terça-feira, agosto 15, 2006

PARA ONDE VÃO OS PREÇOS DA ÁGUA?

O custo de vida, designadamente o dos bens essenciais, não pára de aumentar. O aumento dos preços do petróleo não é alheio a esta realidade. No entanto, outros aumentos se perfilam para tempos próximos. Os sindicatos de Viana do Castelo têm alertado para essa realidade, designadamente o aumento dos preços da água, motivado pela transferência de muitos serviços, até aqui efectuados pelas autarquias, mas que agora são da responsabilidade da empresa pública Águas do Minho e Lima. A posse da distribuição em alta por parte daquela empresa e os inúmeros investimentos que foram e continuam a ser efectuados, implicarão ajustamentos nos preços, tendo em conta os pagamentos que agora as autarquias têm que efectuar à empresa. Contudo, em tempos de aumentos generalizados, é fundamental avaliar convenientemente o impacto dos aumentos de um bem tão necessário, quanto de consumo incontornável, como é a água. Os autarcas e a empresa Águas do Minho e Lima devem saber avaliar convenientemente as incidências de aumentos desmesurados e desenquadrados da realidade do Alto Minho. Podem apelar à poupança e os consumidores têm o dever de fazer um uso racional da água, mas não podem aproveitar os benefícios do monopólio e a fragilidade de quem não pode passar sem água potável de qualidade, para implementar preços e promover aumentos que vão ter efeitos sociais graves, que podem levar as pessoas a consumir água sem as devidas condições sanitárias. O bom-senso, é essencial na hora de tomar decisões!
Outra questão que pode trazer consequências nefastas é a indexação das taxas de "conservação de colectores" e do lixo ao consumo de água. Nada me move contra estas duas taxas, com as quais concordo já que tanto o saneamento como a recolha de lixo têm custos para a autarquia que deve ser ressarcida dessas despesas, embora entenda que as mesmas devem ser comparticipadas pelo município, agente de dinamização económica, que quer e gosta de ver as suas ruas e lugares cheios de forasteiros, mas que não pode desejar que a utilização por parte destes das suas infraestruturas sejam pagas pelos residentes.
Num momento em que se estudam os montante a indexar à factura bimensal da água, e em que se temem aumentos desmesurados, é fundamental que os nossos autarcas meditem muito seriamente sobre sobre as incidências desses aumentos e sobre quem deve ajudar a pagar a factura do saneamento e dos lixos. Algumas sugestões:
1. Que existam escalões diferenciados para consumidores domésticos e estabelecimentos comerciais;
2. Que dentro dos estabelecimentos comerciais sejam claramente diferenciados aqueles que implicam recurso sistemático e em níveis elevados à água e que produzem quantidades elevadas de lixo, e aqueles que não o fazem por especificidades da actividade desenvolvida;
3. Que os feirantes e expositores ambulantes tenham também que pagar uma taxa de lixo, tendo em conta a despesa que significa a recolha desses materiais;
4. Que existam benefícios e descontos na taxa de lixo para aqueles que, responsavelmente, juntam e promovem a recolha selectiva, depositando nos ecopontos papel, plástico, vidos e metais, ajudando em primeiro lugar o ambiente, mas contribuindo também para o aumento das receitas da Resulima (que não sabemos se têm ou não reflexo no preço pago pelo município pelo depósito no aterro sanitário dos seus lixos);
5. Que existam escalões diferenciados para agregados familiares com menores recursos e para idosos; Não seria descabido também, e como forma de incentivar a ocupação de habitações em zonas desabitadas, implementar incentivos através de descontos nestas tarifas;
6. Que os escalões para o saneamento e lixo não coincidam com os escalões do consumo de água, promovendo a fusão de dois ou mais deles, criando-se dois grandes escalões: até 15 metros cúbicos de consumo e mais de 15 m cúbico de consumo de água.

PS. Como curiosidade notar que Ponte de Lima, globalmente, possui já um dos tarifários mais altos do distrito logo no escalão de entrada, apenas superado por Viana do Castelo e Arcos de Valdevez.

Apontamento...

O Clube Náutico de Ponte de Lima editou um boletim informativo que dá uma panorâmica da sua granhde e profícua actividade. Chama-se "A Pagaia" e permitirá dar maior expressão aos êxitos e conquistas dos seus atletas.

sábado, agosto 12, 2006

UMA PÉROLA DA POLÍTICA À LIMIANA

O jornal Cardeal saraiva chamou a atenção para a existência de um arbusto, "estratégicamente" colocado em frente a uma passadeira na Rua Dr. Cassiano Baptista, que dificulta a visibilidade e o próprio acto de atravessamento aos peões. O Vereador da área do trânsito, questionado pelo periódico, entendeu que não se justifica a remoção porque "a passadeira é larga". Se a moda pega, não podemos contestar que existam postes de iluminação em locais de passagem de peões ou mesmo viaturas, como é usual ver-se em Ponte de Lima. Com esta pérola da política à limiana, apenas nos resta olhar para o céu e esclamar: "Santo Deus, a quem nos entregaste!".

Apontamento...

Nunca é demais referir a beleza da piscina municipal ao ar livre. Muito bem enquadrada e bastante versátil, permite beneficiar de boas condições de veraneio aqueles que a puderem frequentar. Digo puderem porque os preços ali praticados são proibitivos para uma parte significativa da população. A máxima parece ser: quem puder (financeiramente), vai à piscina, quem não puder, contenta-se com um mergulho no pouco asseado Rio Lima. Preços de 3€ por pessoa à semana e 5€ ao fim-de-semana são exagerados (Uma semana de frequência significa uma despesa de 25€). Quando nos reportamos a famílias, então os custos (casal e 1 filho) vão para mais de 50€ numa semana. Um exagero lamentável que faz com que milhares de limianos não tenham possibilidade de frequentar um equipamento municipal!

quinta-feira, agosto 10, 2006

NÃO EXISTEM MAS ESTÃO INTERDITAS!

Pois é, a praia do Arnado não existe, pois ninguém a nível oficial - em Ponte de Lima - as reconhece, mas as suas águas continuam a ser analisadas pelo INAG e interdita-as. No local, nem uma indicação sobre este facto. No entanto, não deixa de ser bom para o município pelas altas taxas que cobra na entrada na piscina municipal.
A notícia é da SIC, mas tomamos a liberdade de transcrever um excerto:

As praias costeiras de Matosinhos, Castelo do Queijo (Porto) e Árvore (Vila do Conde) e Lagoa (Póvoa do Varzim) e as praias interiores de Rio Gadanha, em Monção, e Arnado, em Ponte de Lima estão interditas por apresentarem análises de má qualidade.
A Quercus assinala ainda que um total de oito praias costeiras e sete interiores já apresentaram este ano pelo menos uma análise má.
A praia de Vila Praia de Âncora (concelho de Caminha) apresentou duas análises más, enquanto as de Alemães (Albufeira), Rainha (Cascais), Porto da Cruz (Machico) e Salema (Vila do Bispo) apresentaram uma má análise cada.

No interior, a do Rio Cávado (Póvoa de Lanhoso) apresentou duas análises negativas e as de Olhos de Água (Alcanena), Pego Fundo (Alcoutim), D. Ana (Ponte de Lima) e Rio Rabaçal - Rabaçal (Valpaços) uma má análise cada.
A Quercus considera "fundamental que sejam investigadas e explicadas pelas autoridades as causas prováveis destas análises más e as medidas que estão a ser tomadas para evitar mais ocorrências".
Para além do saneamento deficiente e da poluição, a Quercus aponta outros problemas, como os maus acessos e insuficientes zonas de estacionamento, o excesso de áreas concessionadas, a falta de limpeza dos areais e a presença de cães são outras falhas
Apesar do cenário, de acordo com a informação oficial recolhida, 334 praias das 494 zonas balneares em Portugal apresentaram sempre análises com qualidade boa.
O estudo da Quercus foi baseado nos boletins de análise oficiais efectuadas nas zonas balneares portuguesas entre a terceira semana de Maio e a primeira semana de Agosto, disponíveis até ao passado sábado no site do Instituto da Água (INAG).

quarta-feira, agosto 09, 2006

A BIBLIOTECA ITINERANTE DA GULBENKIAN

Faz em 2006 cinquenta anos que foi criada a Fundação Gulbenkian, uma instituição que marcou profundamente a cultura em Portugal durante meio século. Em 1958 começaram a circular pelo país as primeiras 29 bibliotecas itinerantes, quiçã o elemento mais palpável e conhecido da acção da Fundação em todo o território nacional. Fica a memória da Biblioteca Itinerante de Ponte de Lima que, durante muitos anos, era o grande municiador de literatura para o nosso concelho, substituindo uma ineficaz biblioteca municipal, limitada no espólio e, sobretudo, na gestão. Com o surgimento da nova Biblioteca Municipal, em finais da década de 80 do século passado, a itinerante da Gulbenkian perdeu peso e influência, deixando mais tarde, em 2002 com a extinção do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura, de marcar a habitual presença das sextas feiras em Ponte de Lima (no início e no topo da Avenida António Feijó). O Município, tal como outros no país, foram os fieis depositários das bibliotecas itinerantes, cuja sucessora de Ponte de Lima continua a ter um importante papel na dinamização cultural do concelho. Na memória ficam também os dinamizadores da biblioteca, que nunca esqueceremos.

Apontamento...


Segundo o jornal "Expresso", o Presidente da Junta de Freguesia de Paredes de Coura, durante uma reunião partidária promovida pela nacional do Partido Socialista, afirmou "nós ganhamos as eleições e o PSD é que continua a mandar". Não sei a que se referia (o jornal também não o concretizou), mas deu para entender a forma instrumental como vê a política. Depois de eleitos, os responsáveis políticos não devem ver cores, mas sim pessoas!

A Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima criou uma comissão para analisar e avaliar o actual momento do sector comercial da sede do concelho e para propor medidas, para contrariar a tendência crescente da diminuição da dinâmica e volume de negócios do sector, com especial incidência para o centro histórico. Parece que mais ninguém reparou, até à data, que de facto o centro histórico está a morrer!

segunda-feira, agosto 07, 2006

A Loja "Ponto Já" de Ponte de Lima

Ponte de Lima vai ter uma loja "Ponto Já", numa parceria entre o município e a Secretaria de Estado da Juventude, através do Instituto Português da Juventude. É uma excelente notícia para Ponte de Lima, sobretudo para os jovens que, assim, terão a possibilidade de, próximo da sua residência, beneficiarem de um espaço de informação, formação e lazer.
Desde a primeira hora que o município de Ponte de Lima disponibilizou o espaço da antiga escola primária para uma loja, demonstrando uma grande vontade de instalar aquele serviço. No entanto, numa primeira fase, por opção da Secretaria de Estado da Juventude, a opção recaiu nas sedes de distrito, mais concretadmente nas Delegações Regionais do IPJ, modernizando aquelas estruturas e ajustando-as às necessidades actuais dos jovens. Além disso, ficariam cobertos os grandes centros populacionais e uma fatia importante dos jovens do país.
Para a segunda fase de instalação das lojas, o critério manteve-se: procurar servir o maior número possível de jovens, apontando-se a instalação das lojas para as localidades que, em cada distrito, tiverem maior população, exceptuando-se aquelas que já possuem lojas "Ponto Já". Obviamente a escolha no distrito de Viana do Castelo é Ponte de Lima, a segunda localidade com mais população é Ponte de Lima que, assim, terá muito em breve a segunda loja do distrito.

Apontamento...

Fernando Calheiros é uma figura incontornável de Ponte de Lima. Presidente da Câmara Municipal, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários, membro fundador do Rotary Clube de Ponte de Lima. Em suma, uma vida intensamente dedicada à sua terra. Hoje é motivo de notícia porque, pela segunda vez, assumiu a presidência dos rotários limianos, uma instituição que continua a trabalhar no sentido de ajudar os mais necessitados, ao mesmo tempo que apoia e colabora com grandes causas à escala mundial, como a erradicação da poliomielite e a alfabetização.

quarta-feira, agosto 02, 2006

AS FEIRAS NOVAS ESTÃO AÍ!

As Feiras Novas 2006 foram já apresentadas. Em equipa e programa que vence, não se mexe, parece ser esta a máxima da organização. E bem.
Fundamental é corrigir alguns aspectos que têm funcionado menos bem o que,em parte, parece ser a preocupação dos responsáveis. Muito positiva a intenção de dar mais espaço aos transeuntes, retirando-o aos comerciantes; o estender da festa, procurando mais insistentemente levá-la até às novas zonas de S. João.
Num entanto um aspecto deve merecer ponderação e preocupação. Foi referido que não será permitida música gravada na zona das Pereiras, no centro histórico, alegadamente por razões de segurança com base num relatório elaborado pela PSP. Assim, toda aquela animação seria transferida para a Expolima, agora transformada no grande centro de animação de Ponte de Lima.
Esta decisão, com a qual não concordo, levou-me a reflectir sobre o passado das festas e as razões que atraem à nossa vila tantos milhares de forasteiros, oriundos de todo o país. Entre outras, são elas:
1. O cariz popular das festas;
2. O seu programa alinhado com as raízes da região;
3. A sua localização no tempo, onde a concorrência das férias e de muitas outras festas, romarias e acontecimentos diversos não se faz sentir;
4. A história e tradição da romaria;
5. A espectacularidade, genuinidade, espontaneidade e cariz marcadamente juvenil (uma faceta das festas que não pode ser esquecida) da festa no centro histórico, designadamente a zona das Pereiras, com condições naturais únicas para aquele tipo de actividade. É uma faceta moderna das festas, que contribuiu para o seu crescimento e afirmação e que a torna incontornável na agenda de muitos milhares de pessoas, de norte a sul do país.

Retirar a música gravada daquela zona é esvaziar por completo aquele espaço de animação.
Concordo com a definição de regras rígidas, mas discordo frontalmente e em absoluto, da decisão. As consequências podem ser nefastas para quem deseja que a animação continue e que as Feiras Novas continuem a ser referência.
De entre as regras que podem ser definidas e implementadas, sugiro a definição de uma hora limite para a passagem de música gravada (3 ou 4 horas) e para a abertura dos bares (4 ou 5 horas); limite do número de colunas e bares exteriores; a implantação de um posto de primeiros socorros (na zona da capela das Pereiras) que evite o vai e vem de ambulâncias por entre a multidão; presença permanente de um corpo de segurança na zona; utilização da zona da Expolima como um "after hours" que receba os frequentadores das Pereiras após o "encerramento" desta;

Entendo esta questão como muito importante para o sucesso das festas. É fundamental fazer sentir à Comissão de Festas a viabilidade desta proposta. Proponho, por isso, que este blog constitua um espaço de intervenção cívica, solicitando que neste "post" sejam deixadas mensagens de apoio ou reprovação à intenção da Comissão de Festas eàs ideias aqui expostas, que depois serão encaminhadas para o município.
PARTICIPA!

segunda-feira, julho 31, 2006

AGOSTO QUENTE!

Muitos eventos estão programados para este Agosto, que se prevê quente e animado, em tempo de férias, muitos visitantes e do regresso, embora temporário, de inúmeros filhos desta terra que não abdicam de voltar às suas raízes em cada ano que passa. Antes da feira dos petiscos, que também se vai realizar na baptizada Expolima, agora pólo congregador de tudo o que se faz em Ponte de Lima (um exagero, sobretudo quando são evidentes algumas deficiências do espaço, vamos ter o Festival Ponte de Lima, uma adesão às modas festivaleiras do Verão português. Felizmente com um toque inovador: a música portuguesa. Embora não incluído no programa do festival, o dia 3 marca o regresso a Ponte de Lima dos "Madredeus" talvez o grupo português que, actualmente, mais sucesso internacional está a ter. Tendo em conta o tipo de música, o enquadramento da Expolima não será o melhor, mas saúda-se a realização em Ponte de Lima de espactáculos como este, estes sim os que criam públicos e hábitos de consumo cultural. Nos três dias subsequentes, e aproveitando as infraestruturas construídas para os Madredeus, realiza-se o festival Ponte de Lima com os Pólo Norte (dia 4), Toranja (dia 5) e Da Weasel (dia 6). Não sou um entusiaste de importanção de modelos já gastos noutras paragens. Espero que a iniciativa seja um sucesso e que possa ser replicada noutros anos e noutras alturas do ano, numa procura de animação e atractividade para esta terra que bem a precisa.
Para lá da Feira dos Petiscos (11 a 15 de Agosto), teremos Cinema ao ar livre no Mercado Municipal (15 a 19), uma inovação que traz a sétima arte de regresso ao centro da vila; Feira dos Saldos (19) na Expolima; o espectáculo Tango com Marko Gonzalez (26) e, no Festival de Jardins, "Voz Angelis".
O dia 1 marca o arranque das iniciativas com uma exibição internacional de folclore no Largo de Camões, com grupos da Arménia, Chile, Filipinas, Sérvia e Taiwan, participantes no Festival Internacional de Barbeita - Monção.
Uma ressalva. Com a transferência dos Da Weasel para o Festival de Ponte de Lima (6 de Agosto), o projectado concerto para comemoração do Dia Internacional da Juventude (12 de Agosto) ficou sem efeito. Esta é uma data que, decididamente, não pode ficar sem ser assinalada!


Apontamento...

O que se está a passar em Ponte de Lima com a campanha "Um Dia pela Vida", que visa angariar fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro e promover a informação sobre esta problemática, merece um estudo de caso. De facto, a dinâmica deste movimento, a adesão da população e o impacto das iniciativas tem sido enorme. Atrevo-me mesmo a dizer que nunca a sociedade limiana esteve envolvida numa causa como neste caso. Sem dúvida, uma boa demonstração de que, com uma boa estratégia, uma boa política de contactos e envolvência dos limianos, é possível fazer grandes coisas com um conjunto de ideias simples mas muito bem sucedidas. Parabéns Ponte de Lima!

O Festival de Ópera de Ponte de Lima foi um sucesso, segundo os seus promotores. Sempre aqui afirmamos a virtualidade daquela iniciativa. O sucesso está intimamente ligado à qualidade do programa, qo enquadramento dos espectáculos e à permanência e persistência do Festival. No próximo ano, estou seguro, será ainda melhor.

domingo, julho 30, 2006

NO CENTRO DA EUROPA

O "European Stategy Forum" uma associação que pretende abordar e reflectir sobre os problemas que afectam a União Europeia, sobretudo aqueles que ficam fora das agendas oficiais, ficou instalado na Villa Moraes, em Ponte de Lima. É uma excelente notícia para Ponte de Lima e para o Alto Minho, que uma associação tão prestigiada e integrada por tão insignes figuras (Cavaco Silva, António Vitorino) fique instalada entre nós, já que permitirá trazer a discussão da construção Europeia para um país periférico e para o interior de Portugal.

Apontamento...


Foi recentemente instalado na Avenida dos Plátanos um serviço de aluguer de carrinhos de passeio, que vieram dar um ar mediterrânico à nossa vila, possibilitando aos limianos e visitantes uma forma deiferente de abordar a vila e os seus locais de maior interesse. Mas, como não há bela sem senão, a utilização que é dada aqueles veículos não é a mais apropriada, pois deslocam-se, normalmente, a grande velocidade por vias pedonais, como é o caso da Avenida dos Plátanos e Passeio 25 de Abril, colocando em causa a segurança dos peões. Ou se põe na ordem este serviço, ou então mais vale prescindir dele!

sexta-feira, julho 28, 2006

O PLANEAMENTO URBANO?

O PDM está em vigor. Falta agora o PU – Plano de Urbanização de Ponte de Lima, fundamental para o planeamento da zona urbana da sede do concelho, essencial para projectar o desenvolvimento da urbe para os próximos dez anos, mas cujas consequências ultrapassam largamente aquele horizonte temporal. É um documento que tarda muito em ser elaborado, discutido e aprovado. Hoje o planeamento urbano não tem rede, faltam-lhe regras, ficando muitas vezes sujeito ao livre arbítrio.

Ponte de Lima cresceu muito, em termos do seu parque habitacional e comercial, nos últimos anos. E continua a crescer, muito para além das necessidades ditadas pelo mercado. Fará sentido continuar a fomentar tal crescimento ou, então, parar, ordenar e reflectir?

Vamos, sem dúvida, por este segundo caminho:

1. limitar a expansão urbana a limites sustentáveis, sendo fundamental, isso sim, recuperar o parque habitacional existente e ocupar a grande quantidade de habitações devolutas;

2. limitar a construção de novos espaços comerciais, pois os existentes são já em número exagerado para a realidade do concelho;

3. fomentar o aparecimento de zonas verdes e de lazer na margem esquerda do Lima, designadamente nas zonas de expansão urbanística;

4. fomentar o aparecimento de novos espaços de estacionamento para veículos pesados de transporte público;

5. fomentar o aparecimento de novos espaços de estacionamento no centro histórico;

6. aumentar o número de espaços desportivos municipais: mais campos relvados, mais espaços desportivos de acesso generalizado, ampliação da piscina municipal ou construção de uma nova piscina coberta;

7. revitalizar o centro histórico, como prioridade para a reabilitação urbana de Ponte de Lima (Ver post específico sobre esta questão);

8. novo acesso a Ponte de Lima, a partir da A3.

quarta-feira, julho 26, 2006

A EXPOLIMA E O CENTRO DE CONGRESSOS

A Feira do Vinho Verde foi uma verdadeira prova de fogo para a Expolima, um espaço para exposições criado pelo município junto à Feira do Gado, mas que ainda não tinha sido oficialmente utilizado em nenhum certame. Substituir a edílica Avenida dos Plátanos numa Feira do Vinho Verde era um desafio enorme, mesmo muito difícil de superar. E tal confirmou-se, sobretudo num fim de semana em que uma tremenda onda de calor se abateu sobre Ponte de Lima. A Expolima tem boas condições para os expositores, sobretudo ao nível do conforto e da higiene. No entanto, não parece ser um local fresco e ajustado para certames a realizar de dia, durante o Verão. O futuro o dirá, mas registamos a existência em Ponte de Lima de um local para exposições. Espera-se agora é que venha a ser potenciado e utilizado muitas vezes, através da organização de mais eventos do género, capazes de dinamizar as infraestruturas construídas.

Esta questão leva-nos a reflectir, mais uma vez, sobre a zona de S. João onde foi instalada a Feira do Gado. Mais uma vez reafirmamos que, num local tão nobre, é totalmente disparatada a instalação de uma Feira do Gado. Mas agora nada há a fazer…

Uma solução para aquele espaço passa pela deslocalização da Feira Quinzenal ou de parte dela, garantindo-lhe condições de funcionamento e salubridade, projectando-a para o futuro, abandonando as características e condições medievais que hoje ostenta. Não prever uma solução destas para o futuro é hipotecar o único local que a poderá vir a albergar.

Mais grave ainda é o anúncio por parte da autarquia do arranque, já no próximo ano, das obras do novo Centro de Congressos de Ponte de Lima, com capacidade para 1200 pessoas. Este será, provavelmente o maior elefante branco de Ponte de Lima, uma vila do interior de um pequeno distrito, cada vez mais despovoado e em perda para os grandes centros, que vai ter um centro de congressos para realizar um ou dois certames por ano. Que nos livrem destas loucuras de quem gere os dinheiros públicos com tamanha irresponsabilidade. Enquanto que o elefante branco da feira do gado tem uma utilização quinzenal, este vai estar fechado grande parte do ano! Será o grande símbolo do desperdício em Ponte de Lima.


Apontamento...

O Clube Náutico de Ponte de Lima promove, mais uma vez, a iniciativa "Férias Desportivas de Verão". É, presentemente, a única instituição limiana que procura promover acções de ocupação de tempos livres em tempos de férias escolares. Porque será que o município, com tantas infraestruturas (Pavilhões, piscinas, polidesportivos, campos relvados, paisagem protegida, etc., etc.), não avança ou incentiva o aparecimento de mais iniciativas deste tipo? As crianças, jovens e os encarregados de educação certamente agradeceriam.

terça-feira, julho 25, 2006

A RIQUEZA DA BIOMASSA CONTRA O FLAGELO DOS INCÊNDIOS

Se a solução para a diminuição dos riscos de incêndios florestais estiver em mais alguns cêntimos na conta da electricidade, haverá muitos contestatários?

Talvez sim, mas se essa solução implicar a criação de 3 ou 4 mil postos de trabalho nas zonas rurais, poupança no subsídio de desemprego e rendimento social de reinserção, redução da poluição ambiental, diminuição do consumo de petróleo e seus derivados, o número de indecisos poderia decrescer.

Estes são os resultados de um estudo realizado na Galiza (com muitas semelhanças com o Norte de Portugal) intitulado “Estudo electricidade verde. A biomassa nos montes da Galiza” elaborado pelo Centro de Investigação Económica e Financeira da Caixa Galicia. Os seus resultados são animadores. Limpa-se a floresta e, com os produtos recolhidos, produz-se energia limpa. Na Galiza, daria para abastecer 30% dos seus lares e reduziria em 10% o consumo de energia térmica, não renovável e contaminante.

Então, com a floresta que temos, no estado em que a temos, com a dependência externa que temos ao nível energético, esta não poderá ser uma boa solução. Mesmo que o preço da energia fosse subsidiado, ainda restariam muitas vantagens: mais emprego, menos gastos em subsídios, energia limpa, montes limpos e menos incêndios (para metade segundo as previsões do estudo).

Apontamento...

Faleceu Amadeu de Araújo Pimenta, uma figura grande de Ponte de Lima, com um contributo muito importante para o seu progresso e conhecimento, designadamente através das funções deesempenhadas enquanto autarca da vila de Ponte de Lima, trabalho no campo farmacêutico, correspondente de "O Primeiro de Janeiro" mas, sobretudo, pela sua presença forte e determinada numa terra que sempre abraçou e para a aqual sempre trabalhou.

domingo, julho 23, 2006

O EIXO ATLÂNTICO E O EIXO MINHO/LIMA

A Associação Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular integra os principais municípios do Norte de Portugal e da Galiza. O distrito de Viana do Castelo está apenas representado pela sua capital. Muito pouco se compararmos com outros distritos. Mas o que importa realçar, é o trabalho que tem sido realizado no sentido de demonstrar os traços comuns da cultura e da identidade da Galiza e do Norte de Portugal, designadamente ao nível da promoção turística desta euro-região, o estudo e a promoção de actividades juvenis transfronteiriças, o desenvolvimento ambiental, económico, social e cultural, a capacidade de colocar os protagonistas locais a olharem no mesmo sentido, tornando a linha de fronteira num eixo de união e trabalho conjunto.

Trata-se de um exemplo, talvez um entre muitos que devem existir por essa Europa que também é nossa. Mas, se é possível fazê-lo entre municípios de dois países diferentes, também deve ser possível juntar num mesmo espaço, numa mesma comunidade os municípios que têm TUDO, mas mesmo TUDO em comum. É necessário é vontade política e uma ou mais pessoas capazes de promover essa união.

sábado, julho 22, 2006

AS PRAIAS FLUVIAIS QUE ESTÃO AÍ … MAS NÃO EXISTEM

Infelizmente são muitos os nossos concidadãos que têm perdido a vida em praias fluviais na presente época balnear.
Sobretudo na última década muitos são os municípios que, aproveitando as condições naturais, dotam determinados espaços de condições para o acesso e fruição, por parte das pessoas, dos rios e albufeiras. Esses locais sempre se chamaram e chamam praia. Mas ficamos agora a saber (Correio da Manhã de 9 de Julho de 2006) que as praias fluviais legalmente não existe, devido a um vazio na nossa lei que desresponsabiliza toda e qualquer entidade relativamente à gestão, vigilância e manutenção daqueles espaços.

No caso concreto de Ponte de Lima, moralmente e fisicamente não tenho dúvidas que existem praias fluviais. Senão o que são as praias fluviais do Arnado, Vitorino das Donas, Bertiandos, S. Martinho, Gemieira, Refoios, Estorãos, entre outras? Foram espaços beneficiados, infraestruturados para esse fim.

Ninguém de bom senso, pode afirmar que não existem, nem tem qualquer responsabilidade naqueles espaços, quando foram dinheiros públicos que permitiram as obras. Por isso é de exigir que, para prevenir problemas no nosso concelho, as prais fluviais sejam dotadas de sinalização indicando os lugares mais perigosos, que seja mantida a salubridade e o ordenamento, garantida a vigilância por nadador salvador. É da responsabilidade dos políticos olhar para esta problema com sensibilidade e respeito.



Apontamento


Hoje os placards electrónicos informativos da autarquia (a necessitarem de reforma e o do passeio 25 de Abril de uma nova localização), informavam que nos dias 14, 15 e 16 de Julho se ia realizar a Festaa do Vinho Verde. Má imagem e aparente falta de coordenação nos serviços que deveriam actualizar a informação da autarquia. Um assunto a rever pois, certamente, muito haveria que anunciar para o corrente fim-de-semana.

sexta-feira, julho 14, 2006

LAMENTÁVEL...

Estão a chegar as férias!
Na política, tudo vai parar ou, pelo menos, ficar em lume brando.
Infelizmente este mês de Julho ficou marcado pelo trágico desaparecimento do Presidente da Junta de Freguesia de Fojo Lobal. É de lamentar mais uma morte devido à pirotecnia, actividade que tem ceifado muitas vidas no concelho de Ponte de Lima. É fundamental que se respeitem todas as regras de segurança e que todos os intervenientes no processo as façam cumprir.
Entre a festa, a romaria e as vidas humanas, fico claramente no lado das vidas humanas. Que os responsáveis políticos concelhios, que tão perto estiveram da tragádia, tirem as devidas ilações do sucedido e saibam agir em conformidade.

segunda-feira, julho 10, 2006

DIABOS COM UNHAS!

O grupo “Unhas do Diabo” conquistou o 1º lugar no concurso “Teatrália”, organizado pelo INATEL. É o reconhecimento nacional de um grupo amador que tem sabido trabalhar a arte de Moliére e preservar tradições, como são o caso da “Serrada da Velha” e do “Testamento do Judas”. Parabéns.

sexta-feira, julho 07, 2006

A ARTE TEATRAL...

A penhora de bens ao Ministério da Cultura é mais uma das famosas rábulas campelianas, que bem pode vir a tornar-se num génio do teatro contemporâneo. Não da escrita, mas sim da representação. Depois de oferecer dinheiro do município para as obras da urgência do hospital de Ponte de Lima, tal como o fez na reconstrução do Teatro Diogo Bernardes, cuja obra arrancou e foi terminada sem qualquer compromisso de apoio do Governo, compromisso obviamente conseguido muito mais tarde (Orçamento do Queijo ainda está por pagar!), agora no palco da Mesa dos Quatro Abades (era mesmo necessário um pouco de pimenta para agitar uma tradição que, de tão repetitiva, pouco interesse suscita), ameaça penhorar bens do Ministério da Cultura por alegado incumprimento de compromissos anteriormente assumidos.

A diplomacia utilizada na questão da urgência do Hospital e da PSP não foi suficiente para convencer a Ministra da Cultura a pagar o que, pretensamente, deve, os tais 150 000 contos.

E vai rábula…

Obviamente, ficamos à espera da resposta do Ministério da Cultura ou da concretização da ameaça, que surgiu precisamente (será coincidência?) num dos momentos mais infelizes de Daniel Campelo à frente do município, ou seja, o anúncio da localização da fábrica do IKEA fora do nosso concelho, uma pesada derrota para quem deu como adquirido esse investimento, anunciado em devido tempo no auditório municipal..

Parece que regressamos ao antigamente, mas sem o fulgor de outrora. Se a peça tiver sucesso, os cofres do município agradecem. Mas que ficamos sem saber o final da história, lá isso ficamos…

terça-feira, julho 04, 2006

NÃO ESQUEÇAM JOSÉ ROSA ARAÚJO!

Este ano passa o centenário do nascimento de José Rosa de Araújo, um vianense intimamente ligado a Ponte de Lima, ao Arquivo Municipal e à recolha histórica e etnográfica do concelho. Não somos, habitualmente, um povo sem memória, e será bom que assim continuemos. José Rosa de Araújo era um Homem bom, amigo de Ponte de Lima onde deixou muitos amigos, e não pode ser esquecido por uma terra que sempre foi muito bem tratada por ele.

sexta-feira, junho 30, 2006

Carta Educativa (II)

5. 1º Ciclo – A previsão para os próximos anos é de estabilização da população escolar. Nesse sentido as escolas que hoje têm poucos alunos mnão verão o seu número crescer no futuro. São propostos centros escolares muito pequenos (Cepões, 74 alunos, Calheiros, 66 alunos, Moreira do Lima, 54 alunos, etc.) onde não é sequer garantida uma sala por ano de escolaridade. Uma das virtualidades da concentração seria a de evitar ter alunos de anos de escolaridade diferentes na mesma sala de aula. É um contra-senso, um erro e uma oportunidade perdida. Escolas com, pelo menos, 150 alunos garantem que hoje, e nos próximos anos, este premissa seja respeitada. Seria preferível um reordenamento das seguintes opções: No Território Educativo de Arcozelo (Alto da Labruja – Cepões; Calheiros, Moreira do Lima, Estorãos, Arcos/Fontão); No Território Educativo de António Feijó (Rebordões Souto); No Território Educativo da Correlhã (Facha e Donas). Território Educativo do Neiva (Cabaços e Poiares).

É correcta a estratégia de “esvaziamento” da Escola EB1 de Ponte de Lima, permitindo que funcione dentro da sua real capacidade. Não será de descurar uma intervenção de fundo que permita aumentar a sua funcionalidade e adaptá-la às necessidades actuais.

6. As Escolas de Fontão, Moreira do Lima e Arcos deixarão de integrar o Agrupamento de Arga e Lima? Parece que o Centro Educativo de Arcos Fontão tenderá a ser localizado em Fontão – infra-estruturas já construídas assim parecem indiciar. Mas a lógica parece conduzir para que o mesmo se localize em Moreira e integrar também os alunos de Estorãos.

Calheiros e Cepões têm condições para, juntos, terem um excelente centro educativo;

Rebordões Souto poderia integrar o CE de Trovela; 8 salas podem não ser suficientes para os 192 alunos da Feitosa – se todas as 8 turmas tiverem 1 aluno portador de deficiência (NEE) o máximo de lotação da escola é 160 alunos (20 por turma)!; Não seria descabido projectar desde já um CE para Facha/Donas e pensar maduramente na possibilidade de Rebordões Sta. Maria integrar desde já, ou muito em breve, o CE da Feitosa ou Trovela, tendo em conta a grande dimensão de partida da EBI da Correlhã. Lamentavelmente o CE de Vitorino de Piães não permite absorver os alunos de Cabaços (tiro no pé? Como é possível que a carta educativa conclua que o CE de V. Piães é pequeno para as necessidades e já equaciona a utilização de uma escola que ia ser demolida?), assim como o de Freixo parece estar sobredimensionado. Seria interessante uma alternativa que permitisse esvaziar Freixo e absorver Poiares.

7. 2º/3º Ciclos do Ensino Básico – Prevê-se uma estabilização da população escolar e a manutenção das actuais escolas, apenas equacionando a ampliação da EB 23 de Freixo. Numa solução intermunicipal, como é o caso desta carta, é pena que não seja aberta a possibilidade de ser construída uma nova escola na zona S. Martinho/ Sta Cruz/ Padreiro, com um território educativo que poderia abranger estas freguesias mas também Bravães, Gemieira, Boalhosa, Serdedelo e mesmo Refoios, entre outras, de tipologia EBI.

8. Ensino Secundário – Nada a apontar, tendo em conta a descentralização proposta.

9. Ensino Profissional – É com pena que não vemos este tipo de ensino considerado na Carta Educativa, num momento em que a escola Profissional Agrícola de Ponte de Lima definha, debatendo-se com grandes problemas, sobretudo provenientes das áreas que lecciona e que não encontram resposta no mercado. É fundamental repensar esta escola e o ensino profissional no concelho e, além de algumas palavras que já ouvimos, nada mais se tem feito…

quinta-feira, junho 29, 2006

Carta Educativa (I)

1. A carta educativa da Valimar, que integra a do concelho Ponte de Lima, está em discussão pública e será apreciada na Assembleia Municipal de 30 de Junho. Aqui deixamos o nosso singelo contributo para o debate.

O documento da carta educativa está tecnicamente bem elaborado, devidamente fundamentado e permite obter uma visão do futuro para a educação em Ponte de Lima;

2. No entanto, olhando para as diversas propostas formuladas, ficamos com a sensação que a equipa que elaborou a carta se limitou a integrar as ideias e as decisões já tomadas pelo município ou as que este tinha projectado, sem procurar dar uma visão própria da realidade concelhia;

3. O que defendemos. Para a educação pré-escolar, defendemos como princípio uma cobertura total do concelho, assente na proximidade entre os estabelecimentos de ensino e as famílias, mas sempre que os Jardins de Infância tenham, pelo menos, duas salas em funcionamento; Para o Primeiro Ciclo do Ensino Básico, procurando a construção de uma escola de qualidade, pedagogicamente ajustada às necessidades actuais, promotora da socialização dos alunos, com potencialidades ao nível físico, material e humano para promover o sucesso, defendemos escolas com cerca de 200 alunos e, no máximo, 10 salas/turmas. Os edifícios deverão estar equipados com espaços de apoio a expressões, desporto, novas tecnologias, entre outros, e preparados para os complementos educativos; Para o 2º ciclo, defendemos uma progressiva aproximação, e mesmo integração com o primeiro, nas chamadas Escolas Básicas Integradas, que permitam uma desejável sequencialidade do processo ensino/aprendizagem; As escolas básicas existentes no concelho – presentemente sedes de agrupamento de escolas (Freixo, Correlhã, Arcozelo e António Feijó), serão os grandes eixos articuladores da realidade anteriormente descrita, além de pólos concentradores do 3º ciclo do ensino básico, actualmente o último da escolaridade obrigatória. Não será, no entanto de descurar, a necessidade de uma nova escola na zona S. Martinho / Sta. Cruz / Padreiro, que poderá também servir freguesias da margem direita do Lima (ligadas pela futura ponte de Padreiro), que permitiria também a criação de um novo agrupamento de escolas, redimensionando o sobrelotado António Feijó. O Ensino Secundário estaria centrado na Escola Secundária de Ponte de Lima e, eventualmente, com um pólo em Freixo, tendo em conta o previsível aumento da população escolar neste ensino. O Ensino profissional necessita de um novo impulso, já que a Escola Profissional Agrícola não dá resposta às expectativas dos jovens, nem às necessidades do concelho, tendo em conta o seu “focus” na área agrícola, presentemente pouco atractiva. A expansão de cursos profissionais na Escola Secundária pode não ser suficiente para corresponder aos anseios da procura, tendo em conta as limitações de infra-estruturas e pessoal daquele estabelecimento para cursos que vão além da mecânica, informática ou, eventualmente, electricidade. No que concerne ao ensino superior, contrariamente à satisfação pela expansão e consolidação da Universidade Fernando Pessoa, temos o definhar lento e doloroso da Escola Superior Agrária, à qual o Instituto Politécnico deve estar atento para evitar o seu total esvaziamento e desaparecimento (mercado “oblige”), com todos os inconvenientes que tal significará para Ponte de Lima. Por outro lado, a necessidade, como de pão para a boca, de uma infra-estrutura exclusivamente dedicada aos cidadãos portadores de deficiência, num concelho que regista o maior número de casos do distrito. Dói ver tanta demora e desinteresse por uma questão que é crucial para a qualidade de vida destas pessoas, que apenas assistem a um prolongado “faz de conta” desde 1990.

4. Pré-escolar. Desde cedo a carta educativa assume a construção de um centro educativo em Arcozelo, desactivando um dos mais recentes jardins de infância construídos no concelho – Vilar com duas salas – para integrar as crianças num espaço com 5 salas. Concordamos com o princípio da articulação entre o 1º Ciclo e o pré-escolar, mas discordamos do desperdício de recursos, em nome de concentrações excessivas. Arcozelo tem uma “zona baixa” de grande concentração populacional (Além da Ponte, S. Gonçalo e Faldejães e mesmo Sta. Comba) que justificam uma solução independente (que evita grandes estruturas e muitos alunos), deixando para a zona interior da freguesia, em conjunto com freguesias vizinhas, outra infra-estrutura. A solução alternativa proposta de afectar a escola da Freiria a JI com duas salas, é mais viável.

O que será feito do JI de Serdedelo, novo e com boas condições mas já sem alunos, sobretudo agora que abriu o centro educativo da Ribeira, capaz de absorver os poucos alunos de Serdedelo e Boalhosa?

É muito importante que a oferta do pré-escolar tenha em conta as iniciativas solidárias existentes no concelho, que devem sempre funcionar em complementaridade.

Por outro lado, e mesmo não sendo objecto da carta educativa, é fundamental pensar e implementar uma rede de creches no concelho, nestes momentos altamente deficitário.

quarta-feira, junho 28, 2006

PRIVILEGIAR OS AUTORES LIMIANOS

A Escola EB 23 de António Feijó, dando continuidade a uma iniciativa que teve o seu arranque no ano anterior, continua a homenagear os Homens de Letras limianos. Começou com o Conde d’Aurora, mas este ano decidiu abordar a vida e a obra de um autor contemporâneo, capaz de dar o seu testemunho não apenas através da sua obra, mas da sua palavra, da sua presença, da sua experiência. O significado destas iniciativas é enorme, pois permite aos alunos conhecerem os vultos das letras da sua terra-mãe, conhecer o seu passado para poderem compreender o futuro, mas ajudar a preservar o presente, iniciando-os num dos mais belos passatempos que podemos ter: o amor à nossa terra, o limianismo que cresce e está cada vez mais enraizado junto de todos nós. Amândio Dantas é um poeta limiano, muitas vezes incompreendido, como o são todos os poetas em vida. Grande ideia EB 23 António Feijó!

domingo, junho 25, 2006


NOVO COMANDANTE DOS B. V. DE PONTE DE LIMA


Os Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima têm um novo Comandante. A passagem de testemunho ocorre hoje mesmo, dia 25 de Junho. Chama-se Carlos Lima, é um jovem de 30 anos e é uma aposta de futuro da actual Direcção. A confiança nos mais jovens como garante da necessária força renovadora, é uma prova da capacidade e potencial que os mesmos têm junto daquela instituição, numa perspectiva de a modernizar e adequar aos desafios que o presente e o futuro lhe colocam. Com a entrada de Carlos Lima, sai – a seu pedido – João Nascimento, um Homem dedicado e valoroso que comandou os destinos do Corpo activo durante quase uma década. Bem-haja e obrigado.


NÃO HAVERÁ JOVENS VOLUNTÁRIOS EM PONTE DE LIMA?

400 jovens vão vigiar as florestas do distrito. De fora apenas ficou um concelho: o de Ponte de Lima. Será que alguém da autarquia conseguirá explicar, convincentemente, porque é que o concelho com maior número de incêndios do distrito de Viana do Castelo não candidatou qualquer projecto ao Programa Voluntariado Jovem para a Floresta?

O ATRACTIVO DOS TAPETES

Ponte de Lima ficou mais bonita com os tapetes. Após um interregno que encheu os limianos de amargura, 2006 marca o regresso de uma belíssima tradição. O agradecimento é devido a todos aqueles que possibilitaram este belo momento: os moradores das 7 (sete) ruas que aderiram à iniciativa (um número record, com a estreia da Cardeal Saraiva); todos aqueles que durante a noite se lhes juntaram; as Guias de Portugal que assumiram juntamente com os seus pais a Rua Cardeal Saraiva; particulares e empresas que forneceram alguns géneros alimentares e bebidas; o Município que assumiu as despesas dos consumíveis gastos na elaboração dos tapetes; por fim a Junta de Freguesia de Ponte de Lima que dinamizou, incentivou, motivou os limianos para aderirem a esta iniciativa, coordenou todos os trabalhos e logística, e apoiou financeiramente as diferentes ruas.

sexta-feira, junho 23, 2006

A CULTURA DOS NÚMEROS E OS NÚMEROS DA CULTURA

A actividade cultural melhorou em Ponte de Lima nos últimos anos. Os números de partida eram de tal maneira incipientes que não seria muito difícil elevar o nível, tanto no campo quantitativo como no qualitativo. Hoje temos um panorama cultural e dinâmica diferentes, propulsionados pelo aparecimento de novas e revitalizadas infra-estruturas, como são o caso do Teatro Diogo Bernardes, Auditório Municipal, Torre da Cadeia Velha, Capela das Pereiras, Paço do Marquês, Museu Rural, Museu dos Terceiros, Casa de Além da Ponte, Biblioteca Municipal, Arquivo Municipal, e a promoção de diversas iniciativas culturais de rua – Feira do Livro (urge repensá-la), concertos de ar livre, festival de ópera, etc. O panorama editorial de autores limianos ou de obras sobre Ponte de Lima animou-se bastante nos anos mais recentes, sendo o nosso concelho aquele que mais dinâmica editorial tem demonstrado, muito pelo apoio dado pelo Município a novas edições.

O que não me parece correcto, nem oportuno é reduzir a cultura a meros números, como o fez recentemente o pelouro da cultura limiano. Isso não chega, podendo ser mesmo o caminho mais pernicioso e mais enganador. Não é fácil conquistar públicos para a cultura, mas mais difícil é ainda se o critério for a quantidade e não a qualidade. É precisamente neste particular que ainda há muito trabalho a fazer. A qualidade e a democraticidade no acesso à cultura são passos que ainda não foram totalmente dados e que urge dar, para que a cultura não seja uma “quinta” de alguns, quando é necessária como o pão para a boca para todos.

terça-feira, junho 20, 2006

HORSE-PARADE OU GARRANO-PARADE À MODA DE PONTE DE LIMA!

A iniciativa CRIARTE da APPACDM invadiu Ponte de Lima com cavalos, elaborados ao que sabemos pelas escolas e jardins-de-infância do concelho a partir de materiais diversos, muitos deles recuperados. Foi um mar de criatividade e bom gosto que invadiram a nossa vila e tornaram Ponte de Lima num clone de Lisboa, uma “cowparade” à moda do Minho. Pena foi que, como é infelizmente habitual, a cobertura dos media nacionais tenha sublinhado a velha máxima que “o resto é mesmo paisagem” para lá de Lisboa, e que a falta de civismo e desrespeito pelo trabalho dos outros tenha marcado presença, facto que motivou a destruição ou desmantelamento de algumas das obras expostas. Ficou água na boca e a vontade de ver novamente esta iniciativa no próximo ano nas ruas, avenidas e praças de Ponte de Lima.

domingo, junho 18, 2006

MAU JORNALISMO OU BAJULAÇÃO?

Então foi Daniel Campelo que travou o encerramento da Urgência do Hospital de Ponte de Lima? A fazer fé no título de 1ª página de “O Povo do Lima” foi assim mesmo, já que o Presidente da Câmara Municipal se propôs “emprestar dinheiro” para as necessárias obras naquele serviço.
Que injustiça. Que mau jornalismo e serviço prestado a este concelho. Tantas entidades se pronunciaram, se mobilizaram, fizeram sentir ao Governo e seus representantes a injustiça das suas intenções e, no final, fica com os louros aquele que, provavelmente, menos fez e apenas reagiu à boleia da A.M. e A.F. de Ponte de Lima, as mais rápidas a colocarem o “dedo na ferida”, em vez de agir. Será mesmo que a atitude de Daniel Campelo terá sido a mais correcta em termos éticos? Não deveria ter colocado à consideração da Assembleia Municipal Extraordinária a ratificação daquela medida, tendo em conta que se tratava de um empréstimo do município ao Governo, com dinheiro dos limianos, medida nunca incluída e apreciada em programas eleitorais ou planos de actividades, e tendo em conta que a iniciativa de contestação à intenção da tutela foi sempre discutida e liderada pelos partidos com assento na Assembleia Municipal?

Mais. Não é prudente fazer “prognósticos antes do fim do jogo”. Ponte de Lima ainda espera para ver e deve apostar tudo no apoio à moção saída da Assembleia Municipal para que, com o apoio de todos os partidos políticos aí representados seja possível ver a urgência do Hospital e o próprio Hospital continuarem a servir as populações.

sexta-feira, junho 16, 2006

O FÓRUM DO MUNICÍPIO

O Município de Ponte de Lima, no endereço http://forum.cm-pontedelima.pt/ criou um fórum, onde pretende ver discutidos diversos aspectos da vida municipal. A iniciativa é louvável pois não é frequente ver os responsáveis municipais tão receptivos a ouvirem os munícipes sobre as áreas da sua competência.
Como “não há bela sem senão”, este fórum tem limitações. E grandes. A maior tem a ver com as áreas que aborda. Neste momento são três: Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e Arcos; Festival Internacional de Jardins e Centro Histórico. São poucas, limitam o âmbito das discussões e redutoras do papel que pode ter uma ferramenta como esta, que não se pode deitar a perder precisamente no momento em que é criada. Porque não colocar o fórum ao serviço do inquérito público em curso, sobre a Carta escolar da Valimar? Porque não colocar o fórum ao serviço das diversas áreas de actuação do município, designadamente a Juventude e Desporto, a Educação, a Cultura, o Ambiente, o desenvolvimento económico, etc., etc. Porque não transformar o fórum num espaço de debate de ideias, de promoção da cidadania, de fábrica de ideias para o futuro de Ponte de Lima?

quinta-feira, junho 15, 2006

DIA DE FESTA, APESAR DA CHUVA


Foi dia de festa rija, que nem a chuva conseguiu estragar. A VACA DAS CORDAS voltou a correr as ruas e o areal limiano. É uma tradição como todos nós gostamos. Simples, do povo e para o povo. Não contém desfiles, feiras de vaidades ou tribunas de notáveis. Quem quiser corre com o boi (ou vaca), à frente ou atrás. No fim, a festa continua, nas ruas de Ponte de Lima, sobretudo as do Centro Histórico, onde a espontaneidade criou um dos maiores arraiais populares de rua que se conhecem no Norte de Portugal. Mas houve mais. Na véspera do Corpo de Deus de 2006 regressam às ruas de Ponte de Lima os tapetes floridos. Foi uma tarefa árdua e complicada pela chuva, mas o resultado foi sublime. Ficaram com uma "vestimenta" e colorido maravilhosos as ruas Beato Francisco Pacheco, do Rosário, da Abadia, do Postigo, Cardeal Saraiva, de Souto e General Norton de Matos. Bem hajam os moradores e todos aqueles que os apoiaram, designadamente as Guias de Portugal. Por muito que alguns o tentem ignorar, os tapetes são obra das gentes de Ponte de Lima, dinamizadas, incentivadas, motivadas e apoiadas pela Junta de Freguesia limiana e pela Câmara Municipal que apoia financeiramente. Os louros não são de ninguém em particular, nem devem ser atribuídos a qualquer autarquia, mas depois daquilo que se tem ouvido de alguns responsáveis, é importante colocar os pontos nos "iii" e dar o seu a seu dono!

sábado, junho 10, 2006

BREVES

Como importante ponto de passagem do caminho português para Santiago de Compostela, Ponte de Lima necessita, como de pão para a boca, de um albergue de peregrinos. Informação já existe que chegue em Ponte de Lima, pelo que mais um espaço informativo aumenta a oferta, mas pode também aumentar o ruído. Os peregrinos que chegam a Ponte de Lima, são encaminhados para alojamentos pagos, alguns deles bem pagos, e aqueles que pretendem dormir em espaços gratuitos, são encaminhados para o quartel dos Bombeiros Voluntários, onde as condições não são, obviamente, as melhores. Esta demora pode tornar Ponte de Lima só e apenas um ponto de passagem, em detrimento das localidades que já abriram albergues de peregrinos, casos de Paredes de Coura ou Valença.

Nova sinalização horizontal da vila, está a ser bem recebida e vem preencher um quadro de ilegalidade ou de omissão até agora reinante. As passadeiras tornaram-se passadeiras e o trânsito ficou melhor ordenado. Positivo!

A EDL foi distinguida pelo Instituto do Desporto de Portugal. Merecida condecoração para uma instituição que tem sido a grande responsável pelo desenvolvimento em Ponte de Lima das modalidades ditas amadoras, designadamente o basquetebol, natação e ginástica.

sexta-feira, junho 09, 2006

BOAS NOVAS!

Uma bela notícia para Ponte de Lima. As obras de beneficiação do Museu dos Terceiros, fruto de uma bela parceria entre o Município e o Instituto Limiano estão praticamente concluídas e deverá ser inaugurado no dia 8 de Dezembro, anunciou o Dr. Brochado de Almeida, coordenador daquela estrutura. O anúncio foi efectuado no Dia dos Museus, na altura do lançamento da obra “Francisco à descoberta do Museu”, um livro que, de uma forma lúdica, pretende dar a conhecer aos mais jovens um pouco da história dos edifícios sede do museu dos Terceiros e da própria história de Ponte de Lima. Este espaço, será um importante pólo cultural no roteiro limiano, que deve também ser articulado com outras importantes estruturas do mesmo género, existentes no Norte de Portugal, com especial ênfase para Braga, um importante centro do turismo religioso do qual Ponte de Lima poderá beneficiar.

Outro campo que é importante potenciar e articular com a restante oferta, é o do ambiente e da paisagem. A Paisagem Protegida das Lagoas de Bertiandos e Arcos S. Pedro foram reconhecidas como “zona húmida de interesse internacional”. Este reconhecimento contribuirá para a internacionalização e o aumento da visibilidade daquele sítio de condições naturais privilegiadas. A articulação entre todas estas estruturas, de áreas tão diversas, como a cultural (a que se deve associar o museu rural), patrimonial (pontes medieval e romana, paço do marquês, torre da cadeia velha, centro histórico), ambiental e artística (caso do festival de jardins, dos espaços expositivos) da biblioteca municipal, do arquivo municipal, é fundamental para que se assumam como um todo que vale a pena visitar. A tudo isto deve ser associado o alojamento de qualidade, a gastronomia e a etnografia. Só assim, é possível vender um produto genuinamente limiano, mas sempre integrado num todo que pode ser o Minho, como identidade cultural, artística, etnográfica, gastronómica e patrimonial.

segunda-feira, junho 05, 2006

DECEPÇÃO, DESCRENÇA, TRAIÇÃO, FALSAS EXPECTATIVAS, INCAPACIDADE, DESÂNIMO...

São alguns dos sentimentos e adjectivos que nos assolam no momento em que é confirmada a opção da IKEA por outras regiões do país, depois de terem sido criadas grandes expectativas de que aquelea unidade industrial se instalaria em Ponte de Lima.
O show-off com que foi anunciado o investimento em Ponte de Lima, as expectativas criadas pelos governantes e pelo Presidente do Município limiano deixaram nascer e crescer a esperança nos limianos. Esta é uma hora de decepção, tristeza e descrença. Num concelho cada vez mais pobre, com cada vez menores perspectivas de emergir da crise em que se encontra, estas notícias são fatais. Os pólos industriais estão "às moscas", a velha promessa da nova fábrica de queijo já passou para as galerias de um qualquer museu das promessas incumpridas, a deslocalização da Adega Cooperativa de Ponte de Lima é uma miragem, o IKEA já tem outro destino, o investimento da COBRA - outra grande bandeira - tarda em libertar-se da rede de desconfiança em que está envolto, o comércio limiano definha, Ponte de Lima está a caminhar a passaos largos para possuir um belo "centro histórico fantasma".
As provas de incapacidade são muitas, e cada vez mais evidentes. Só a falta de memória as poderá desvanecer!

A reacção do Presidente da Câmara Municipald e Ponte de Lima

Daniel Campelo disse hoje que se sente desrespeitado pelo governo e pela Ikea e quer que lhe expliquem porque é que foram alteradas as opções e requisitos iniciais para a instalação da nova fábrica sueca.Em conferência de imprensa, ao início da tarde, no final da reunião do executivo limiano, Campelo garantiu que o Primeiro Ministro lhe comunicou na véspera da apresentação do investimento do grupo estrangeiro, que a Ikea ia mesmo instalar-se em Ponte de Lima.Daniel Campelo acusa o governo de continuar a marginalizar o interior, deu os parabéns ao presidente do PSD, que diz ter tido uma intervenção directa no processo e alerta para os interesses que estarão por trás do novo negócio.O autarca lamentou que o município de Ponte de Lima tenha sido usado pelo governo no processo da Ikea, que diz ser um estranho processo, e fica à espera de explicações.

A culpa tenderá a morrer solteira, se todos - como se pode verificar - apontarem o vizinho como o responsável desta enorme perda para o concelho. O que se exige é que se fale SEMPRE VERDADE!

sexta-feira, junho 02, 2006

AS LIÇÕES DO HOSPITAL

Ponte de Lima está a viver um momento singular no campo político partidário. Por duas razões: em primeiro lugar está a assistir-se a uma invulgar convergência de opiniões e princípios, entre todas as forças partidárias com assento na Assembleia Municipal, em prol da manutenção da urgência no hospital de Ponte de Lima e da revalorização daquela estrutura, assim como a reflexão e proposta de medidas para toda a área da saúde no concelho; em segundo lugar, depois de muitos e muitos anos de parcimonioso arrastamento, a Assembleia Municipal afirmou-se não apenas como um espaço de debate e recomendação, mas como um fórum pro-activo, capaz de reflectir, inquietar e fazer agir para evitar prejuízos para o concelho e, neste caso, todo o distrito.
Aqui o mérito está nas forças partidárias que entenderam a necessidade de se unirem para lutar pelo bem comum, que entenderam que antes dos interesses político-partidários e dos interesses das direcções nacionais dos partidos, está o interesse da sua terra e daqueles que os elegeram para os cargos que agora ocupam; mas o mérito é também do Presidente da Mesa da Assembleia Municipal, Abel Baptista, que soube congregar esforços e unir as pontas para establecer uma plataforma de reflexão e reivindicação capaz de chegar a todas as instâncias. Não tenho dúvidas que a Assembleia Municipal obrigou a Câmara e o seu Presidente a agir prontamente, para que fosse possível vislumbrar uma solução, embora a acção deste se pautasse por uma anormal diplomacia que, o tempo o dirá, não sei se será suficiente para atingir os objectivos propostos. Neste campo particular, a Assembleia Municipal, mesmo com a presença e participação activa do partido que suporta o Governo, foi mais acutilante e radical do que o Presidente da Câmara. O que não é normal, registe-se!
Agora espero que a solução proposta resulte. Entendo que qualquer solução que permita a continuidade da urgência em Ponte de Lima e que abra perspectivas de valorização do hospital é uma boa solução. A proposta do Presidente da Câmara de Ponte de Lima, embora onerosa para todos os limianos, é engenhosa e coloca o Ministério da Saúde entre a espada e a parede, por ter publicamente afirmado que a razão que estava na base da proposta de encerramento das urgências era a manifesta (e visível) falta de condições daquele espaço. Espero agora as cenas dos próximos capítulos.
Uma referência mais do que merecida. O homem que na última década mais lutou pela valorização do Hospital de Ponte de Lima, mais investimentos para aquela estrutura conseguiu, melhores condições de funcionamento lhe deu, foi o Eng. João Barreto. Nada melhor do que o tempo e o distanciamento para lhe fazer justiça. E a diferença com quem o antecedeu e com quem o sucedeu é gritante. Tristemente gritante!
Resta agora esperar pela resolução dos problemas físicos da urgência, por um novo élan destes serviços e dos serviços prestados no hospital limiano, pela união dos limianos - e de todos os altominhotos em torno desta questão essencial para a saúde da região, pela continuidade da atenção e capacidade interventiva da comissão da A.M., pelo apoio de todos os órgãos políticos concelhios (designadamente as Assembleias de Freguesia pois as Juntas estavam representadas na A.M.), que devem manifestar formalmente esse apoio e unir-se em torno da moção aprovada na Assembleia Municipal do dia 29 de Maio.