veículo pesado de combate a incêndios, equipado com todos os meios para sinistros de cariz urbano, que se destina a substituir um veículo que já tem mais de 25 anos de serviço; uma ambulância de transporte de doentes, incluindo automatismo para cadeiras de rodas.
Finda a bênção das viaturas, ocorrerá o tradicional desfile de viaturas por algumas das principais zonas da vila e seus arredores.
O programa encerrará à tarde, com uma romagem aos cemitérios, para homenagear e recordar os bombeiros e dirigentes já falecidos.
Nestes momentos, os Bombeiros de Ponte de Lima, além do dispositivo humano e material instalado no seu quartel/sede, têm também em funcionamento uma secção na freguesia de Freixo. É talvez a maior corporação de bombeiros do Alto Minho, tanto em meios como no serviço que é, diariamente, chamada a efectuar. Por isso, apesar das dificuldades financeiras que continua a atravessar continua a ter um papel essencial na cena limiana e merece o carinho de todas as pessoas, empresários, instituições públicas e privadas na prossecução dos seus objectivos, designadamente a reorganização administrativa e financeira que está a operar, o reequipamento, sobretudo ao nível do material de protecção individual dos, aquisição de uma nova viatura pesada de combate a incêndios florestais (as actuais têm mais de 20 anos de serviço e desgaste intenso) e novas ambulâncias para concluir o processo de reequipamento iniciado há quatro anos.

quinta-feira, setembro 21, 2006

Mais vale tarde…

O IMI vai baixar, estando a decisão apenas dependente de aprovação na próxima Assembleia Municipal, a realizar no dia 22 de Setembro. É uma excelente notícia para os limianos que, na sua grande maioria, viram os impostos aumentar desde a entrada em vigor do novo Imposto Municipal sobre Imóveis.
Esta decisão vem também confirmar aquilo que aqui já tinha sido dito. O IMI e a taxa máxima definida pela autarquia desde a sua implementação, iriam ser prejudiciais para os proprietários de Ponte de Lima, sobretudo os pequenos proprietários com dificuldade em suportar esses compromissos. Além de um pequeno alívio nos bolsos dos pequenos proprietários, a nova taxa do IMI é também um sintoma novo em Ponte de Lima. Esta é uma decisão amiga do investimento e do desenvolvimento económico, que tem estado tão arredado do concelho devido às políticas do Município. São necessários mais incentivos ao investimento, que se consubstanciam em redução de impostos e taxas e, por exemplo, na venda de terrenos para a indústria a preços simbólicos. Só com emprego, se possível qualificado e bem remunerado, se aumenta o rendimento disponível e o investimento.

quarta-feira, setembro 20, 2006

A Gemieira, a escola, os pais e a autarquia. Alguém pensou nas crianças?

Felizmente o bom-senso imperou na Gemieira. Depois de dias de luta contra o encerramento da escola, os pais decidiram enviar os seus filhos para a escola a partir do dia 21 de Setembro. O texto que abaixo segue já estava escrito, mas não deixa de ser pertinente, sobretudo no suporte a uma decisão dos encarregados de educação que só peca por tardia.

Estamos no séc. XXI, o nível de exigência dos portugueses é cada vez maior, os desafios com que nos confrontamos são crescentes em quantidade e complexidade.
Depois de ter ficado bem claro que a autarquia informou no início do ano as gentes da Gemieira que a escola continuaria aberta no presente ano-lectivo, mas deu o dito por não dito porque a carta educativa, entretanto aprovada, previa o encerramento da escola (mas não dizia quando…), naquela freguesia parece que ainda não se pensou nas crianças, na melhoria da qualidade das instalações escolares, nos meios ao seu dispor e nas estruturas de apoio ao ensino, ou seja, num passo em frente de muitos anos em termos sociais e pedagógicos. Não é escondendo a verdade (que a escola teria 30 alunos em vez dos 24 matriculados; que nada ainda se sabe do transporte ou quem o vai pagar) que se ajuda os alunos, envolvidos nesta polémica sem nada terem a ver com ela.
Adiante. Protestar para manter aberta por apenas mais um ano uma escola do séc. passado, sem perspectivas de futuro e com um número de alunos que apenas permitiria a constituição de uma turma com 4 anos de escolaridade, é inglório e pouco racional. O presente mas, sobretudo, o futuro não se compadecem com o romantismo cego de manter uma estrutura que já não serve aos alunos. Porque são eles que vão frequentar a escola, porque são eles o objecto e o centro da educação.

segunda-feira, setembro 18, 2006

Teatro Diogo Bernardes – 110 anos!

Passados 110 anos da sua fundação, depois de muitos altos e baixos, o esplendoroso pano de boca (uma reprodução) volta à cena. É a nossa casa, é a memória colectiva dos limianos recolocada bem perto do público.
O Município entendeu, e bem, assinalar esse facto no próximo dia 24 de Setembro, com um programa a condizer com o momento.

quinta-feira, setembro 14, 2006

BREVES DAS FEIRAS NOVAS...

A Igreja de Sto António ficou às escuras para as Feiras Novas pois, segundo nos confidenciaram, a Confraria não terá permitido a utilização de pregos na fixação da iluminação. É pena, pois apesar da festa decorrer na margem esquerda, a ponte e a igreja de Sto. António constituiam o mais belo e emblemático ex-libris luminotécnico das Feiras Novas;

Os Tractores e alfaias agrícolas já invadiram a Avenida António Feijó. Em tempos de mudanças e novidades organizativas nas festas, a proposta do Vereador Dr. Jorge Silva além da pertinência, ganha o selo de urgente na concretização. Junto à feira do gado, constituiria um belo conjunto e ganharia em coerência. E a principal entrada da vila ganharia dignidade para as suas festas maiores...

Nos 180 anos das Feiras Novas, falta uma merecida homenagem a quem as ergueu ano após ano. O povo faz as festa, mas são Homens que colocam as festas em pé!

Depois de alguns anos colocada no centro da festa, sobretudo pelos mais jovens, a zona das Pereiras vai experimentar um novo modelo, menos ruidoso e certamente muito menos animado. A "movida" passa para S. João, uma zona mais árida e menos calorosa. Ficará a festa a perder?

É uma excelente medida o desanuviamento da Avenida dos Plátanos, libertando a bela paisagem do Rio Lima que daí se pode apreciar. A festa e aqueles que a visitam ficam a ganhar.

Mais locais e maior capacidade de estacionamento podem ajudar a uma mais desanuviada entrada em Ponte de Lima, se a organização das forças policiais assim o permitir...

A todos os leitores de "Parar para Pensar" que vierem até Ponte de Lima nos dias 15, 16, 17 e 18 de Setembro, desejo umas grandes "Feiras Novas", porque esta é uma festa única, nova e irrepetível ano após ano.

quarta-feira, setembro 13, 2006

JN ABORDA A AUSÊNCIA DE MÚSICA GRAVADA NA ZONA HISTÓRICA DURANTE AS FEIRAS NOVAS

Empresários de animação nocturna estabelecidos no centro histórico de Ponte de Lima e algumas vozes da Oposição à maioria autárquica, com relevo para o PS, manifestaram-se contra a proibição de música gravada ao ar livre naquela zona da vila durante os dias das festas do concelho, as tradicionais Feiras Novas, que arrancam na próxima sexta-feira.

Desta feita, Câmara e comissão de festas decidiram-se por transferir a animação para os recém- -inaugurados espaços da Expolima, na Alameda de S. João, junto ao rio Lima, proposta vista como "muito má" pelos empresários, observando Jorge Silva, vereador socialista no Executivo liderado por Daniel Campelo (CDS-PP), que o "esvaziamento" do que se tornou, nos últimos anos, o "centro nevrálgico" da animação "poderá não ser a decisão mais oportuna".

Responsável pelo "Girabola", bar situado no coração da vila, Fernando Abreu refere que a animação desenvolvida há perto de década e meia naquela parte da vila "poderá não corresponder à tradição, mas é procurada por elevado número de pessoas, que se deslocam a Ponte de Lima por estas alturas". Assinalando que os cinco empresários estabelecidos no centro histórico com bares fizeram ver isso à Autarquia e à comissão de festas, disse que "de nada valeu o esforço". Partilhando do comentário, José Antunes, do bar "S.A.", indicou que as preocupações com questões de segurança, argumento invocado pela Autarquia, segundo disse, "estão, também, na mente dos empresários, que propuseram uma solução de recurso (que passaria pela limitação do horário da música gravada), solução essa que também não viria a ser aceite. Na nossa opinião, são as Feiras Novas que ficam a perder".

Opinião distinta sobre a questão tem o vereador da Cultura e presidente da comissão das festas, Franclim Sousa, para quem a organização da romaria deste ano "apostou num formato diferente, no sentido de proporcionar melhores condições e mais segurança às pessoas que visitam Ponte de Lima nessa altura".

Refira-se que nos espaços da Expolima estarão representados quatro dos cinco bares do centro histórico, desembolsando cada empresário um milhar de euros pelo aluguer da estrutura.

segunda-feira, setembro 11, 2006

O PREÇO DA PALAVRA!

O início do ano-lectivo traz sempre alguma agitação. Num ano em que, no país, fecharam centenas de escolas, algumas delas no concelho de Ponte de Lima, o único caso de contestação vem da Gemieira, escola inicialmente apontada para encerrar mas que, na sequência da reacção de pais e autarcas locais, foi decidido manter (a Câmara, pela voz do seu Vereador da Educação, transmitiu aos contestatários que teria sido a DREN a tomar essa decisão...). Ora, às portas do início do ano-lectivo sabe-se que, afinal, a escola da Gemieira vai fechar, provocando a natural revolta daqueles que já tinham assente que a antiga escola afinal continuaria aberta. A justificação da autarquia não tardou: o encerramento cumpre o estipulado na Carta Educativa e esta foi aprovada pela Câmara Municipal e Assembleia Municipalo (onde tem assento o Presidente da Junta de Freguesia da Gemieira, que deve ter votado favoravelmente o documento).
Escreve estas linhas quem concorda com o encerramento de escolas com reduzido número de alunos, quem vê no Centro Escolar da Ribeira (novo destino das crianças da Gemieira) uma estrutura com excelentes condições, mas também quem sabe que a carta educativa preconiza o encerramento da escola da Gemieira, mas não diz quando tal poderá ou deverá acontecer.
O que faltou e falta é coragem no Município de Ponte de Lima. Em primeiro lugar para enfrentar os protestos, preferindo anunciar decisões de terceiros (DREN) que nunca as anunciaram de viva voz, em vez de assumir as suas (o Município para manter a escola aberta bastaria ter dito que não tinha possibilidades para assegurar transporte e alimentação aos alunos); finalmente, atira para as costas da "muda" carta educativa e do Presidente da Junta da Gemieira a culpa do encerramento da escola, em vez de cumprir a palavra (dos outros) dada (por si) no início deste ano.
Que trapalhada!

A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. Diga-nos o que pensa do grande caso do arranque do ano-lectivo em Ponte de Lima!

A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. NÃO DEIXE DE DAR A SUA OPINIÃO! Diga-nos o que serão as Feiras Novas sem música e animação na zona das Pereiras?

terça-feira, setembro 05, 2006

FEIRAS NOVAS COMO SEMPRE!
NÃO VAMOS DESISTIR!

Retirar a música gravada da zona das Pereiras é esvaziar por completo aquele espaço de animação.
Definam-se regras rígidas. Mas discordo frontalmente e em absoluto, da decisão do município e da Comissão de Festas, respaldada num relatório policial que ninguém conhece e sem procurar soluções para corrigir os problemas eventualmente detectados. As consequências podem ser nefastas para quem deseja que a animação continue e que as Feiras Novas continuem a ser uma referência para todos os escalões etários.
De entre as regras que podem ser definidas e implementadas, sugiro as seguintes:
- definição de uma hora limite para a passagem de música gravada (3 ou 4 horas) e para a abertura dos bares (4 ou 5 horas);
- limite do número de colunas, bares exteriores e dimensão dos mesmos;
- alargamento da zona de animação até à Rua Inácio Perestrelo, Largo de S. José, Rua Fonte da Vila e Largo de S. João, com instalação de bares exteriores nestas zonas;
- a implantação de um posto de primeiros socorros (na zona da Capela das Pereiras) que evite o vai e vem de ambulâncias por entre a multidão, e uma intervenção mais rápida no local;
- presença permanente de um corpo de segurança na zona;
- utilização da zona da Expolima como um "after hours" que receba os frequentadores das Pereiras após o "encerramento" desta;

O jornal Público de 2006/09/13 publicava algumas sugestões para Setembro. A dado ponto dizia o seguinte:

"E se começarem a apertar as saudades das festas populares estivais, é meter-se à estrada e só parar em Ponte de Lima, onde de 16 a 19 de Setembro, decorrem as chamadas "Feiras Novas", com as ruas cheias de música, foguetes e petiscos".

São estas ruas cheias de música que são apreciadas por muitos dos forasteiros que demandam Ponte de Lima nas Feiras Novas. É isto que vão procurar este ano. Continuarão a vir a Ponte de Lima quando verifiquem que tudo mudou?

mais informação aqui

A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. NÃO DEIXE DAR DAR A SUA OPINIÃO! Diga-nos o que serão as Feiras Novas sem música e animação na zona das Pereiras?

domingo, setembro 03, 2006

Reflexões sobre os incêndios (III)

- As lições da Galiza e de Portugal (II)

Após as reflexões, as importantes lições que a Galiza nos deu:

1) É essencial uma política de ordenamento da floresta, articulada com uma política de prevenção, limpeza, construção de aceiros e acessos;

2) É imperioso que as políticas de ordenamento urbano levem as construções para longe da floresta e que todos os perímetros de habitações nas imediações da floresta, sejam devidamente limpos de acordo com a Lei;

3) É fundamental ter meios de combate em quantidade e qualidade que os torne eficazes na hora da luta!

4) A coordenação é essencial e só se concebe que a mesma seja melhorada e aperfeiçoada cada ano que passa.

5) Livre-nos Deus de um ano climático mau e da conjugação de factores que levam o fogo à floresta;

6) Que exista uma acção consertada de todas os serviços policiais e de investigação, para uma luta sem tréguas contra os incendiários, com definição de penas severas por crime contra o património e contra os cidadãos;

7) Que não se faça política com o fogo, nem se meta o fogo na política. São incompatíveis e a sua associação é perniciosa. Mas que se cumpra a Lei e, à sua luz, se impeça a construção nas zonas recentemente ardidas. Para que ninguém possa sequer pensar que saiu vencedor na guerra do fogo. Infelizmente, no nosso concelho, a lista de novas construções em zonas recentemente ardidas é cada vez maior...

quinta-feira, agosto 31, 2006

Reflexões sobre os incêndios (II)

- As lições da Galiza e de Portugal (I)

A Galiza, que muitas vezes serviu de modelo na prevenção e combate a incêndios para nós portugueses - eu próprio o fiz - confrontou-se nos últimos dias com uma terrível vaga de incêndios. Impelidos a lutar em várias frentes, não evitaram o colapso, uma imagem de desorganização e descoordenação, e tiveram que recorrer à ajuda de outras comunidades autonómicas e ao estrangeiro. Várias reflexões podem ser efectuadas sobre esta realidade:

a) Quando há uma extraordinária conjugação de factores climáticos, organizativos e de ordenamento do território é muito difícil contrariar as chamas e a força da natureza.

b) A Galiza tinha um exemplar dispositico público de combate a incêndios florestais, disperso pelo território. Resolveu a Junta da Galiza diminuir este dispositivo em 30%, no final de 2005, decisão que deixou marcas;

c) A limpeza e ordenamento das matas deixou e deixa muito a desejar;

d) Os meios aéreos revelaram-se insuficientes, apesar da boa frota de aviões de grande capacidade que possui;

e) A coordenação Junta / Municípios é deficiente, muitas vezes condicionada por interesses e cores político/partidárias;

f) Os políticos, no momento em que deveriam ser combatidos os fogos e evitadas as catástrofes naturais e humanas, estavam ocupados em acusações e contra-acusações, denunciando esquemas e cabalas que, até à data, não conseguiram provar, levantando ainda mais fumo do que aquele que era provocado pelas chamas.

g) A plataforma Nunca Mais, criada e celebrizada durante a ressaca do desastre com o navio "Prestige" voltou à cena, através dos seus intelectuais, denunciando um fogo como um acto de "revanche" da direita. Tristes, pobres e desmiolados intelectuais galegos...

sábado, agosto 26, 2006

A "EXPOVACA"

O blog de Montenegro Fiúza publicou um texto de Manuel Pires Trigo com o título em epígrafe, onde coloca em causa o "empreendimento" da Feira do gado, situado na zona de S. João. Aproveito para recordar as ideias que aquitêm sido expostas sobre esta questão.
O problema começa na localização. Sítio mais nobre para a "coisa" não podiam ter encontrado. Depois no sobredimensionamento - só a "cow parade" pode hoje encher aquilo; depois no conceito - ainda ninguém sabe o que aquilo vai ser - não me digam que, sem o pensarem, encontraram um lugar para a feira!; Depois do anunciado multiusos ou centro de congressos (falta noção da realidade!), o melhor é começar já a chorar...
A Expolima ainda não tem identidade e estão a ESTRAGAR as margens do Rio Lima, que deveriam ser zonas de lazer e fruição para os limianos!

Polémica decisão nas "Feiras Novas". Deixa a tua opinião aqui!

sexta-feira, agosto 25, 2006

REFLEXÕES SOBRE OS INCÊNDIOS (I)

O final da época oficial de incêndios ainda está longe, mas já se podem tirar algumas conclusões sobre a forma como têm decorrido os trabalhos de prevenção e combate aos incêndios florestais em Portugal.

a) Fica bem claro que apenas um bom Verão pode contribuir para que o número de incêndios diminua. Por bom Verão entenda-se um Verão chuvoso. Portugal tem, hoje, um clima totalmente adverso aos incêndios.

b) O mês de Agosto é, foi e tenderá a ser, maldito para as equipas de combate;

c) Notaram-se algumas melhorias na coordenação, sobretudo na capacidade de resposta e mobilização;

d) O maior aparato de meios foi sempre direccionado para os locais onde havia maiores incêndios, mas também maior aparato da comunicação social. Por vezes ficamos com a sensação que só ardia o que se via nos telejornais;

e) Esta constatação tem uma relação directa com o que se passou no nosso distrito, onde ocorreram alguns dos maiores incêndios e com mais elevados prejuízos do país. Refiro-me aos incêndios de Paredes de Coura (com especial realce para a Área Protegida do Corno de Bico) e Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (Parque Nacional da Peneda Gerês). Como é possível que zonas protegidas e o único Parque Nacional de Portugal ardam incessantemente durante dias e dias, sem que os dispositivos fossem equipados devidamente para fazer frente ao fogo que lavrava sem cessar. Com o único helicópetro estacionado no distrito avariado, apenas um esteve durante algum tempo operacional na região (o de Braga), atacando o fogo que lavrava em zonas inacessíveis por terra. Os meios aérios eram os únicos que teriam alguma eficácia tanto na Peneda Gerês como no Corno de Bico e pouco ou nada se viu. Este canto foi esquecido porque, pura e simplesmente, a comunicação social não o viu. Vergonha!

f) Esta vergonha é tanto maior quando se constata que Viana do Castelo continua no top de número de ocorrências e área ardida e, também ano após ano, os meios aéreos são os mesmos. Para quem quer combate rápido e eficaz às chamas, logo após a ignição, um helicópetro é muito pouco, quando se sabe que, por exemplo, no Algarve (que já ardeu quase todo, extistem três meios aéreos, talvez para os fogos que surjam no mar...). É um desrespeito continuado que ainda ninguém no Alto Minho teve a coragem de denunciar!

quarta-feira, agosto 23, 2006

DESEMPREGO CONTINUA A CRESCER EM PONTE DE LIMA...

Numa época do ano em que, tradicionalmente, o desemprego descresce (fruto do emprego sazonal no Verão), a Plataforma Minho anuncia que o desemprego desce no Minho. 19 dos 25 concelhos dos distritos de Braga e Viana do Castelo viram diminuir a sua taxa de desemprego. Apenas 5 aumentaram - Valença, Monção, Ponte de Lima, Barcelos e Viana do Castelo. São concelhos com números em perfeito contraciclo com a realidade nacional e do Minho. Particularmente precoupante é a situação de Ponte de Lima que, desde Abril apresenta números de inequívoa subida do números de desempregados. E, entre estes, grande parte deles continuam a ser jovens licenciados que não conseguem um rumo para a sua carreira no concelho!

O blog Ponte de Lima também se pronunciou sobre esta questão.

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terça-feira, agosto 22, 2006

Acampamento urbano de Ponte de Lima

O Acampamento Urbano de Ponte de Lima continua a ser um verdadeiro sucesso, sobretudo ao fim-de-semana. O mau gosto impera. A lamentável imagem fica! Houve quem, em tempos idos, defendesse aquilo como o preservar das tradições do piquenique à beira rio. Hoje está no executivo. Será que ainda pensa da mesma maneira, perante aquela imagem retrógada e terceiro-mundista?

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segunda-feira, agosto 21, 2006

O SIMPLEX MUNICIPAL!

É possível efectuar os pagamentos da água através do multibanco, evitando uma deslocação à tesouraria municipal, muitas vezes incómoda e dispendiosa (o concelho é grande...). Mas este é o único exemplo, pois mais nenhuma taxa ou tarifa pode ser paga utilizando este expediente. Grande parte dos processos de pagamento ainda são incompreensivelmente rudimentares, estando longe da informatização, que beneficiaria todo o processo, em celeridade e qualidade. Estamos espectantes pelo resultado do Vale do Lima Digital, que poderá trazer alguns avanços neste campo. Mas estamos também seguros que ainda vamos esperar muito tempo por eles. Entretanto, se não se importam, alguma coisa poderia ser feita para a liquidação das taxas de conservação de colectores, toldos e reclamos publicitários, esplanadas, licenças de obras e todo o tipo de pagamentos ao município.
Ah! Até os funcionários municipais e o Presidente da autarquia sairiam beneficiados, pois gastariam muito menos tempo no serviço e no atendimento ao cidadão e evitariam uma imagem retrógada assente na burocracia e na perda inútil de tempo.

Isto é SIMPLEX!

E por falar em simplex, seria possível saber quantos processos de obras foram já despachados, ao abrigo do sistema expresso implementado pela autarquia?