2002/2011 - 9 anos de notícias e opinião sobre Ponte de Lima e o Alto Minho - mais de 2000 artigos publicados
sábado, setembro 30, 2006
Viana do Castelo não aparece nos mapas de Portugal da TAP onde, além de muitas outras localidades, constam todas as capitais de distrito. Talvez a "Princesa do Lima" seja considerada na IBÉRIA...
Uma falha que não pode deixar de merecer reflexão, tal o nível de esquecimento a que o Alto Minho é votado lá por Lisboa.
E, como se não bastasse, Viana do Castelo é uma das capitais de distrito menos competitivas do continente português, de acordo com um estudo de dois investigadores da Universidade do Minho, referenciado no Público de hoje!
sexta-feira, setembro 29, 2006
Um modelo exemplar de intervenção social
A complexidade do quotidiano é cada vez maior. As dificuldades colocadas às famílias são enormes, o voluntariado é cada vez menor, pois o tempo escasseia. O individualismo tem campo e condições de desenvolvimento como nunca teve.
As ideias podem ser simples, embora a complexidade da sua activação possa ser grande. Em Valongo, a “Agência para a vida local” disponibiliza aos seus munícipes vários serviços.
Deles destacamos o “Espaço Infantil Imediato” onde pais, avós e encarregados de educação podem deixar os seus filhos, netos ou educandos ao cuidado de técnicos especializados durante um máximo de 5 horas semanais. O pagamento do serviço é feito em tempo, gerido pelo “Banco do Tempo” onde o tempo utilizado para a guarda das crianças deve ser dado para outros projectos de voluntariado. Neste peculiar banco, qualquer habitante do concelho pode oferecer o seu tempo, recebendo outros serviços como pagamento.
A comunidade fica enriquecida pelo que recebe e pelo que dá. Um utilíssimo serviço prestado é o da informação, onde tudo pode ser perguntado. Outra “moeda” utilizada na AVL é a formação para jovens e seniores no campo das novas tecnologias.
Aqui dar e receber é, com toda a certeza, um prazer!
quarta-feira, setembro 27, 2006
Escola Superior Agrária deu a volta por cima!
Está de parabéns a ESA que assim conseguiu inverter a desertificação crescente que os seus cursos estavam a sofrer, através da criação de novos cursos, motivadores e potenciadores de um melhor futuro para os candidatos.
No reverso da medalha encontra-se a Escola Superior de Ciências Empresariais de Valença, que nasceu sem o dever, e que agora pode estar a sofrer de uma doença incurável que a pode levar à morte (40% das vagas ocupadas).
domingo, setembro 24, 2006
A selecção portuguesa de canoagem conquistou hoje mais uma medalha nos Mundiais de maratonas, com o bronze da C2 Nuno Barros/José Sousa. Nuno Barros é atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima e tem formado com José Sousa (CN Crestuma) uma dupla que tem feito sucesso internacional, com o bronze nos Europeus de 2005 e triunfo na Taça do Mundo de 2004.
É com uma grande satisfação que aqui sublinhamos mais um importante resultado para o desporto limiano, para o Clube Náutico e, obviamente, para Nuno Barros a quem endereçamos as nossas felicitações.
Feiras Novas
Bato a porta e me comovo
Porque essa porta que eu fecho
Só p’ró ano abre de novo!
Feiras Novas 2006 – Sucesso
- na limitação da instalação de vendedores na Avenida dos Plátanos;
- na diminuição global de vendedores na romaria;
- no aumento de lugares de estacionamento;
- a experiência da Expolima, com um ambiente jovem e descontraido, apesar dos excessos e da necessidade de alguns ajustes no espaço;
Feiras Novas 2006 – A rever
- limpeza das ruas da vila, muito sujas e mal cheirosas logo pela manhã;
- ordenamento da zona de acesso limitado ou interdito, onde o estacionamento era caótico;
- preços praticados aos comerciantes locais pelo aluguer do terrado (um grande exagero);
- falta de um posto de primeiros socorros na Expolima;
- a ausência dos cavalos e cavaleiros da GNR na abertura dos cortejo histórico e procissão;
- não haverá crianças para a procissão?
- a zona das Pereiras e a festa jovem ficaram a perder com a ausência de música.
Este foi também um ano ímpar em novas publicações sobre as Feiras Novas, assinalando de uma forma indelével os 180 anos de “A Festa”: Recordamos Amândio Vieira com “Feiras Novas 1826-2006”, os variadíssimos textos do Anunciador das Feiras Novas”, a reedição da "Pequena História das Feiras Novas" de Adelino Tito de Morais, a edição especial Feiras Novas (em revista) do bi-semanário Alto Minho e a poesia de Menã e Dores Malafaia. Hoje é possível conhecer melhor e recordar as feiras novas de sempre…
Queremos fazer também o balanço das festas do concelho de Ponte de Lima 2006 com a ajuda dos leitores do "Parar para Pensar". Depois das mudanças operadas, das polémicas que antecederam a romaria, partilhem connosco a vossa opinião.
sexta-feira, setembro 22, 2006
Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima celebram 119º Aniversário
O Programa inicia-se às 9h30 com o hastear das bandeiras no quartel da associação, seguindo-se uma Missa Solene na Igreja Matriz, celebrada pelo Capelão da corporação. No final, no Largo da Matriz, proceder-se-á à bênção de duas novas viaturas, que vêm enriquecer o seu parque automóvel e colmatar as lacunas existentes: um veículo pesado de combate a incêndios, equipado com todos os meios para sinistros de cariz urbano, que se destina a substituir um veículo que já tem mais de 25 anos de serviço; uma ambulância de transporte de doentes, incluindo automatismo para cadeiras de rodas.
Finda a bênção das viaturas, ocorrerá o tradicional desfile de viaturas por algumas das principais zonas da vila e seus arredores.
O programa encerrará à tarde, com uma romagem aos cemitérios, para homenagear e recordar os bombeiros e dirigentes já falecidos.
Nestes momentos, os Bombeiros de Ponte de Lima, além do dispositivo humano e material instalado no seu quartel/sede, têm também em funcionamento uma secção na freguesia de Freixo. É talvez a maior corporação de bombeiros do Alto Minho, tanto em meios como no serviço que é, diariamente, chamada a efectuar. Por isso, apesar das dificuldades financeiras que continua a atravessar continua a ter um papel essencial na cena limiana e merece o carinho de todas as pessoas, empresários, instituições públicas e privadas na prossecução dos seus objectivos, designadamente a reorganização administrativa e financeira que está a operar, o reequipamento, sobretudo ao nível do material de protecção individual dos, aquisição de uma nova viatura pesada de combate a incêndios florestais (as actuais têm mais de 20 anos de serviço e desgaste intenso) e novas ambulâncias para concluir o processo de reequipamento iniciado há quatro anos.
quinta-feira, setembro 21, 2006
Mais vale tarde…
Esta decisão vem também confirmar aquilo que aqui já tinha sido dito. O IMI e a taxa máxima definida pela autarquia desde a sua implementação, iriam ser prejudiciais para os proprietários de Ponte de Lima, sobretudo os pequenos proprietários com dificuldade em suportar esses compromissos. Além de um pequeno alívio nos bolsos dos pequenos proprietários, a nova taxa do IMI é também um sintoma novo em Ponte de Lima. Esta é uma decisão amiga do investimento e do desenvolvimento económico, que tem estado tão arredado do concelho devido às políticas do Município. São necessários mais incentivos ao investimento, que se consubstanciam em redução de impostos e taxas e, por exemplo, na venda de terrenos para a indústria a preços simbólicos. Só com emprego, se possível qualificado e bem remunerado, se aumenta o rendimento disponível e o investimento.
quarta-feira, setembro 20, 2006
A Gemieira, a escola, os pais e a autarquia. Alguém pensou nas crianças?
Felizmente o bom-senso imperou na Gemieira. Depois de dias de luta contra o encerramento da escola, os pais decidiram enviar os seus filhos para a escola a partir do dia 21 de Setembro. O texto que abaixo segue já estava escrito, mas não deixa de ser pertinente, sobretudo no suporte a uma decisão dos encarregados de educação que só peca por tardia.
Estamos no séc. XXI, o nível de exigência dos portugueses é cada vez maior, os desafios com que nos confrontamos são crescentes em quantidade e complexidade.
Depois de ter ficado bem claro que a autarquia informou no início do ano as gentes da Gemieira que a escola continuaria aberta no presente ano-lectivo, mas deu o dito por não dito porque a carta educativa, entretanto aprovada, previa o encerramento da escola (mas não dizia quando…), naquela freguesia parece que ainda não se pensou nas crianças, na melhoria da qualidade das instalações escolares, nos meios ao seu dispor e nas estruturas de apoio ao ensino, ou seja, num passo em frente de muitos anos em termos sociais e pedagógicos. Não é escondendo a verdade (que a escola teria 30 alunos em vez dos 24 matriculados; que nada ainda se sabe do transporte ou quem o vai pagar) que se ajuda os alunos, envolvidos nesta polémica sem nada terem a ver com ela.
Adiante. Protestar para manter aberta por apenas mais um ano uma escola do séc. passado, sem perspectivas de futuro e com um número de alunos que apenas permitiria a constituição de uma turma com 4 anos de escolaridade, é inglório e pouco racional. O presente mas, sobretudo, o futuro não se compadecem com o romantismo cego de manter uma estrutura que já não serve aos alunos. Porque são eles que vão frequentar a escola, porque são eles o objecto e o centro da educação.
segunda-feira, setembro 18, 2006
Teatro Diogo Bernardes – 110 anos!
O Município entendeu, e bem, assinalar esse facto no próximo dia 24 de Setembro, com um programa a condizer com o momento.
quinta-feira, setembro 14, 2006
A Igreja de Sto António ficou às escuras para as Feiras Novas pois, segundo nos confidenciaram, a Confraria não terá permitido a utilização de pregos na fixação da iluminação. É pena, pois apesar da festa decorrer na margem esquerda, a ponte e a igreja de Sto. António constituiam o mais belo e emblemático ex-libris luminotécnico das Feiras Novas;
Os Tractores e alfaias agrícolas já invadiram a Avenida António Feijó. Em tempos de mudanças e novidades organizativas nas festas, a proposta do Vereador Dr. Jorge Silva além da pertinência, ganha o selo de urgente na concretização. Junto à feira do gado, constituiria um belo conjunto e ganharia em coerência. E a principal entrada da vila ganharia dignidade para as suas festas maiores...
Nos 180 anos das Feiras Novas, falta uma merecida homenagem a quem as ergueu ano após ano. O povo faz as festa, mas são Homens que colocam as festas em pé!
Depois de alguns anos colocada no centro da festa, sobretudo pelos mais jovens, a zona das Pereiras vai experimentar um novo modelo, menos ruidoso e certamente muito menos animado. A "movida" passa para S. João, uma zona mais árida e menos calorosa. Ficará a festa a perder?
É uma excelente medida o desanuviamento da Avenida dos Plátanos, libertando a bela paisagem do Rio Lima que daí se pode apreciar. A festa e aqueles que a visitam ficam a ganhar.
Mais locais e maior capacidade de estacionamento podem ajudar a uma mais desanuviada entrada em Ponte de Lima, se a organização das forças policiais assim o permitir...
A todos os leitores de "Parar para Pensar" que vierem até Ponte de Lima nos dias 15, 16, 17 e 18 de Setembro, desejo umas grandes "Feiras Novas", porque esta é uma festa única, nova e irrepetível ano após ano.
quarta-feira, setembro 13, 2006
Empresários de animação nocturna estabelecidos no centro histórico de Ponte de Lima e algumas vozes da Oposição à maioria autárquica, com relevo para o PS, manifestaram-se contra a proibição de música gravada ao ar livre naquela zona da vila durante os dias das festas do concelho, as tradicionais Feiras Novas, que arrancam na próxima sexta-feira.
Desta feita, Câmara e comissão de festas decidiram-se por transferir a animação para os recém- -inaugurados espaços da Expolima, na Alameda de S. João, junto ao rio Lima, proposta vista como "muito má" pelos empresários, observando Jorge Silva, vereador socialista no Executivo liderado por Daniel Campelo (CDS-PP), que o "esvaziamento" do que se tornou, nos últimos anos, o "centro nevrálgico" da animação "poderá não ser a decisão mais oportuna".
Responsável pelo "Girabola", bar situado no coração da vila, Fernando Abreu refere que a animação desenvolvida há perto de década e meia naquela parte da vila "poderá não corresponder à tradição, mas é procurada por elevado número de pessoas, que se deslocam a Ponte de Lima por estas alturas". Assinalando que os cinco empresários estabelecidos no centro histórico com bares fizeram ver isso à Autarquia e à comissão de festas, disse que "de nada valeu o esforço". Partilhando do comentário, José Antunes, do bar "S.A.", indicou que as preocupações com questões de segurança, argumento invocado pela Autarquia, segundo disse, "estão, também, na mente dos empresários, que propuseram uma solução de recurso (que passaria pela limitação do horário da música gravada), solução essa que também não viria a ser aceite. Na nossa opinião, são as Feiras Novas que ficam a perder".
Opinião distinta sobre a questão tem o vereador da Cultura e presidente da comissão das festas, Franclim Sousa, para quem a organização da romaria deste ano "apostou num formato diferente, no sentido de proporcionar melhores condições e mais segurança às pessoas que visitam Ponte de Lima nessa altura".
Refira-se que nos espaços da Expolima estarão representados quatro dos cinco bares do centro histórico, desembolsando cada empresário um milhar de euros pelo aluguer da estrutura.
segunda-feira, setembro 11, 2006
O início do ano-lectivo traz sempre alguma agitação. Num ano em que, no país, fecharam centenas de escolas, algumas delas no concelho de Ponte de Lima, o único caso de contestação vem da Gemieira, escola inicialmente apontada para encerrar mas que, na sequência da reacção de pais e autarcas locais, foi decidido manter (a Câmara, pela voz do seu Vereador da Educação, transmitiu aos contestatários que teria sido a DREN a tomar essa decisão...). Ora, às portas do início do ano-lectivo sabe-se que, afinal, a escola da Gemieira vai fechar, provocando a natural revolta daqueles que já tinham assente que a antiga escola afinal continuaria aberta. A justificação da autarquia não tardou: o encerramento cumpre o estipulado na Carta Educativa e esta foi aprovada pela Câmara Municipal e Assembleia Municipalo (onde tem assento o Presidente da Junta de Freguesia da Gemieira, que deve ter votado favoravelmente o documento).
Escreve estas linhas quem concorda com o encerramento de escolas com reduzido número de alunos, quem vê no Centro Escolar da Ribeira (novo destino das crianças da Gemieira) uma estrutura com excelentes condições, mas também quem sabe que a carta educativa preconiza o encerramento da escola da Gemieira, mas não diz quando tal poderá ou deverá acontecer.
O que faltou e falta é coragem no Município de Ponte de Lima. Em primeiro lugar para enfrentar os protestos, preferindo anunciar decisões de terceiros (DREN) que nunca as anunciaram de viva voz, em vez de assumir as suas (o Município para manter a escola aberta bastaria ter dito que não tinha possibilidades para assegurar transporte e alimentação aos alunos); finalmente, atira para as costas da "muda" carta educativa e do Presidente da Junta da Gemieira a culpa do encerramento da escola, em vez de cumprir a palavra (dos outros) dada (por si) no início deste ano.
Que trapalhada!
A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. Diga-nos o que pensa do grande caso do arranque do ano-lectivo em Ponte de Lima!
A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. NÃO DEIXE DE DAR A SUA OPINIÃO! Diga-nos o que serão as Feiras Novas sem música e animação na zona das Pereiras?
terça-feira, setembro 05, 2006
NÃO VAMOS DESISTIR!
Retirar a música gravada da zona das Pereiras é esvaziar por completo aquele espaço de animação.
Definam-se regras rígidas. Mas discordo frontalmente e em absoluto, da decisão do município e da Comissão de Festas, respaldada num relatório policial que ninguém conhece e sem procurar soluções para corrigir os problemas eventualmente detectados. As consequências podem ser nefastas para quem deseja que a animação continue e que as Feiras Novas continuem a ser uma referência para todos os escalões etários.
De entre as regras que podem ser definidas e implementadas, sugiro as seguintes:
- definição de uma hora limite para a passagem de música gravada (3 ou 4 horas) e para a abertura dos bares (4 ou 5 horas);
- limite do número de colunas, bares exteriores e dimensão dos mesmos;
- alargamento da zona de animação até à Rua Inácio Perestrelo, Largo de S. José, Rua Fonte da Vila e Largo de S. João, com instalação de bares exteriores nestas zonas;
- a implantação de um posto de primeiros socorros (na zona da Capela das Pereiras) que evite o vai e vem de ambulâncias por entre a multidão, e uma intervenção mais rápida no local;
- presença permanente de um corpo de segurança na zona;
- utilização da zona da Expolima como um "after hours" que receba os frequentadores das Pereiras após o "encerramento" desta;
O jornal Público de 2006/09/13 publicava algumas sugestões para Setembro. A dado ponto dizia o seguinte:
"E se começarem a apertar as saudades das festas populares estivais, é meter-se à estrada e só parar em Ponte de Lima, onde de 16 a 19 de Setembro, decorrem as chamadas "Feiras Novas", com as ruas cheias de música, foguetes e petiscos".
São estas ruas cheias de música que são apreciadas por muitos dos forasteiros que demandam Ponte de Lima nas Feiras Novas. É isto que vão procurar este ano. Continuarão a vir a Ponte de Lima quando verifiquem que tudo mudou?
mais informação aqui
A CIDADANIA FAZ-SE AQUI. NÃO DEIXE DAR DAR A SUA OPINIÃO! Diga-nos o que serão as Feiras Novas sem música e animação na zona das Pereiras?
domingo, setembro 03, 2006
- As lições da Galiza e de Portugal (II)
Após as reflexões, as importantes lições que a Galiza nos deu:
1) É essencial uma política de ordenamento da floresta, articulada com uma política de prevenção, limpeza, construção de aceiros e acessos;
2) É imperioso que as políticas de ordenamento urbano levem as construções para longe da floresta e que todos os perímetros de habitações nas imediações da floresta, sejam devidamente limpos de acordo com a Lei;
3) É fundamental ter meios de combate em quantidade e qualidade que os torne eficazes na hora da luta!
4) A coordenação é essencial e só se concebe que a mesma seja melhorada e aperfeiçoada cada ano que passa.
5) Livre-nos Deus de um ano climático mau e da conjugação de factores que levam o fogo à floresta;
6) Que exista uma acção consertada de todas os serviços policiais e de investigação, para uma luta sem tréguas contra os incendiários, com definição de penas severas por crime contra o património e contra os cidadãos;
7) Que não se faça política com o fogo, nem se meta o fogo na política. São incompatíveis e a sua associação é perniciosa. Mas que se cumpra a Lei e, à sua luz, se impeça a construção nas zonas recentemente ardidas. Para que ninguém possa sequer pensar que saiu vencedor na guerra do fogo. Infelizmente, no nosso concelho, a lista de novas construções em zonas recentemente ardidas é cada vez maior...
quinta-feira, agosto 31, 2006
- As lições da Galiza e de Portugal (I)
A Galiza, que muitas vezes serviu de modelo na prevenção e combate a incêndios para nós portugueses - eu próprio o fiz - confrontou-se nos últimos dias com uma terrível vaga de incêndios. Impelidos a lutar em várias frentes, não evitaram o colapso, uma imagem de desorganização e descoordenação, e tiveram que recorrer à ajuda de outras comunidades autonómicas e ao estrangeiro. Várias reflexões podem ser efectuadas sobre esta realidade:
a) Quando há uma extraordinária conjugação de factores climáticos, organizativos e de ordenamento do território é muito difícil contrariar as chamas e a força da natureza.
b) A Galiza tinha um exemplar dispositico público de combate a incêndios florestais, disperso pelo território. Resolveu a Junta da Galiza diminuir este dispositivo em 30%, no final de 2005, decisão que deixou marcas;
c) A limpeza e ordenamento das matas deixou e deixa muito a desejar;
d) Os meios aéreos revelaram-se insuficientes, apesar da boa frota de aviões de grande capacidade que possui;
e) A coordenação Junta / Municípios é deficiente, muitas vezes condicionada por interesses e cores político/partidárias;
f) Os políticos, no momento em que deveriam ser combatidos os fogos e evitadas as catástrofes naturais e humanas, estavam ocupados em acusações e contra-acusações, denunciando esquemas e cabalas que, até à data, não conseguiram provar, levantando ainda mais fumo do que aquele que era provocado pelas chamas.
g) A plataforma Nunca Mais, criada e celebrizada durante a ressaca do desastre com o navio "Prestige" voltou à cena, através dos seus intelectuais, denunciando um fogo como um acto de "revanche" da direita. Tristes, pobres e desmiolados intelectuais galegos...
sábado, agosto 26, 2006
O blog de Montenegro Fiúza publicou um texto de Manuel Pires Trigo com o título em epígrafe, onde coloca em causa o "empreendimento" da Feira do gado, situado na zona de S. João. Aproveito para recordar as ideias que aquitêm sido expostas sobre esta questão.
O problema começa na localização. Sítio mais nobre para a "coisa" não podiam ter encontrado. Depois no sobredimensionamento - só a "cow parade" pode hoje encher aquilo; depois no conceito - ainda ninguém sabe o que aquilo vai ser - não me digam que, sem o pensarem, encontraram um lugar para a feira!; Depois do anunciado multiusos ou centro de congressos (falta noção da realidade!), o melhor é começar já a chorar...
A Expolima ainda não tem identidade e estão a ESTRAGAR as margens do Rio Lima, que deveriam ser zonas de lazer e fruição para os limianos!
Polémica decisão nas "Feiras Novas". Deixa a tua opinião aqui!
sexta-feira, agosto 25, 2006
O final da época oficial de incêndios ainda está longe, mas já se podem tirar algumas conclusões sobre a forma como têm decorrido os trabalhos de prevenção e combate aos incêndios florestais em Portugal.
a) Fica bem claro que apenas um bom Verão pode contribuir para que o número de incêndios diminua. Por bom Verão entenda-se um Verão chuvoso. Portugal tem, hoje, um clima totalmente adverso aos incêndios.
b) O mês de Agosto é, foi e tenderá a ser, maldito para as equipas de combate;
c) Notaram-se algumas melhorias na coordenação, sobretudo na capacidade de resposta e mobilização;
d) O maior aparato de meios foi sempre direccionado para os locais onde havia maiores incêndios, mas também maior aparato da comunicação social. Por vezes ficamos com a sensação que só ardia o que se via nos telejornais;
e) Esta constatação tem uma relação directa com o que se passou no nosso distrito, onde ocorreram alguns dos maiores incêndios e com mais elevados prejuízos do país. Refiro-me aos incêndios de Paredes de Coura (com especial realce para a Área Protegida do Corno de Bico) e Arcos de Valdevez e Ponte da Barca (Parque Nacional da Peneda Gerês). Como é possível que zonas protegidas e o único Parque Nacional de Portugal ardam incessantemente durante dias e dias, sem que os dispositivos fossem equipados devidamente para fazer frente ao fogo que lavrava sem cessar. Com o único helicópetro estacionado no distrito avariado, apenas um esteve durante algum tempo operacional na região (o de Braga), atacando o fogo que lavrava em zonas inacessíveis por terra. Os meios aérios eram os únicos que teriam alguma eficácia tanto na Peneda Gerês como no Corno de Bico e pouco ou nada se viu. Este canto foi esquecido porque, pura e simplesmente, a comunicação social não o viu. Vergonha!
f) Esta vergonha é tanto maior quando se constata que Viana do Castelo continua no top de número de ocorrências e área ardida e, também ano após ano, os meios aéreos são os mesmos. Para quem quer combate rápido e eficaz às chamas, logo após a ignição, um helicópetro é muito pouco, quando se sabe que, por exemplo, no Algarve (que já ardeu quase todo, extistem três meios aéreos, talvez para os fogos que surjam no mar...). É um desrespeito continuado que ainda ninguém no Alto Minho teve a coragem de denunciar!
quarta-feira, agosto 23, 2006
Numa época do ano em que, tradicionalmente, o desemprego descresce (fruto do emprego sazonal no Verão), a Plataforma Minho anuncia que o desemprego desce no Minho. 19 dos 25 concelhos dos distritos de Braga e Viana do Castelo viram diminuir a sua taxa de desemprego. Apenas 5 aumentaram - Valença, Monção, Ponte de Lima, Barcelos e Viana do Castelo. São concelhos com números em perfeito contraciclo com a realidade nacional e do Minho. Particularmente precoupante é a situação de Ponte de Lima que, desde Abril apresenta números de inequívoa subida do números de desempregados. E, entre estes, grande parte deles continuam a ser jovens licenciados que não conseguem um rumo para a sua carreira no concelho!
O blog Ponte de Lima também se pronunciou sobre esta questão.
Polémica decisão nas "Feiras Novas". Deixa a tua opinião aqui!
terça-feira, agosto 22, 2006
O Acampamento Urbano de Ponte de Lima continua a ser um verdadeiro sucesso, sobretudo ao fim-de-semana. O mau gosto impera. A lamentável imagem fica! Houve quem, em tempos idos, defendesse aquilo como o preservar das tradições do piquenique à beira rio. Hoje está no executivo. Será que ainda pensa da mesma maneira, perante aquela imagem retrógada e terceiro-mundista?
Polémica decisão nas "Feiras Novas". Deixa a tua opinião aqui!
segunda-feira, agosto 21, 2006
É possível efectuar os pagamentos da água através do multibanco, evitando uma deslocação à tesouraria municipal, muitas vezes incómoda e dispendiosa (o concelho é grande...). Mas este é o único exemplo, pois mais nenhuma taxa ou tarifa pode ser paga utilizando este expediente. Grande parte dos processos de pagamento ainda são incompreensivelmente rudimentares, estando longe da informatização, que beneficiaria todo o processo, em celeridade e qualidade. Estamos espectantes pelo resultado do Vale do Lima Digital, que poderá trazer alguns avanços neste campo. Mas estamos também seguros que ainda vamos esperar muito tempo por eles. Entretanto, se não se importam, alguma coisa poderia ser feita para a liquidação das taxas de conservação de colectores, toldos e reclamos publicitários, esplanadas, licenças de obras e todo o tipo de pagamentos ao município.
Ah! Até os funcionários municipais e o Presidente da autarquia sairiam beneficiados, pois gastariam muito menos tempo no serviço e no atendimento ao cidadão e evitariam uma imagem retrógada assente na burocracia e na perda inútil de tempo.
Isto é SIMPLEX!
E por falar em simplex, seria possível saber quantos processos de obras foram já despachados, ao abrigo do sistema expresso implementado pela autarquia?
sábado, agosto 19, 2006
O Jornal Alto Minho, através do seu Director, insurge-se contra a forma de funcionamento "contra-natura" de um bar concessionado pelo município, junto ao Festival de Jardins e Piscina Municipal. De facto, em linguagem popular, o serviço é "meia bola e força", porque o objectivo é mesmo o lucro puro e duro. Como já foi referido neste espaço, também são totalmente "contra-natura" os preços praticados para entrada na piscina. São mesmo anti-limianos, porque os nativos desta terra são aqueles que menos podem beneficar de um espaço que deveria ser sobretudo deles, mas que custa os olhos da cara frequentar. A não ser que o desejo da autarquia seja que cada limiano apenas lá entre uma só vez...
quinta-feira, agosto 17, 2006
No Dia Internacional da Juventude foi feito o anúncio, pelo Secretário de Estado da Juventude, da abertura de novas lojas "Ponto Já", assim como dos respectivos critérios de abertura: Até final do ano vão estar em funcionamento "outras duas por distrito, nos concelhos com maior concentração populacional". Fica claro que, no distrito de Viana do Castelo, depois da capital de distrito, serão as vilas de Ponte de Lima e Arcos de Valdevez a receberem aquelas estruturas.
O critério é claro e objectivo, concorde-se ou não com ele. De facto três lojas em concelhos contíguos, todos no Vale do Lima, deixam em clara desvantagem os jovens do Vale do Minho...
Notícia completa do JN (2006.08.13)
terça-feira, agosto 15, 2006
O custo de vida, designadamente o dos bens essenciais, não pára de aumentar. O aumento dos preços do petróleo não é alheio a esta realidade. No entanto, outros aumentos se perfilam para tempos próximos. Os sindicatos de Viana do Castelo têm alertado para essa realidade, designadamente o aumento dos preços da água, motivado pela transferência de muitos serviços, até aqui efectuados pelas autarquias, mas que agora são da responsabilidade da empresa pública Águas do Minho e Lima. A posse da distribuição em alta por parte daquela empresa e os inúmeros investimentos que foram e continuam a ser efectuados, implicarão ajustamentos nos preços, tendo em conta os pagamentos que agora as autarquias têm que efectuar à empresa. Contudo, em tempos de aumentos generalizados, é fundamental avaliar convenientemente o impacto dos aumentos de um bem tão necessário, quanto de consumo incontornável, como é a água. Os autarcas e a empresa Águas do Minho e Lima devem saber avaliar convenientemente as incidências de aumentos desmesurados e desenquadrados da realidade do Alto Minho. Podem apelar à poupança e os consumidores têm o dever de fazer um uso racional da água, mas não podem aproveitar os benefícios do monopólio e a fragilidade de quem não pode passar sem água potável de qualidade, para implementar preços e promover aumentos que vão ter efeitos sociais graves, que podem levar as pessoas a consumir água sem as devidas condições sanitárias. O bom-senso, é essencial na hora de tomar decisões!
Outra questão que pode trazer consequências nefastas é a indexação das taxas de "conservação de colectores" e do lixo ao consumo de água. Nada me move contra estas duas taxas, com as quais concordo já que tanto o saneamento como a recolha de lixo têm custos para a autarquia que deve ser ressarcida dessas despesas, embora entenda que as mesmas devem ser comparticipadas pelo município, agente de dinamização económica, que quer e gosta de ver as suas ruas e lugares cheios de forasteiros, mas que não pode desejar que a utilização por parte destes das suas infraestruturas sejam pagas pelos residentes.
Num momento em que se estudam os montante a indexar à factura bimensal da água, e em que se temem aumentos desmesurados, é fundamental que os nossos autarcas meditem muito seriamente sobre sobre as incidências desses aumentos e sobre quem deve ajudar a pagar a factura do saneamento e dos lixos. Algumas sugestões:
1. Que existam escalões diferenciados para consumidores domésticos e estabelecimentos comerciais;
2. Que dentro dos estabelecimentos comerciais sejam claramente diferenciados aqueles que implicam recurso sistemático e em níveis elevados à água e que produzem quantidades elevadas de lixo, e aqueles que não o fazem por especificidades da actividade desenvolvida;
3. Que os feirantes e expositores ambulantes tenham também que pagar uma taxa de lixo, tendo em conta a despesa que significa a recolha desses materiais;
4. Que existam benefícios e descontos na taxa de lixo para aqueles que, responsavelmente, juntam e promovem a recolha selectiva, depositando nos ecopontos papel, plástico, vidos e metais, ajudando em primeiro lugar o ambiente, mas contribuindo também para o aumento das receitas da Resulima (que não sabemos se têm ou não reflexo no preço pago pelo município pelo depósito no aterro sanitário dos seus lixos);
5. Que existam escalões diferenciados para agregados familiares com menores recursos e para idosos; Não seria descabido também, e como forma de incentivar a ocupação de habitações em zonas desabitadas, implementar incentivos através de descontos nestas tarifas;
6. Que os escalões para o saneamento e lixo não coincidam com os escalões do consumo de água, promovendo a fusão de dois ou mais deles, criando-se dois grandes escalões: até 15 metros cúbicos de consumo e mais de 15 m cúbico de consumo de água.
PS. Como curiosidade notar que Ponte de Lima, globalmente, possui já um dos tarifários mais altos do distrito logo no escalão de entrada, apenas superado por Viana do Castelo e Arcos de Valdevez.
Apontamento...
O Clube Náutico de Ponte de Lima editou um boletim informativo que dá uma panorâmica da sua granhde e profícua actividade. Chama-se "A Pagaia" e permitirá dar maior expressão aos êxitos e conquistas dos seus atletas.
sábado, agosto 12, 2006
O jornal Cardeal saraiva chamou a atenção para a existência de um arbusto, "estratégicamente" colocado em frente a uma passadeira na Rua Dr. Cassiano Baptista, que dificulta a visibilidade e o próprio acto de atravessamento aos peões. O Vereador da área do trânsito, questionado pelo periódico, entendeu que não se justifica a remoção porque "a passadeira é larga". Se a moda pega, não podemos contestar que existam postes de iluminação em locais de passagem de peões ou mesmo viaturas, como é usual ver-se em Ponte de Lima. Com esta pérola da política à limiana, apenas nos resta olhar para o céu e esclamar: "Santo Deus, a quem nos entregaste!".
Apontamento...
Nunca é demais referir a beleza da piscina municipal ao ar livre. Muito bem enquadrada e bastante versátil, permite beneficiar de boas condições de veraneio aqueles que a puderem frequentar. Digo puderem porque os preços ali praticados são proibitivos para uma parte significativa da população. A máxima parece ser: quem puder (financeiramente), vai à piscina, quem não puder, contenta-se com um mergulho no pouco asseado Rio Lima. Preços de 3€ por pessoa à semana e 5€ ao fim-de-semana são exagerados (Uma semana de frequência significa uma despesa de 25€). Quando nos reportamos a famílias, então os custos (casal e 1 filho) vão para mais de 50€ numa semana. Um exagero lamentável que faz com que milhares de limianos não tenham possibilidade de frequentar um equipamento municipal!
quinta-feira, agosto 10, 2006
Pois é, a praia do Arnado não existe, pois ninguém a nível oficial - em Ponte de Lima - as reconhece, mas as suas águas continuam a ser analisadas pelo INAG e interdita-as. No local, nem uma indicação sobre este facto. No entanto, não deixa de ser bom para o município pelas altas taxas que cobra na entrada na piscina municipal.
A notícia é da SIC, mas tomamos a liberdade de transcrever um excerto:
As praias costeiras de Matosinhos, Castelo do Queijo (Porto) e Árvore (Vila do Conde) e Lagoa (Póvoa do Varzim) e as praias interiores de Rio Gadanha, em Monção, e Arnado, em Ponte de Lima estão interditas por apresentarem análises de má qualidade.
A Quercus assinala ainda que um total de oito praias costeiras e sete interiores já apresentaram este ano pelo menos uma análise má.
A praia de Vila Praia de Âncora (concelho de Caminha) apresentou duas análises más, enquanto as de Alemães (Albufeira), Rainha (Cascais), Porto da Cruz (Machico) e Salema (Vila do Bispo) apresentaram uma má análise cada.
No interior, a do Rio Cávado (Póvoa de Lanhoso) apresentou duas análises negativas e as de Olhos de Água (Alcanena), Pego Fundo (Alcoutim), D. Ana (Ponte de Lima) e Rio Rabaçal - Rabaçal (Valpaços) uma má análise cada.
A Quercus considera "fundamental que sejam investigadas e explicadas pelas autoridades as causas prováveis destas análises más e as medidas que estão a ser tomadas para evitar mais ocorrências".
Para além do saneamento deficiente e da poluição, a Quercus aponta outros problemas, como os maus acessos e insuficientes zonas de estacionamento, o excesso de áreas concessionadas, a falta de limpeza dos areais e a presença de cães são outras falhas
Apesar do cenário, de acordo com a informação oficial recolhida, 334 praias das 494 zonas balneares em Portugal apresentaram sempre análises com qualidade boa.
O estudo da Quercus foi baseado nos boletins de análise oficiais efectuadas nas zonas balneares portuguesas entre a terceira semana de Maio e a primeira semana de Agosto, disponíveis até ao passado sábado no site do Instituto da Água (INAG).
quarta-feira, agosto 09, 2006
Faz em 2006 cinquenta anos que foi criada a Fundação Gulbenkian, uma instituição que marcou profundamente a cultura em Portugal durante meio século. Em 1958 começaram a circular pelo país as primeiras 29 bibliotecas itinerantes, quiçã o elemento mais palpável e conhecido da acção da Fundação em todo o território nacional. Fica a memória da Biblioteca Itinerante de Ponte de Lima que, durante muitos anos, era o grande municiador de literatura para o nosso concelho, substituindo uma ineficaz biblioteca municipal, limitada no espólio e, sobretudo, na gestão. Com o surgimento da nova Biblioteca Municipal, em finais da década de 80 do século passado, a itinerante da Gulbenkian perdeu peso e influência, deixando mais tarde, em 2002 com a extinção do Serviço de Bibliotecas e Apoio à Leitura, de marcar a habitual presença das sextas feiras em Ponte de Lima (no início e no topo da Avenida António Feijó). O Município, tal como outros no país, foram os fieis depositários das bibliotecas itinerantes, cuja sucessora de Ponte de Lima continua a ter um importante papel na dinamização cultural do concelho. Na memória ficam também os dinamizadores da biblioteca, que nunca esqueceremos.
Apontamento...
Segundo o jornal "Expresso", o Presidente da Junta de Freguesia de Paredes de Coura, durante uma reunião partidária promovida pela nacional do Partido Socialista, afirmou "nós ganhamos as eleições e o PSD é que continua a mandar". Não sei a que se referia (o jornal também não o concretizou), mas deu para entender a forma instrumental como vê a política. Depois de eleitos, os responsáveis políticos não devem ver cores, mas sim pessoas!
A Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima criou uma comissão para analisar e avaliar o actual momento do sector comercial da sede do concelho e para propor medidas, para contrariar a tendência crescente da diminuição da dinâmica e volume de negócios do sector, com especial incidência para o centro histórico. Parece que mais ninguém reparou, até à data, que de facto o centro histórico está a morrer!
segunda-feira, agosto 07, 2006
Ponte de Lima vai ter uma loja "Ponto Já", numa parceria entre o município e a Secretaria de Estado da Juventude, através do Instituto Português da Juventude. É uma excelente notícia para Ponte de Lima, sobretudo para os jovens que, assim, terão a possibilidade de, próximo da sua residência, beneficiarem de um espaço de informação, formação e lazer.
Desde a primeira hora que o município de Ponte de Lima disponibilizou o espaço da antiga escola primária para uma loja, demonstrando uma grande vontade de instalar aquele serviço. No entanto, numa primeira fase, por opção da Secretaria de Estado da Juventude, a opção recaiu nas sedes de distrito, mais concretadmente nas Delegações Regionais do IPJ, modernizando aquelas estruturas e ajustando-as às necessidades actuais dos jovens. Além disso, ficariam cobertos os grandes centros populacionais e uma fatia importante dos jovens do país.
Para a segunda fase de instalação das lojas, o critério manteve-se: procurar servir o maior número possível de jovens, apontando-se a instalação das lojas para as localidades que, em cada distrito, tiverem maior população, exceptuando-se aquelas que já possuem lojas "Ponto Já". Obviamente a escolha no distrito de Viana do Castelo é Ponte de Lima, a segunda localidade com mais população é Ponte de Lima que, assim, terá muito em breve a segunda loja do distrito.
Apontamento...
Fernando Calheiros é uma figura incontornável de Ponte de Lima. Presidente da Câmara Municipal, Provedor da Santa Casa da Misericórdia, Presidente da Direcção dos Bombeiros Voluntários, membro fundador do Rotary Clube de Ponte de Lima. Em suma, uma vida intensamente dedicada à sua terra. Hoje é motivo de notícia porque, pela segunda vez, assumiu a presidência dos rotários limianos, uma instituição que continua a trabalhar no sentido de ajudar os mais necessitados, ao mesmo tempo que apoia e colabora com grandes causas à escala mundial, como a erradicação da poliomielite e a alfabetização.
quarta-feira, agosto 02, 2006
As Feiras Novas 2006 foram já apresentadas. Em equipa e programa que vence, não se mexe, parece ser esta a máxima da organização. E bem.
Fundamental é corrigir alguns aspectos que têm funcionado menos bem o que,em parte, parece ser a preocupação dos responsáveis. Muito positiva a intenção de dar mais espaço aos transeuntes, retirando-o aos comerciantes; o estender da festa, procurando mais insistentemente levá-la até às novas zonas de S. João.
Num entanto um aspecto deve merecer ponderação e preocupação. Foi referido que não será permitida música gravada na zona das Pereiras, no centro histórico, alegadamente por razões de segurança com base num relatório elaborado pela PSP. Assim, toda aquela animação seria transferida para a Expolima, agora transformada no grande centro de animação de Ponte de Lima.
Esta decisão, com a qual não concordo, levou-me a reflectir sobre o passado das festas e as razões que atraem à nossa vila tantos milhares de forasteiros, oriundos de todo o país. Entre outras, são elas:
1. O cariz popular das festas;
2. O seu programa alinhado com as raízes da região;
3. A sua localização no tempo, onde a concorrência das férias e de muitas outras festas, romarias e acontecimentos diversos não se faz sentir;
4. A história e tradição da romaria;
5. A espectacularidade, genuinidade, espontaneidade e cariz marcadamente juvenil (uma faceta das festas que não pode ser esquecida) da festa no centro histórico, designadamente a zona das Pereiras, com condições naturais únicas para aquele tipo de actividade. É uma faceta moderna das festas, que contribuiu para o seu crescimento e afirmação e que a torna incontornável na agenda de muitos milhares de pessoas, de norte a sul do país.
Retirar a música gravada daquela zona é esvaziar por completo aquele espaço de animação.
Concordo com a definição de regras rígidas, mas discordo frontalmente e em absoluto, da decisão. As consequências podem ser nefastas para quem deseja que a animação continue e que as Feiras Novas continuem a ser referência.
De entre as regras que podem ser definidas e implementadas, sugiro a definição de uma hora limite para a passagem de música gravada (3 ou 4 horas) e para a abertura dos bares (4 ou 5 horas); limite do número de colunas e bares exteriores; a implantação de um posto de primeiros socorros (na zona da capela das Pereiras) que evite o vai e vem de ambulâncias por entre a multidão; presença permanente de um corpo de segurança na zona; utilização da zona da Expolima como um "after hours" que receba os frequentadores das Pereiras após o "encerramento" desta;
Entendo esta questão como muito importante para o sucesso das festas. É fundamental fazer sentir à Comissão de Festas a viabilidade desta proposta. Proponho, por isso, que este blog constitua um espaço de intervenção cívica, solicitando que neste "post" sejam deixadas mensagens de apoio ou reprovação à intenção da Comissão de Festas eàs ideias aqui expostas, que depois serão encaminhadas para o município.
PARTICIPA!
segunda-feira, julho 31, 2006
Muitos eventos estão programados para este Agosto, que se prevê quente e animado, em tempo de férias, muitos visitantes e do regresso, embora temporário, de inúmeros filhos desta terra que não abdicam de voltar às suas raízes em cada ano que passa. Antes da feira dos petiscos, que também se vai realizar na baptizada Expolima, agora pólo congregador de tudo o que se faz em Ponte de Lima (um exagero, sobretudo quando são evidentes algumas deficiências do espaço, vamos ter o Festival Ponte de Lima, uma adesão às modas festivaleiras do Verão português. Felizmente com um toque inovador: a música portuguesa. Embora não incluído no programa do festival, o dia 3 marca o regresso a Ponte de Lima dos "Madredeus" talvez o grupo português que, actualmente, mais sucesso internacional está a ter. Tendo em conta o tipo de música, o enquadramento da Expolima não será o melhor, mas saúda-se a realização em Ponte de Lima de espactáculos como este, estes sim os que criam públicos e hábitos de consumo cultural. Nos três dias subsequentes, e aproveitando as infraestruturas construídas para os Madredeus, realiza-se o festival Ponte de Lima com os Pólo Norte (dia 4), Toranja (dia 5) e Da Weasel (dia 6). Não sou um entusiaste de importanção de modelos já gastos noutras paragens. Espero que a iniciativa seja um sucesso e que possa ser replicada noutros anos e noutras alturas do ano, numa procura de animação e atractividade para esta terra que bem a precisa.
Para lá da Feira dos Petiscos (11 a 15 de Agosto), teremos Cinema ao ar livre no Mercado Municipal (15 a 19), uma inovação que traz a sétima arte de regresso ao centro da vila; Feira dos Saldos (19) na Expolima; o espectáculo Tango com Marko Gonzalez (26) e, no Festival de Jardins, "Voz Angelis".
O dia 1 marca o arranque das iniciativas com uma exibição internacional de folclore no Largo de Camões, com grupos da Arménia, Chile, Filipinas, Sérvia e Taiwan, participantes no Festival Internacional de Barbeita - Monção.
Uma ressalva. Com a transferência dos Da Weasel para o Festival de Ponte de Lima (6 de Agosto), o projectado concerto para comemoração do Dia Internacional da Juventude (12 de Agosto) ficou sem efeito. Esta é uma data que, decididamente, não pode ficar sem ser assinalada!
Apontamento...
O que se está a passar em Ponte de Lima com a campanha "Um Dia pela Vida", que visa angariar fundos para a Liga Portuguesa Contra o Cancro e promover a informação sobre esta problemática, merece um estudo de caso. De facto, a dinâmica deste movimento, a adesão da população e o impacto das iniciativas tem sido enorme. Atrevo-me mesmo a dizer que nunca a sociedade limiana esteve envolvida numa causa como neste caso. Sem dúvida, uma boa demonstração de que, com uma boa estratégia, uma boa política de contactos e envolvência dos limianos, é possível fazer grandes coisas com um conjunto de ideias simples mas muito bem sucedidas. Parabéns Ponte de Lima!
O Festival de Ópera de Ponte de Lima foi um sucesso, segundo os seus promotores. Sempre aqui afirmamos a virtualidade daquela iniciativa. O sucesso está intimamente ligado à qualidade do programa, qo enquadramento dos espectáculos e à permanência e persistência do Festival. No próximo ano, estou seguro, será ainda melhor.