NO DIA DO TRABALHADOR...
Eu sei que a economia não perdoa e, por isso, a coisa está má. O Páis está de rastos, não conseguimos levantar a cabeça, a depressão é enorme, o petróleo não acaba de aumentar e, como refere o "Expresso" do passado fim de semana, em 2005 (relativamente a 2004):
- Diminuiu o consumo privado
- Aumentou o consumo público
- Diminuiu o investimento
- Diminuiram as exportações
- Diminuiram as importações
- O aumento do PIB cifrou-se nuns magros 0,3%
- A taxa de Desemprego aumentou de 6,7 para 7,6%
- O défice orçamental aumentou, tal como o défice sem medidas extraordinárias
- O défice externo aumentou
A dura realidade é esta, constata-se que não existem milagres nem milagreiros. O Grande problema é que esta gente não tem ideias, não tem coragem de cortar onde deve e, secundados por mentiras ou meias verdades, toca a aumentar a idade da reforma, diminuir direitos, mudar a forma de cálculos das reformas, congelar carreiras, aumentar impostos, diminuir benefícios fiscais, espetando uma lança no coração da classe média, sobretudo nesses seres maléficos, grandes responsáveis pelo estado actual de Portugal, que são os funcionários públicos, sim, esses mesmos que sempre foram o grande motor das máquinas partidárias e que, depois das eleições ganhas, lá entravam para um posto de trabalho do Estado. Já nem me lembro qual foi o Governo que em legislatura e meia fez entrar cerca de 100 000.
Não há pachorra, porque tudo é feito sempre contra os mesmos e com um discurso caceteiro, como se os visados fossem uns lambe esquinas que nunca fizeram nada na vida. Chega!
Por Ponte de Lima, impávidos e serenos, asistimos ao encerramento de empresas: duas na última semana (Cocalima e Textil de Calvelo), ao adiamento constante da instalação de novas unidades industriais (quantos anos teremos que esperar para que o pólo industrial da Gemieira encha!), querem fechar o hospital (fechou ontem o serviço de geriatria, querem fechar a urgência, o resto será logo a seguir), querem retirar a PSP e diz-se que até o tribunal poderá ter os dias contados. Pois fechem Ponte de Lima, que será o primeiro passo para fechar um País que enquanto não tiver os melhores a governá-lo será sempre o País das oportunidades perdidas, do progresso adiado e da emigrantes. Disse bem de EMIGRANTES.
Viva o 1º de Maio, o dia do Trabalhador que, desde o 25 de Abril de 1974 sempre foi um dia de descanso, dedicado a lembrar os que trabalham e os seus direitos. Ora, o Município de Ponte de Lima, por unanimidade, deliberou manter a feira quinzenal no 1º de Maio, obrigando muitos e muitos limianos a trabalhar num dia em que, por direito, deveriam descansar. Santa insensibilidade, atroz incapacidade.
E os limianos, impávidos e serenos, assistem à lenta passagem deste triste cortejo!
2002/2011 - 9 anos de notícias e opinião sobre Ponte de Lima e o Alto Minho - mais de 2000 artigos publicados
domingo, abril 30, 2006
sexta-feira, abril 28, 2006
Mais centros educativos...
O Município de Ponte de Lima aprovou a aquisição de um terreno para o Centro Escolar de Fornelos e aprovou o projecto e abriu concurso do Centro Escolar/EBI da Correlhã. A pouco e pouco, já vamos conhecendo a rede que constará da carta educativa. A discussão estará seriamente comprometida, por estar grande parte da rede de centros escolares construídos ou em construção.
Adiante...
O Centro Escolar de Fornelos surpreende-nos. Em primeiro lugar porque sempre pensamos que a área pedagógica do Centro da Feitosa abrangeria também esta freguesia e algumas das que irão enviar alunos para este centro (talvez Rebordões Souto e Santa Maria), criando uma situação de duplicação de oferta que não nos parece clara; Em segundo lugar porque pode comprometer a construção de um Centro em Anais, freguesia que pela sua localização poderia ter uma estrutura para as freguesia de Queijada e Calvelo, além de Anais; Em terceiro lugar porque pode indiciar uma estratégia de esvaziamento completo e posterior encerramento da escola da sede - P. Lima.
Aguardamos...
O Município de Ponte de Lima aprovou a aquisição de um terreno para o Centro Escolar de Fornelos e aprovou o projecto e abriu concurso do Centro Escolar/EBI da Correlhã. A pouco e pouco, já vamos conhecendo a rede que constará da carta educativa. A discussão estará seriamente comprometida, por estar grande parte da rede de centros escolares construídos ou em construção.
Adiante...
O Centro Escolar de Fornelos surpreende-nos. Em primeiro lugar porque sempre pensamos que a área pedagógica do Centro da Feitosa abrangeria também esta freguesia e algumas das que irão enviar alunos para este centro (talvez Rebordões Souto e Santa Maria), criando uma situação de duplicação de oferta que não nos parece clara; Em segundo lugar porque pode comprometer a construção de um Centro em Anais, freguesia que pela sua localização poderia ter uma estrutura para as freguesia de Queijada e Calvelo, além de Anais; Em terceiro lugar porque pode indiciar uma estratégia de esvaziamento completo e posterior encerramento da escola da sede - P. Lima.
Aguardamos...
quinta-feira, abril 27, 2006
PONTE DE LIMA DOMINA O FUTEBOL DISTRITAL
Este é um facto. Em dois anos consecutivos, duas equipas do concelho de Ponte de Lima, maioritariamente constituídas por jogadores nascidos e formados no concelho, designadamente no futebol juvenil da A. D. "Os Limianos", dominaram o campeonato distrital da Divisão de Honra da A. F. de Viana do Castelo. Um sinal de força do futebol e dos futebolistas limianos que dão cartas em todo o distrito, e um grande sinal de esperança relativamente ao futuro, sobretudo à participação no nacional da 3ª divisão.
Este é um facto. Em dois anos consecutivos, duas equipas do concelho de Ponte de Lima, maioritariamente constituídas por jogadores nascidos e formados no concelho, designadamente no futebol juvenil da A. D. "Os Limianos", dominaram o campeonato distrital da Divisão de Honra da A. F. de Viana do Castelo. Um sinal de força do futebol e dos futebolistas limianos que dão cartas em todo o distrito, e um grande sinal de esperança relativamente ao futuro, sobretudo à participação no nacional da 3ª divisão.
AVANÇOS E RECUOS...
Depois do recuo do Governo relativamente à ligação de alta velocidade Porto - Vigo, eis que surge uma surpreendente mudança de posição, provavelmente provocada pela irredutibilidade da Junta da Galiza em abdicar de tal investimento, mantendo 2009 como data limite para a conclusão da ligação a Tui. O que falta é definir projectos e prazos do lado português, tendo surgido a disponibilidade de duas instuições bancárias galegas para financiar o projecto. Ponte de Lima deve estar muito atenta ao traçado desta obra!
Depois da esperança da união do Alto Minho numa só associação de municípios, pretensamente motivada pela necessidade de fazer coincidir as associações com as NUTS, para acesso aos fundos comunitários, eis que pode surgir uma areia na engrenagem. Declarações do secretário de estado do Ordenamento indiciam que não é necessária tal associação para acesso aos fundos comunitários. Esta é uma boa oportunidade para que Minho e Lima provem de uma vez por todas que a vontade de casamento, leia-se união, não era motivada pelo dinheiro ou pelo investimento, mas sim pela necessidade de juntar energias em prol do desenvolvimento da região. Esqueçam a política, pensam um pouco mais nas pessoas...
Depois do recuo do Governo relativamente à ligação de alta velocidade Porto - Vigo, eis que surge uma surpreendente mudança de posição, provavelmente provocada pela irredutibilidade da Junta da Galiza em abdicar de tal investimento, mantendo 2009 como data limite para a conclusão da ligação a Tui. O que falta é definir projectos e prazos do lado português, tendo surgido a disponibilidade de duas instuições bancárias galegas para financiar o projecto. Ponte de Lima deve estar muito atenta ao traçado desta obra!
Depois da esperança da união do Alto Minho numa só associação de municípios, pretensamente motivada pela necessidade de fazer coincidir as associações com as NUTS, para acesso aos fundos comunitários, eis que pode surgir uma areia na engrenagem. Declarações do secretário de estado do Ordenamento indiciam que não é necessária tal associação para acesso aos fundos comunitários. Esta é uma boa oportunidade para que Minho e Lima provem de uma vez por todas que a vontade de casamento, leia-se união, não era motivada pelo dinheiro ou pelo investimento, mas sim pela necessidade de juntar energias em prol do desenvolvimento da região. Esqueçam a política, pensam um pouco mais nas pessoas...
terça-feira, abril 25, 2006
UM DIA DE TODOS, PARA TODOS!
As direitas e as esquerdas não se entendem quando o tema é o "25 de Abril". Frequentemente, os primeiros preferem passar ao lado das comemorações, talvez preferindo o 25 de Novembro (veja-se a Madeira, entre outros) e os segundos, sofregamente, procuram apoderar-se não só da data mas de tudo o que ela significou e significa.
O 25 de Abril não é de ninguém em particular. É de TODOS os portugueses. Pelo que significou, mas também pelo que continua e continuará a significar. A vitória sobre a opressão, sobre a ditadura e o fascismo é um marco da história de Portugal e será recordada para sempre, como um importante virar de página na história do nosso País.
Mas o 25 de Abril não é só passado, é também futuro. Diria mesmo que Abril é sobretudo o futuro. O futuro que deve trazer desenvolvimento, melhor qualidade de vida, emprego, direitos sociais e o desenvolvimento, para melhor, da nossa ainda jovem e débil democracia. Uma democracia que garanta direitos e faça cumprir os deveres, onde todos sejam tratados da mesma forma, onde o caciquismo seja uma miragem e onde os partidos políticos sejam um exemplo de cidadania e respeito pelos outros. Isto, sim, é Abril no século XXI. O mais importante não é quem fez a revolução ou onde estava A ou B no dia 25 de Abril de 1974. Importante é promover o bem-estar no presente e preparar o País para que esse bem-estar seja ainda maior no futuro. Esta é a conversa de quem não consegue viver sem as glórias do passado, mas que é incapaz de dar resposta aos problemas do presente e do futuro.
Viva o 25 de Abril. Mas a olhar para o futuro!
Campeões!
Não posso deixar de saudar a A. D. "Os Limianos" pelo feito concretizado no passado domingo. Campeões Distritais da Divisão de Honra da A. F. de Viana do Castelo. Mais um título no seu brilhante palmarés e a presença nos nacionais da 3ª divisão na próxima época. Parabéns ao Tito de Morais e sua equipa, parabéns ao Carlos Rola, equipa técnica e todo o plantel (maioritariamente limiano), parabéns a todos os sócios e simpatizantes.
A próxima época vai ser mais difícil, um grande desafio. É fundamental que os objectivos de 2005/2006 se mantenham e sejam cumpridos: saneamento financeiro, aposta nos atletas limianos. Força Limianos.
As direitas e as esquerdas não se entendem quando o tema é o "25 de Abril". Frequentemente, os primeiros preferem passar ao lado das comemorações, talvez preferindo o 25 de Novembro (veja-se a Madeira, entre outros) e os segundos, sofregamente, procuram apoderar-se não só da data mas de tudo o que ela significou e significa.
O 25 de Abril não é de ninguém em particular. É de TODOS os portugueses. Pelo que significou, mas também pelo que continua e continuará a significar. A vitória sobre a opressão, sobre a ditadura e o fascismo é um marco da história de Portugal e será recordada para sempre, como um importante virar de página na história do nosso País.
Mas o 25 de Abril não é só passado, é também futuro. Diria mesmo que Abril é sobretudo o futuro. O futuro que deve trazer desenvolvimento, melhor qualidade de vida, emprego, direitos sociais e o desenvolvimento, para melhor, da nossa ainda jovem e débil democracia. Uma democracia que garanta direitos e faça cumprir os deveres, onde todos sejam tratados da mesma forma, onde o caciquismo seja uma miragem e onde os partidos políticos sejam um exemplo de cidadania e respeito pelos outros. Isto, sim, é Abril no século XXI. O mais importante não é quem fez a revolução ou onde estava A ou B no dia 25 de Abril de 1974. Importante é promover o bem-estar no presente e preparar o País para que esse bem-estar seja ainda maior no futuro. Esta é a conversa de quem não consegue viver sem as glórias do passado, mas que é incapaz de dar resposta aos problemas do presente e do futuro.
Viva o 25 de Abril. Mas a olhar para o futuro!
Campeões!
Não posso deixar de saudar a A. D. "Os Limianos" pelo feito concretizado no passado domingo. Campeões Distritais da Divisão de Honra da A. F. de Viana do Castelo. Mais um título no seu brilhante palmarés e a presença nos nacionais da 3ª divisão na próxima época. Parabéns ao Tito de Morais e sua equipa, parabéns ao Carlos Rola, equipa técnica e todo o plantel (maioritariamente limiano), parabéns a todos os sócios e simpatizantes.
A próxima época vai ser mais difícil, um grande desafio. É fundamental que os objectivos de 2005/2006 se mantenham e sejam cumpridos: saneamento financeiro, aposta nos atletas limianos. Força Limianos.
quarta-feira, abril 19, 2006
O novo "Centro Histórico" de Ponte de Lima
"Ponte de Lima Terra Rica da Humanidade" é um label mas também um projecto que, no limite, sustentará a eventual candidatura a Património da Humanidade, do centro histórico de Ponte de Lima. Este processo, estou seguro, permitirá também a recuperação e manutenção dos locais históricos da nossa vila. No entanto, alguma reflexão deverá ser produzida neste âmbito. Já nos pronunciamos sobre a importância da acessibilidade e do estacionamento como factores determinantes para o comércio daquela zona e para a própria viabilidade económica do centro histórico; sobre a necessidade de recuperar o parque habitacional, bastante degradado, como elemento estruturante para o repovoamento do centro histórico, sobretudo pelos jovens.
Vamo-nos ocupar agora da definição de linhas estratégicas para o comércio e ramos comerciais a privilegiar. É nossa convicção que o centro histórico de Ponte de Lima beneficiará com o crescimento e alargamento das áreas de hotelaria e restauração, potenciando a gastronomia regional através de espaços de qualidade e prestígio. Em determinadas zonas, sobretudo aquelas com mais interesse para serem visitadas durante o dia, potenciar o aparecimento de cafés, salões de chã (...) com belas e bem enquadradas esplanadas - os "cafés de dia". Noutras zonas, bem específicas e delimitadas, fomentar o aparecimento de bares e pubs com um cariz mais adequado ao lazer nocturno, fomentando desta forma a animação durante a noite e tornando Ponte de Lima num ponto de referência neste campo. Fomentar ainda o aparecimento, no centro histórico, de pequenos hóteis e residenciais, capazes de dar resposta à demanda dos fins de semana e dias festivos.
O comércio de artesanato local, bebidas regionais e doçaria ragional, livrarias com forte componente alfarrabista, quiosques e tabacarias, antiquários, galerias de arte, artigos cerâmicos regionais, ourivesaria regional, trajes, produtos alimentares da horta local podem também encontrar no centro histórico um bom espaço de negócio.
A política de animação local também deveria merecer atenção, através de uma planificação cuidada. Seria desejável a promoção de um evento de dimensão média/grande por mês, criando criando e fomentando o hábito de demanda de Ponte de Lima, e fomentando a animação durante todo o ano. Um pequeno exemplo: Setembro - Feiras Novas; Outubro-Festa das Vindimas; Novembro - Festa da Castanha/Festiva ou Encontro de Teatro; Dezembro - Animação de Natal, actividades de Rua; Janeiro - Encontro dos Reis (música tradicional e coral); Fevereiro - Mês dos Namorados/ ou Carnaval; Março - Dia de Ponte de Lima; Abril - 25 de Abril em Ponte de Lima / ou Páscoa e tradições; Maio - Feiras Novinhas / ou domingos gastronómicos; Junho - Vaca das Cordas e Corpo de Deus / Feira do Livro; Julho - Feira do Cavalo /Feira de Gado / Opera Faber/ Feira dos Vinhos Verdes; Agosto - Animação de Verão / Folclore.
Ponte de Lima, e o seu centro histórico, são ponto obrigatório de passagem do Caminho português para Santiago de Compostela. Cada ano que passa, são mais aqueles que percorrem aquele espaço mítico e religioso, parando amíude por estas paragens. É uma mais valia, que poderá ter um valor acrescentado com o fomento do turismo religioso (o museu de arte sacra dos Terceiros está praticamente concluído) e patrimonial. É necessário, como de pão para a boca, um albergue de peregrinos no centro histórico. Não será difícil encontrar um local apropriado.
Todas estas linhas deverão ser acompanhadas pela integração do centro histórico de Ponte de Lima nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas locais, e nas linhas de trabalho e investigação das escolas do ensino superior, promovendo a exploração pedagógica e investigação sobre a temática e o prazer e orgulho de ser limiano.
"Ponte de Lima Terra Rica da Humanidade" é um label mas também um projecto que, no limite, sustentará a eventual candidatura a Património da Humanidade, do centro histórico de Ponte de Lima. Este processo, estou seguro, permitirá também a recuperação e manutenção dos locais históricos da nossa vila. No entanto, alguma reflexão deverá ser produzida neste âmbito. Já nos pronunciamos sobre a importância da acessibilidade e do estacionamento como factores determinantes para o comércio daquela zona e para a própria viabilidade económica do centro histórico; sobre a necessidade de recuperar o parque habitacional, bastante degradado, como elemento estruturante para o repovoamento do centro histórico, sobretudo pelos jovens.
Vamo-nos ocupar agora da definição de linhas estratégicas para o comércio e ramos comerciais a privilegiar. É nossa convicção que o centro histórico de Ponte de Lima beneficiará com o crescimento e alargamento das áreas de hotelaria e restauração, potenciando a gastronomia regional através de espaços de qualidade e prestígio. Em determinadas zonas, sobretudo aquelas com mais interesse para serem visitadas durante o dia, potenciar o aparecimento de cafés, salões de chã (...) com belas e bem enquadradas esplanadas - os "cafés de dia". Noutras zonas, bem específicas e delimitadas, fomentar o aparecimento de bares e pubs com um cariz mais adequado ao lazer nocturno, fomentando desta forma a animação durante a noite e tornando Ponte de Lima num ponto de referência neste campo. Fomentar ainda o aparecimento, no centro histórico, de pequenos hóteis e residenciais, capazes de dar resposta à demanda dos fins de semana e dias festivos.
O comércio de artesanato local, bebidas regionais e doçaria ragional, livrarias com forte componente alfarrabista, quiosques e tabacarias, antiquários, galerias de arte, artigos cerâmicos regionais, ourivesaria regional, trajes, produtos alimentares da horta local podem também encontrar no centro histórico um bom espaço de negócio.
A política de animação local também deveria merecer atenção, através de uma planificação cuidada. Seria desejável a promoção de um evento de dimensão média/grande por mês, criando criando e fomentando o hábito de demanda de Ponte de Lima, e fomentando a animação durante todo o ano. Um pequeno exemplo: Setembro - Feiras Novas; Outubro-Festa das Vindimas; Novembro - Festa da Castanha/Festiva ou Encontro de Teatro; Dezembro - Animação de Natal, actividades de Rua; Janeiro - Encontro dos Reis (música tradicional e coral); Fevereiro - Mês dos Namorados/ ou Carnaval; Março - Dia de Ponte de Lima; Abril - 25 de Abril em Ponte de Lima / ou Páscoa e tradições; Maio - Feiras Novinhas / ou domingos gastronómicos; Junho - Vaca das Cordas e Corpo de Deus / Feira do Livro; Julho - Feira do Cavalo /Feira de Gado / Opera Faber/ Feira dos Vinhos Verdes; Agosto - Animação de Verão / Folclore.
Ponte de Lima, e o seu centro histórico, são ponto obrigatório de passagem do Caminho português para Santiago de Compostela. Cada ano que passa, são mais aqueles que percorrem aquele espaço mítico e religioso, parando amíude por estas paragens. É uma mais valia, que poderá ter um valor acrescentado com o fomento do turismo religioso (o museu de arte sacra dos Terceiros está praticamente concluído) e patrimonial. É necessário, como de pão para a boca, um albergue de peregrinos no centro histórico. Não será difícil encontrar um local apropriado.
Todas estas linhas deverão ser acompanhadas pela integração do centro histórico de Ponte de Lima nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas locais, e nas linhas de trabalho e investigação das escolas do ensino superior, promovendo a exploração pedagógica e investigação sobre a temática e o prazer e orgulho de ser limiano.
terça-feira, abril 18, 2006
BREVES
A Escola EB1 de Navió continua a ganhar prémios diversos. Desta feita foi no concurso "Vale das Letras". É, de longe, a escola limiana com mais prémios locais e nacionais ganhos. Há, de facto, escolas que são muito mais do que um edifício...
Nos primeiros meses de 2006 o desemprego aumentou no distrito de Viana do Castelo, em relação a idêntico período do ano anterior. Dos 8500 inscritos nos centros de emprego do distrito, cerca de 700 são jovens licenciados, em busca do primeiro emprego. É um sintoma negativo, que induz fracas perspectivas para os mais jovens.
A Escola EB1 de Navió continua a ganhar prémios diversos. Desta feita foi no concurso "Vale das Letras". É, de longe, a escola limiana com mais prémios locais e nacionais ganhos. Há, de facto, escolas que são muito mais do que um edifício...
Nos primeiros meses de 2006 o desemprego aumentou no distrito de Viana do Castelo, em relação a idêntico período do ano anterior. Dos 8500 inscritos nos centros de emprego do distrito, cerca de 700 são jovens licenciados, em busca do primeiro emprego. É um sintoma negativo, que induz fracas perspectivas para os mais jovens.
segunda-feira, abril 17, 2006
Os profissionais dos Bombeiros Voluntários
O "Diário de Notícias" do dia 11 de Abril chamou para manchete os gastos dos bombeiros voluntários com a sua estrutura profissional que visava compensar a crise do voluntariado para serviços de emergência e combate a incêndios. Esta notícia, obviamente, não está correcta.
O que se passa na realidade é que as corporações de bombeiros voluntários foram "obrigadas" a contratar pessoal e a montar uma estrutura permanente de serviços, para darem resposta ao grande volume de solicitações no campo do transporte de doentes (sobretudo para tratamentos de fisioterapia, outros tratamentos e consultas) e para transferências (no caso de Ponte de Lima, do hospital local para o distrital ou para hospitais centrais). Pela errada via inicial, a notícia infere ainda que o aumento dos custos com a estrutura profissional dos Bombeiros Voluntários (mais de 70 milhões de euros/ano) não teve a devida correspondência com a diminuição da área ardida. Outro grande paradoxo. Os meios profissionais dos Bombeiros não fazem prevenção de incêndios, mas sim transporte de doentes, razão pela qual esta extrapolação nunca poderá ser realizada e deita por terra os pressupostos da notícia.
Numa questão a notícia do jornal diário tem razão. A crise do voluntariado. De facto, hoje em dia, não é tão fácil conseguir elementos para um corpo activo de bombeiros e muito menos, elementos disponíveis para um corpor activo de bombeiros. Este facto não pode passar indiferente aos olhos dos responsáveis, pois é necessário projectar os serviços de socorro para os próximos dez anos. A realidade é que os bombeiros possuem um corpo profissional, mas não possuem ainda pessoal em número suficiente, inteiramente disponível para os serviços de socorro e combate a incêndios. Esta situação deve merecer a reflexão dos responsáveis políticos nacionais e locais, para bem dos bombeiros e da segurança das populações.
A tão falada estrutura mista, de profissionais para uma reacção rápida e primeira intervenção, e de voluntários para a rectaguarda e reforço, é aquela que, neste momento e num futuro próximo, melhor poderá servir as populações e os bombeiros. O combate a incêndios florestais não pode ser a ocupação primeira e principal dos bombeiros nos meses de Verão, mas sim uma intervenção de complementaridade, de reforço em situações limite. Esse encargo deve estar na alçada de equipas de sapadores florestais, que combatem os incêndios no Verão e limpam e ordenam a floresta no inverno.
Os serviços de socorro e bombeiros necessitam, pois, de uma grande e profunda reforma, capaz de os tornar mais eficazes. Esta seria sempre uma reforma útil, capaz de dotar a sociedade de meios humanos capazes de cumprir a sua grande missão: "Vida por vida".
O "Diário de Notícias" do dia 11 de Abril chamou para manchete os gastos dos bombeiros voluntários com a sua estrutura profissional que visava compensar a crise do voluntariado para serviços de emergência e combate a incêndios. Esta notícia, obviamente, não está correcta.
O que se passa na realidade é que as corporações de bombeiros voluntários foram "obrigadas" a contratar pessoal e a montar uma estrutura permanente de serviços, para darem resposta ao grande volume de solicitações no campo do transporte de doentes (sobretudo para tratamentos de fisioterapia, outros tratamentos e consultas) e para transferências (no caso de Ponte de Lima, do hospital local para o distrital ou para hospitais centrais). Pela errada via inicial, a notícia infere ainda que o aumento dos custos com a estrutura profissional dos Bombeiros Voluntários (mais de 70 milhões de euros/ano) não teve a devida correspondência com a diminuição da área ardida. Outro grande paradoxo. Os meios profissionais dos Bombeiros não fazem prevenção de incêndios, mas sim transporte de doentes, razão pela qual esta extrapolação nunca poderá ser realizada e deita por terra os pressupostos da notícia.
Numa questão a notícia do jornal diário tem razão. A crise do voluntariado. De facto, hoje em dia, não é tão fácil conseguir elementos para um corpo activo de bombeiros e muito menos, elementos disponíveis para um corpor activo de bombeiros. Este facto não pode passar indiferente aos olhos dos responsáveis, pois é necessário projectar os serviços de socorro para os próximos dez anos. A realidade é que os bombeiros possuem um corpo profissional, mas não possuem ainda pessoal em número suficiente, inteiramente disponível para os serviços de socorro e combate a incêndios. Esta situação deve merecer a reflexão dos responsáveis políticos nacionais e locais, para bem dos bombeiros e da segurança das populações.
A tão falada estrutura mista, de profissionais para uma reacção rápida e primeira intervenção, e de voluntários para a rectaguarda e reforço, é aquela que, neste momento e num futuro próximo, melhor poderá servir as populações e os bombeiros. O combate a incêndios florestais não pode ser a ocupação primeira e principal dos bombeiros nos meses de Verão, mas sim uma intervenção de complementaridade, de reforço em situações limite. Esse encargo deve estar na alçada de equipas de sapadores florestais, que combatem os incêndios no Verão e limpam e ordenam a floresta no inverno.
Os serviços de socorro e bombeiros necessitam, pois, de uma grande e profunda reforma, capaz de os tornar mais eficazes. Esta seria sempre uma reforma útil, capaz de dotar a sociedade de meios humanos capazes de cumprir a sua grande missão: "Vida por vida".
sábado, abril 15, 2006
PÁSCOA FELIZ!
Mais um ano que passa, mais uma oportunidade para reviver as tradições pascais na nossa terra, procurando também no momento da paixão, morte e ressureição reflectir um pouco sobre tudo o que nos rodeia, sobre as energias que, todos os dias, são gastas sem nada contribuirem para o bem estar e paz das pessoas.
A Páscoa simboliza, como referiu o Arcipreste de Ponte de Lima, Dr. José Gomes de Sousa, a vitória da vida sobre a morte. É, por isso, um momento de celebração, abertura, paz e reflexão.
Em Ponte de Lima esta época é vivida, mais do que cumprida, com celebrações, tradições e ritos, como é o caso da visita pascal - por cá ainda se vai realizando - peculiar em Vitorino das Donas, e farta em Fontão (300 convivas à mesa é obra).
No campo pagão, no sábado de aleluia queima-se o judas, uma tradição revisitada pelo grupo "Unhas do Diabo", depois de anos e anos de diabruras do Guerrinha. Já há orelhas a arder por esta hora...
Ponte de Lima ainda tem uma bela Páscoa, com tradições e muitos visitantes. Pena é que não exista um programa especial, sobretudo no campo cultural, para oferecer aos limianos e a todos os que nos visitam nesta época.
Para todos, uma PÁSCOA FELIZ!
Mais um ano que passa, mais uma oportunidade para reviver as tradições pascais na nossa terra, procurando também no momento da paixão, morte e ressureição reflectir um pouco sobre tudo o que nos rodeia, sobre as energias que, todos os dias, são gastas sem nada contribuirem para o bem estar e paz das pessoas.
A Páscoa simboliza, como referiu o Arcipreste de Ponte de Lima, Dr. José Gomes de Sousa, a vitória da vida sobre a morte. É, por isso, um momento de celebração, abertura, paz e reflexão.
Em Ponte de Lima esta época é vivida, mais do que cumprida, com celebrações, tradições e ritos, como é o caso da visita pascal - por cá ainda se vai realizando - peculiar em Vitorino das Donas, e farta em Fontão (300 convivas à mesa é obra).
No campo pagão, no sábado de aleluia queima-se o judas, uma tradição revisitada pelo grupo "Unhas do Diabo", depois de anos e anos de diabruras do Guerrinha. Já há orelhas a arder por esta hora...
Ponte de Lima ainda tem uma bela Páscoa, com tradições e muitos visitantes. Pena é que não exista um programa especial, sobretudo no campo cultural, para oferecer aos limianos e a todos os que nos visitam nesta época.
Para todos, uma PÁSCOA FELIZ!
quarta-feira, abril 12, 2006
Querem encerrar Ponte de Lima!
Depois da possibilidade de encerramento da esquadra da PSP, fala-se agora da possibilidade de encerramento da urgência do Hospital de Ponte de Lima.
Compreendo que seja necessário racionalizar recursos, evitar duplicação, etc., etc. Os argumentos do costume que todos já conhecemos.
Parece que querem é encerrar Ponte de Lima!
A saída da PSP diminuirá o número de agentes na rua, diminuirá a capacidade de reacção, diminuirá a segurança de todos. E este é o sentimento de muitos limianos, representados nas decisões e posições públicas da Junta de Freguesia, Assembleia Municipal, Câmara Municipal e, agora, da Assembleia de Freguesia.
O encerramento da urgência do Hospital pode ainda ser mais grave. Em primeiro lugar porque coloca mais longe o acesso da população de Ponte de Lima e concelhos limítrofes, a uma urgência hospitalar; em segundo lugar porque este precedente pode constituir o início do desinvestimento no hospital de Ponte de Lima, onde nos últimos anos foram gastos largas centenas de milhar de euros. Sobre esta questão, a Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima, tomou já posição pública.
Depois da possibilidade de encerramento da esquadra da PSP, fala-se agora da possibilidade de encerramento da urgência do Hospital de Ponte de Lima.
Compreendo que seja necessário racionalizar recursos, evitar duplicação, etc., etc. Os argumentos do costume que todos já conhecemos.
Parece que querem é encerrar Ponte de Lima!
A saída da PSP diminuirá o número de agentes na rua, diminuirá a capacidade de reacção, diminuirá a segurança de todos. E este é o sentimento de muitos limianos, representados nas decisões e posições públicas da Junta de Freguesia, Assembleia Municipal, Câmara Municipal e, agora, da Assembleia de Freguesia.
O encerramento da urgência do Hospital pode ainda ser mais grave. Em primeiro lugar porque coloca mais longe o acesso da população de Ponte de Lima e concelhos limítrofes, a uma urgência hospitalar; em segundo lugar porque este precedente pode constituir o início do desinvestimento no hospital de Ponte de Lima, onde nos últimos anos foram gastos largas centenas de milhar de euros. Sobre esta questão, a Assembleia de Freguesia de Ponte de Lima, tomou já posição pública.
sábado, abril 08, 2006
Forma estranha de ver a educação!
Muito frequentemente, mais do que seria desejável, os media são invadidos por notícias de agressões de aluno9s a professores, de pais a professores ou de professores a alunos. É, não raras vezes, este o contexto em que se move a educação nos meios de comunicação social. E não é certamente o melhor, o mais correcto, nem muito menos aquele que reflecte a realidade das nossas escolas. Infelizmente, é notícia a agressão sofrida pelo aluno numa escola, do que as boas práticas ou os resultados obtidos por uma escola ou turma. É a vida, eu sei, mas que não é um bom serviço à educação e ao país, este prestado pelos media, lá isso não é.
A Escola tem que ser dignificada. É um imperativo nacional. E não é um bom caminho para a sua dignificação atacar os seus agentes. A educação chegou ao que é hoje fruto da acção (ou inacção) daqueles que hoje atacam os agentes educativos. Não fica bem aos políticos procurarem bodes expiatórios externos. A Finlândia e o seu sistema educativo modelar não nasceram o ano passado e os políticos que nos governam não têm responsabilidades públicas desde esse mesmo momento.
Dia Mundial da Juventude
Domingo de Ramos é, no calendário da Igreja Católica, Dia Mundial da Juventude. É um dia de exaltação dos valores e das potencialidades dos jovens, actores importantíssimos nas sociedades modernas, muitas vezes secundarizados. É fundamental, neste dia, como em todos os dias do ano, assinalar as viartualidades dos jovens limianos, muitos com largo sucesso profissionalmente, nos estudos, no desporto, na intervenção comunitária, na capacidade de dar muito de si, sem pensar em si. É fundamental é apostar mais neles e na sua forma peculiar de ver o mundo. Que pena é, por exemplo que a política de juventude seja feita para os jovens e não com os jovens. Este sentimento paternalista de fazer e construir políticas só afasta os jovens da actividade política e pública.
Muito frequentemente, mais do que seria desejável, os media são invadidos por notícias de agressões de aluno9s a professores, de pais a professores ou de professores a alunos. É, não raras vezes, este o contexto em que se move a educação nos meios de comunicação social. E não é certamente o melhor, o mais correcto, nem muito menos aquele que reflecte a realidade das nossas escolas. Infelizmente, é notícia a agressão sofrida pelo aluno numa escola, do que as boas práticas ou os resultados obtidos por uma escola ou turma. É a vida, eu sei, mas que não é um bom serviço à educação e ao país, este prestado pelos media, lá isso não é.
A Escola tem que ser dignificada. É um imperativo nacional. E não é um bom caminho para a sua dignificação atacar os seus agentes. A educação chegou ao que é hoje fruto da acção (ou inacção) daqueles que hoje atacam os agentes educativos. Não fica bem aos políticos procurarem bodes expiatórios externos. A Finlândia e o seu sistema educativo modelar não nasceram o ano passado e os políticos que nos governam não têm responsabilidades públicas desde esse mesmo momento.
Dia Mundial da Juventude
Domingo de Ramos é, no calendário da Igreja Católica, Dia Mundial da Juventude. É um dia de exaltação dos valores e das potencialidades dos jovens, actores importantíssimos nas sociedades modernas, muitas vezes secundarizados. É fundamental, neste dia, como em todos os dias do ano, assinalar as viartualidades dos jovens limianos, muitos com largo sucesso profissionalmente, nos estudos, no desporto, na intervenção comunitária, na capacidade de dar muito de si, sem pensar em si. É fundamental é apostar mais neles e na sua forma peculiar de ver o mundo. Que pena é, por exemplo que a política de juventude seja feita para os jovens e não com os jovens. Este sentimento paternalista de fazer e construir políticas só afasta os jovens da actividade política e pública.
quarta-feira, abril 05, 2006
TEMA TABU
O areal fronteiro à marginal é um tema tabu em Ponte de Lima. Raramente se discute, não se vislumbram soluções para uma das zonas mais degradadas e descuidadas do centro histórico. É complicado e polémico, por isso não se discute. Vão-se fazendo pequenas intervenções, sem projecto nem discussão, apostando-se nos apetecíveis "factos consumados" tão do agrado do município. O areal (que já não o é) mudou muito nos últimos anos. E se mudou, foi fruto de alguma ideia ou estratégia que ninguém conhece e que ninguém até agora discutiu. É pena, porque é pacífico que tal como está não serve, que alguma solução tem que ser dada ao estacionamento, porque não é concebível que continue a circulação junto da ponte românica, porque não é correcto continuar a autorizar o estacionamento nas suas imediações. Aquele monumento já deveria ter um perímetro de segurança. Mas o que se faz é precisamente o contrário. É criar condições para a circulação e o estacionamento debaixo, ao lado e nas proximidadesw da ponte, sem nenhuma preocupação estética e de preservação de um dos grandes "ex-libris" de Ponte de Lima.
Outra das grandes questões tabu, relacionadas com o mesmo espaço é a feira. Já aqui abordada, foi agora trazida para a "frente" pública de discussão por Manuel Pires Trigo. E muito bem. A feira já não é o que era, está descaracterizada, o seu peso na economia local é praticamente nulo, o comércio local não tira dela grandes benefícios, os produtos e produtores locais são cada vez menos, está muito dispersa por zonas diversas da vila, algumas deles gritantemente desadequadas como a Avenida dos Plátanos e o Passeio 25 de Abril, condiciona muito e sem necessidade o acesso, circulação e estacionamento na vila, em suma, não serve Ponte de Lima da forma como devia servir.
Então, o que está em causa?
Em causa está, em primeiro lugar, a localização da feira. As fotos da feira no actual local são vistosas mas não correspondem aos nossos tempos. O local não tem condições. A feira do gado seria extinta se não fossem criadas condições de higiene para a sua concretização. A feira também não tem essas condições, como condições não tem para a circulação das pessoas e correcta organização da exposição. Não vejo, no futuro, a feira naquele local, espero é que não seja condicionada definitivamente a sua saída pelas obras que se vão realizando em S. João, local ideal para a albergar. Já agora, e enquanto o assunto não merece prioridade, porque não mudar o espaço da feira que nestes momentos ocupa a Avenida dos Plátanos (que mal lá fica e que prejuízos pode significar para aquele espaço), e se instala na Alameda de S. João, ligando e articulando a feira do "areal" e do Passeio 25 de Abril à feira do gado?
sexta-feira, março 31, 2006
O Centro Histórico e a Tolerância
Os fins de semana são o período aproveitado por muitos forasteiros para demandar Ponte de Lima, procurando fruir do bem-estar que lhe proporciona a nossa vila, o Rio Lima e as suas margens, a nossa gastronomia e artesanato. A zona ribeirinha é o espaço onde mais se nota a pressão de visitantes, sobretudo ao domingo.
Saber receber é, e deve ser sempre, uma das virtudes dos limianos. É fundamental criar condições para que cada vez mais pessoas nos visitem e que voltem a Ponte de Lima. Por isso, é com alguma apreensão que verificamos o excesso de zelo e rigor das autoridades policiais nos domingos limianos. Quem tiver más experiências ou situações desagradáveis não voltará. Fica a reflexão...
Os fins de semana são o período aproveitado por muitos forasteiros para demandar Ponte de Lima, procurando fruir do bem-estar que lhe proporciona a nossa vila, o Rio Lima e as suas margens, a nossa gastronomia e artesanato. A zona ribeirinha é o espaço onde mais se nota a pressão de visitantes, sobretudo ao domingo.
Saber receber é, e deve ser sempre, uma das virtudes dos limianos. É fundamental criar condições para que cada vez mais pessoas nos visitem e que voltem a Ponte de Lima. Por isso, é com alguma apreensão que verificamos o excesso de zelo e rigor das autoridades policiais nos domingos limianos. Quem tiver más experiências ou situações desagradáveis não voltará. Fica a reflexão...
quinta-feira, março 30, 2006
A Capital do Vinho Verde
Reassumir o estatuto e pretígio perdidos é um dos grandes desígnios da Adega Cooperativa de Ponte de Lima. Após anos de permanência na sombra, e numa época em que o consumo de vinho está em decréscimo, a Adega Cooperativa de Ponte de Lima surge com uma imagem e uma dinâmica diferentes, lançando novos produtos e procurando guindar-se novamente ao patamar de Capital do Vinho Verde.
Quanto à deslocalização é que não houve boas notícias. Sendo uma via essencial para a viabilização económica da Adega, não ouvimos nem uma palavra de alento do Sr. Ministro da Agricultura, em recente visita a Ponte de Lima. Até 2007, nada! Depois de 2007, não sabemos.
Depois do logro da fábrica do queijo, a Adega vai continuar no campo das incertezas.
Reassumir o estatuto e pretígio perdidos é um dos grandes desígnios da Adega Cooperativa de Ponte de Lima. Após anos de permanência na sombra, e numa época em que o consumo de vinho está em decréscimo, a Adega Cooperativa de Ponte de Lima surge com uma imagem e uma dinâmica diferentes, lançando novos produtos e procurando guindar-se novamente ao patamar de Capital do Vinho Verde.
Quanto à deslocalização é que não houve boas notícias. Sendo uma via essencial para a viabilização económica da Adega, não ouvimos nem uma palavra de alento do Sr. Ministro da Agricultura, em recente visita a Ponte de Lima. Até 2007, nada! Depois de 2007, não sabemos.
Depois do logro da fábrica do queijo, a Adega vai continuar no campo das incertezas.
domingo, março 26, 2006
O fim dos Governos Civis
Anunciado há muito tempo, parece que se vai concretizar o fim dos Governos Civis, no âmbito da reestruturação da estrutura administrativa do Estado. Passarão a ser 5 estruturas localizadas nas sedes das Comissões de Coordenação.
O esvaziamento das suas funções, operado nos últimos anos, tornou os Governos Cívis estruturas sem sentido no campo administrativo, mas ainda são um dos mais importantes pontos de contacto entre o cidadão e a administração nos respectivos distritos. Com o seu encerramento, espera-se que não fique a administração reduzida a um endereço electrónico e que seja dada capacidades aos agentes locais de intervir, sempre que necessário, junto do Estado, sem necessidade de se deslocarem ao Porto ou de digitarem mensagens dirigidas a um endereço de e-mail.
A regionalização pode estar à vista. Parece que não há grande vontade de a colocar na primeira linha da discussão mas, com medidas como esta, está-se a "encaminhar" o País nesse sentido. Gostaria de ver novamente debatida a regionalização em Portugal, que julgo ser a via necessária para poder guindar as regiões menos desenvolvidas a patamares mais dignos. Não acredito no super-Estado centralista, gerido a partir da capital e, na maior parte dos casos, por gente de Lisboa que não conhece nem tem sensibilidade para as dificuldades da "província". Depois do que tenho visto, já não tenho dúvidas!
Anunciado há muito tempo, parece que se vai concretizar o fim dos Governos Civis, no âmbito da reestruturação da estrutura administrativa do Estado. Passarão a ser 5 estruturas localizadas nas sedes das Comissões de Coordenação.
O esvaziamento das suas funções, operado nos últimos anos, tornou os Governos Cívis estruturas sem sentido no campo administrativo, mas ainda são um dos mais importantes pontos de contacto entre o cidadão e a administração nos respectivos distritos. Com o seu encerramento, espera-se que não fique a administração reduzida a um endereço electrónico e que seja dada capacidades aos agentes locais de intervir, sempre que necessário, junto do Estado, sem necessidade de se deslocarem ao Porto ou de digitarem mensagens dirigidas a um endereço de e-mail.
A regionalização pode estar à vista. Parece que não há grande vontade de a colocar na primeira linha da discussão mas, com medidas como esta, está-se a "encaminhar" o País nesse sentido. Gostaria de ver novamente debatida a regionalização em Portugal, que julgo ser a via necessária para poder guindar as regiões menos desenvolvidas a patamares mais dignos. Não acredito no super-Estado centralista, gerido a partir da capital e, na maior parte dos casos, por gente de Lisboa que não conhece nem tem sensibilidade para as dificuldades da "província". Depois do que tenho visto, já não tenho dúvidas!
"África Minha"
Num ápice, eis que África se torna no centro das atenções municipais. Uma comitiva municipal visitou Huambo, na ex-colónia portuguesa Angola, ligada a Ponte de Lima através da presença marcante do General Norton de Matos, para encetar contactos diversos e estabelecer vias de cooperação no campo da educação e agricultura. (ver notícia)
Não nos podemos alhear daquilo que nos rodeia, sendo fundamental potenciar os contactos com outras regiões ou países em benefício do progresso e do desenvolvimento do capital humano das duas partes. Não posso, por isso, deixar de recordar as localidades espanholas e francesas com quem o município de Ponte de Lima está geminado, para afirmar que essas vias de amizade e cooperação têm constituído um enorme fracasso. Pouco mais do que nada tem sido feito nos últimos anos para aproximar essas localidades, para procurar benefícios, contactos e experiências aos nossos jovens, para proporcionar um verdadeiro intercâmbio a todos os níveis, alargando os horizontes das instituições, empresários e associações locais. Um logro, tem sido a actividade do município neste campo.
Surge agora Angola, com quem muitos limianos possuem fortes laços, pela via da sua presença naquele país, enquanto colónia portuguesa. A deslocação de uma comitiva municipal ao mais alto nível tem que significar o desenvolvimento de contactos e a procura de vias de cooperação entre as partes, unidas pelo grande património da Língua Portuguesa. Uma cooperação que se deve estender muito além do ensino e da agricultura, quiçã às áreas económica (atenção empresários limianos!), da cultura, do desporto e da administração pública. Só assim poderão os limianos entender o empenho do município e o peso institucional que deu a esta deslocação. Só o poderão entender se a atitude for diferente, daquela que tem presidido a posição de Ponte de Lima no contexto das geminações.
Num ápice, eis que África se torna no centro das atenções municipais. Uma comitiva municipal visitou Huambo, na ex-colónia portuguesa Angola, ligada a Ponte de Lima através da presença marcante do General Norton de Matos, para encetar contactos diversos e estabelecer vias de cooperação no campo da educação e agricultura. (ver notícia)
Não nos podemos alhear daquilo que nos rodeia, sendo fundamental potenciar os contactos com outras regiões ou países em benefício do progresso e do desenvolvimento do capital humano das duas partes. Não posso, por isso, deixar de recordar as localidades espanholas e francesas com quem o município de Ponte de Lima está geminado, para afirmar que essas vias de amizade e cooperação têm constituído um enorme fracasso. Pouco mais do que nada tem sido feito nos últimos anos para aproximar essas localidades, para procurar benefícios, contactos e experiências aos nossos jovens, para proporcionar um verdadeiro intercâmbio a todos os níveis, alargando os horizontes das instituições, empresários e associações locais. Um logro, tem sido a actividade do município neste campo.
Surge agora Angola, com quem muitos limianos possuem fortes laços, pela via da sua presença naquele país, enquanto colónia portuguesa. A deslocação de uma comitiva municipal ao mais alto nível tem que significar o desenvolvimento de contactos e a procura de vias de cooperação entre as partes, unidas pelo grande património da Língua Portuguesa. Uma cooperação que se deve estender muito além do ensino e da agricultura, quiçã às áreas económica (atenção empresários limianos!), da cultura, do desporto e da administração pública. Só assim poderão os limianos entender o empenho do município e o peso institucional que deu a esta deslocação. Só o poderão entender se a atitude for diferente, daquela que tem presidido a posição de Ponte de Lima no contexto das geminações.
sábado, março 25, 2006
Um milhar de visitas!
Em cerca de dois meses, foram cerca de mil as visitas efectuadas a este blog, provavelmente o mais antigo dedicado a temas locais de Ponte de Lima e do Alto Minho. O interesse pela blogosfera cresceu significativamente nos últimos tempos, e tem sido explorada como um espaço de liberdade, de opinião e de debate. O progresso é tarefa de todos, e só com uma opinião pública activa, interventiva e com espírito crítico é possível aspirar a mais e melhor. O "Parar Para Pensar" surgiu há quase quatro anos e tem dado o contributo possível e desinteressado para o debate sobre temáticas limianas e alto-minhotas. Depois, outros surgiram, enriquecendo a ciber-democracia em Ponte de Lima. A todos, sem excepção saudamos. Nós, por aqui vamos continuar...
Em cerca de dois meses, foram cerca de mil as visitas efectuadas a este blog, provavelmente o mais antigo dedicado a temas locais de Ponte de Lima e do Alto Minho. O interesse pela blogosfera cresceu significativamente nos últimos tempos, e tem sido explorada como um espaço de liberdade, de opinião e de debate. O progresso é tarefa de todos, e só com uma opinião pública activa, interventiva e com espírito crítico é possível aspirar a mais e melhor. O "Parar Para Pensar" surgiu há quase quatro anos e tem dado o contributo possível e desinteressado para o debate sobre temáticas limianas e alto-minhotas. Depois, outros surgiram, enriquecendo a ciber-democracia em Ponte de Lima. A todos, sem excepção saudamos. Nós, por aqui vamos continuar...
quinta-feira, março 23, 2006
COOPERAÇÃO INTER - FREGUESIAS
O Presidente da Junta de Freguesia de Gaifar afirmou, em entrevista a um semanário local, que a cooperação inter-freguesias tem funcionado bem entre Gaifar, Vilar das Almas, Sandiães e Calvelo. Prova disso é que o Jardim de Infância que serve aquelas localidades funciona em Sandiães, o Centro de Dia vai funcionar em Vilar das Almas e está em preparação um espaço desportivo inter-freguesias.
Aqui está um bom exemplo de racionalização de recursos e de entendimento liberto de bairrismos e rivalidades retrógradas. Assim é possível dotar o concelho de uma rede de equipamentos compatível com a realidade demográfica e com a escala necessária para que sejam viáveis técnica e financeiramente. Se grupos de freguesias se unirem segundo este ideal, facilmente poderão ter boas escolas, jardins de infância, centros de dia, equipamentos desportivos e culturais, etc., etc. evitando alguns exemplos degradantes de vultuosos investimentos que estão condenados ao fracasso, porque o umbigo dos responsáveis locais tinha que ser do exacto tamanho ou até maior do que o do vizinho. Perdeu-se dinheiro, muito dinheiro e, sobretudo, a oportunidade de servir bem as populações.
O Presidente da Junta de Freguesia de Gaifar afirmou, em entrevista a um semanário local, que a cooperação inter-freguesias tem funcionado bem entre Gaifar, Vilar das Almas, Sandiães e Calvelo. Prova disso é que o Jardim de Infância que serve aquelas localidades funciona em Sandiães, o Centro de Dia vai funcionar em Vilar das Almas e está em preparação um espaço desportivo inter-freguesias.
Aqui está um bom exemplo de racionalização de recursos e de entendimento liberto de bairrismos e rivalidades retrógradas. Assim é possível dotar o concelho de uma rede de equipamentos compatível com a realidade demográfica e com a escala necessária para que sejam viáveis técnica e financeiramente. Se grupos de freguesias se unirem segundo este ideal, facilmente poderão ter boas escolas, jardins de infância, centros de dia, equipamentos desportivos e culturais, etc., etc. evitando alguns exemplos degradantes de vultuosos investimentos que estão condenados ao fracasso, porque o umbigo dos responsáveis locais tinha que ser do exacto tamanho ou até maior do que o do vizinho. Perdeu-se dinheiro, muito dinheiro e, sobretudo, a oportunidade de servir bem as populações.
terça-feira, março 21, 2006
Educação de vanguarda
O futuro está na educação, ouve-se frequentemente nos mais diversos quadrantes. E é verdade, o futuro, o presente e o que de bom e mau tivemos no passado, teve como base a educação. Apostar na educação para o sucesso, combater o abandono e o insucesso escolar, formar cidadãos íntegros e competentes é um desígnio vital para o País, campo onde Portugal tem perdido muitos anos. Por isso é com natural satisfação que vemos duas escolas nacionais a serem recomendadas por um grupo europeu de investigadores como bons exemplos de combate ao insucesso e abandono escolares. São elas a Escola da Ponte, da Vila das Aves e a Escola Secundária de Monserratw, de Viana do Castelo. Depois da aposta na reestruturação da rede escolar, depois da melhoria das condições físicas das escolas e construção de novos centros escolares, depois do equipamento das escolas, o futuro está nos projectos inovadores e capazes de fazer face aos grandes desafios que a sociedade moderna nos coloca.
O futuro está na educação, ouve-se frequentemente nos mais diversos quadrantes. E é verdade, o futuro, o presente e o que de bom e mau tivemos no passado, teve como base a educação. Apostar na educação para o sucesso, combater o abandono e o insucesso escolar, formar cidadãos íntegros e competentes é um desígnio vital para o País, campo onde Portugal tem perdido muitos anos. Por isso é com natural satisfação que vemos duas escolas nacionais a serem recomendadas por um grupo europeu de investigadores como bons exemplos de combate ao insucesso e abandono escolares. São elas a Escola da Ponte, da Vila das Aves e a Escola Secundária de Monserratw, de Viana do Castelo. Depois da aposta na reestruturação da rede escolar, depois da melhoria das condições físicas das escolas e construção de novos centros escolares, depois do equipamento das escolas, o futuro está nos projectos inovadores e capazes de fazer face aos grandes desafios que a sociedade moderna nos coloca.
segunda-feira, março 20, 2006
BREVES
Nova Extensão de Saúde da Gandra
Foi adjudicada a obra da nova extensão de saúde de S. Martinho da Gandra. Trata-se de uma obra importante para para a zona Nordeste do concelho, que assim verá melhoradas as condições de atendimento às populações, numa área tão determinante como a saúde. Aqui, sem dúvida, devemos tirar o chapéu ao município, que sempre lutou por esta obra!
Os 96 anos do "Cardeal Saraiva"
Com passos seguros e a experiência da idade, caminha rapidamente para o centenário. Uma referência incontornável de Ponte de Lima e, sobretudo, da sua cultura que, espero venha rapidamente a re-centrar-se novamente nos ideais que o viram nascer: o concelho de Ponte de Lima e a defesa dos seus interesses.
Água e saúde pública
Foi aprovada no executivo municipal uma proposta de diminuição dos preços das taxas de acesso à rede pública de abastecimento de água. Segundo o Vereador da área, autor da proposta, "água é saúde pública".
Pois é, julgo que já todos sabíamos disso. Há muito tempo. Quem entendeu esse facto mais tarde foi mesmo o Município.
Nova Extensão de Saúde da Gandra
Foi adjudicada a obra da nova extensão de saúde de S. Martinho da Gandra. Trata-se de uma obra importante para para a zona Nordeste do concelho, que assim verá melhoradas as condições de atendimento às populações, numa área tão determinante como a saúde. Aqui, sem dúvida, devemos tirar o chapéu ao município, que sempre lutou por esta obra!
Os 96 anos do "Cardeal Saraiva"
Com passos seguros e a experiência da idade, caminha rapidamente para o centenário. Uma referência incontornável de Ponte de Lima e, sobretudo, da sua cultura que, espero venha rapidamente a re-centrar-se novamente nos ideais que o viram nascer: o concelho de Ponte de Lima e a defesa dos seus interesses.
Água e saúde pública
Foi aprovada no executivo municipal uma proposta de diminuição dos preços das taxas de acesso à rede pública de abastecimento de água. Segundo o Vereador da área, autor da proposta, "água é saúde pública".
Pois é, julgo que já todos sabíamos disso. Há muito tempo. Quem entendeu esse facto mais tarde foi mesmo o Município.
domingo, março 19, 2006
sábado, março 18, 2006
UMA COMUNIDADE DE TODOS OS ALTO-MINHOTOS!
Com as devidas adaptações, apetece-me afirmar como o faz tantas vezes o povo, que "não há mal que sempre dure, nem ferida que não se cure".
Um dos maiores erros históricos dos políticos do nosso distrito está prestes a ser corrigido. O Alto Minho vai ter uma única associação de municípios. Será, assim o esperamos, o fim das tricas, das politiquices, das rivalidades bacocas, dos narcisismos exarcebados, da política de quintal.
Unam-se as prioridades estratégicas como num passado recente se uniram as águas e como, no futuro, com toda a certeza se vão unir os lixos do Vale do Lima e do Vale do Minho. Lute-se contra os que contribuem para que o distrito de Viana do Castelo tenha problemas de interioridade à beira-mar, unindo-se pelo grande objectivo do desenvolvimento do distrito e da melhoria da qualidade de vida das suas populações, independentemente de quem lidera a comunidade ou de quem está no poder em Lisboa. Acabe-se com as disputas e rivalidades locais, que só tolhem a região e ajudam a fomentar o seu esquecimento pelos decisores.
Estabeleça-se desde já um pacto, um acordo para definir regras quanto à liderança e às prioridades estratégicas. Que a luta se centre nos desígnios e não nos lugares.
O único lamento vai para os motivos desta súbita convergência. É pena que não fossem as vontades dos Homens a determinar a união, mas sim a necessidade, ou melhor, a obrigação de o fazerem para acederem aos fundos comunitários do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Nesta guerra não há vencedores, mas há vencidos: aqueles que nunca quiseram dar este passo, aqueles que dizendo que ele devia ser dado nada fizeram para o dar, aqueles que sempre preferiram a distribuição das capelas em detrimento do desenvolvimento integrado do distrito.
Será este também um excelente momento para ressuscitar o Pacto para o Desenvolvimento do Minho, sob os auspícios da Universidade do Minho e da Associação Industrial do Minho.
PS. Comoveu-me o ar inocente e cândido de Defensor Moura, ao afirmar que sempre defendeu a fusão da Valimar e da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho!
Com as devidas adaptações, apetece-me afirmar como o faz tantas vezes o povo, que "não há mal que sempre dure, nem ferida que não se cure".
Um dos maiores erros históricos dos políticos do nosso distrito está prestes a ser corrigido. O Alto Minho vai ter uma única associação de municípios. Será, assim o esperamos, o fim das tricas, das politiquices, das rivalidades bacocas, dos narcisismos exarcebados, da política de quintal.
Unam-se as prioridades estratégicas como num passado recente se uniram as águas e como, no futuro, com toda a certeza se vão unir os lixos do Vale do Lima e do Vale do Minho. Lute-se contra os que contribuem para que o distrito de Viana do Castelo tenha problemas de interioridade à beira-mar, unindo-se pelo grande objectivo do desenvolvimento do distrito e da melhoria da qualidade de vida das suas populações, independentemente de quem lidera a comunidade ou de quem está no poder em Lisboa. Acabe-se com as disputas e rivalidades locais, que só tolhem a região e ajudam a fomentar o seu esquecimento pelos decisores.
Estabeleça-se desde já um pacto, um acordo para definir regras quanto à liderança e às prioridades estratégicas. Que a luta se centre nos desígnios e não nos lugares.
O único lamento vai para os motivos desta súbita convergência. É pena que não fossem as vontades dos Homens a determinar a união, mas sim a necessidade, ou melhor, a obrigação de o fazerem para acederem aos fundos comunitários do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
Nesta guerra não há vencedores, mas há vencidos: aqueles que nunca quiseram dar este passo, aqueles que dizendo que ele devia ser dado nada fizeram para o dar, aqueles que sempre preferiram a distribuição das capelas em detrimento do desenvolvimento integrado do distrito.
Será este também um excelente momento para ressuscitar o Pacto para o Desenvolvimento do Minho, sob os auspícios da Universidade do Minho e da Associação Industrial do Minho.
PS. Comoveu-me o ar inocente e cândido de Defensor Moura, ao afirmar que sempre defendeu a fusão da Valimar e da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho!
quinta-feira, março 16, 2006
OS GRANDES EQUÍVOCOS
Até ver, arrisco-me a referenciar como grandes equívocos dos quatro mandatos de Daniel Campelo, no campo das obras públicas, o Mercado Municipal, o edifício do Turismo e a Feira do Gado. O Mercado Municipal com a sua arquitectura vanguardista de ruptura com o tradicional, com materiais inovadores que tornaram, por si só, a obra, no mínimo, discutível. Mas o pior é a falta de funcionalidade e de vocação para aquilo que efectivamente é – mercado. Depois das expectativas criadas, a frustração dos que investiram naquele espaço é enorme, não vendem, não têm clientela, os espaços são desconfortáveis e pouco convidativos a compradores. Muitas lojas estão permanentemente “às moscas” e outras devolutas. As dificuldades que são colocadas aos cidadãos portadores de deficiência motora ou mesmo aos mais idosos só vieram confirmar a falta de vocação pública do espaço. Um verdadeiro “bluff” nunca assumido nem remediado!
Já o edifício do turismo, vulgarmente apelidado de “micro-ondas” é uma obra de arquitectura que, e esta é uma opinião muito pessoal, nunca me agradou. O problema é que não está a servir para as funções para as quais foi delineada. Pouco acessível, pouca visibilidade da sua vocação, tornam-na triste e abandonada. Já tinha reparado que a loja de turismo de Ponte de Lima é ali, no micro-ondas?
Para finalizar a feira do gado. Sem colocar em causa a nobreza da actividade pecuária e a sua importância na economia do Alto Minho, julgo que não se coaduna com a nobreza do local encontrado para a Feira do Gado. Além disso, tendo em conta o movimento bovino e caprino da feira quinzenal de Ponte de Lima, está claramente sobredimensionada. Os certames que a autarquia se propõe realizar anualmente não justificarão tão grande dimensão, investimento e custos de manutenção, a sua polivalência para outro tipo de actividades ainda está por provar. Ainda é cedo para formular juízos definitivos, mas que não se augura retorno para o investimento, lá isso não.
Até ver, arrisco-me a referenciar como grandes equívocos dos quatro mandatos de Daniel Campelo, no campo das obras públicas, o Mercado Municipal, o edifício do Turismo e a Feira do Gado. O Mercado Municipal com a sua arquitectura vanguardista de ruptura com o tradicional, com materiais inovadores que tornaram, por si só, a obra, no mínimo, discutível. Mas o pior é a falta de funcionalidade e de vocação para aquilo que efectivamente é – mercado. Depois das expectativas criadas, a frustração dos que investiram naquele espaço é enorme, não vendem, não têm clientela, os espaços são desconfortáveis e pouco convidativos a compradores. Muitas lojas estão permanentemente “às moscas” e outras devolutas. As dificuldades que são colocadas aos cidadãos portadores de deficiência motora ou mesmo aos mais idosos só vieram confirmar a falta de vocação pública do espaço. Um verdadeiro “bluff” nunca assumido nem remediado!
Já o edifício do turismo, vulgarmente apelidado de “micro-ondas” é uma obra de arquitectura que, e esta é uma opinião muito pessoal, nunca me agradou. O problema é que não está a servir para as funções para as quais foi delineada. Pouco acessível, pouca visibilidade da sua vocação, tornam-na triste e abandonada. Já tinha reparado que a loja de turismo de Ponte de Lima é ali, no micro-ondas?
Para finalizar a feira do gado. Sem colocar em causa a nobreza da actividade pecuária e a sua importância na economia do Alto Minho, julgo que não se coaduna com a nobreza do local encontrado para a Feira do Gado. Além disso, tendo em conta o movimento bovino e caprino da feira quinzenal de Ponte de Lima, está claramente sobredimensionada. Os certames que a autarquia se propõe realizar anualmente não justificarão tão grande dimensão, investimento e custos de manutenção, a sua polivalência para outro tipo de actividades ainda está por provar. Ainda é cedo para formular juízos definitivos, mas que não se augura retorno para o investimento, lá isso não.
quarta-feira, março 15, 2006
NAVEGANDO
A Villa Moraes já tem um site. E, tal como o seu motivo, este também deve ser visitado.
E, como não, o "nosso" clube está também no ciberespaço. E bem!
A Villa Moraes já tem um site. E, tal como o seu motivo, este também deve ser visitado.
E, como não, o "nosso" clube está também no ciberespaço. E bem!
domingo, março 12, 2006
AÍ ESTÁ UM EXCELENTE DEBATE: O FUTURO DO CENTRO HISTÓRICO DE PONTE DE LIMA
Os últimos dias têm sido polvilhados por algumas intervenções públicas sobre o futuro do centro histórico de Ponte de Lima, um debate que se quer e deseja alargado e que deve ter um interveniente essencial: a Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Ponte de Lima definiu este tema como central para o corrente mandato, por entender ser este talvez o maior problema com que se debate na sua área de intervenção. Surgiram agora algumas vozes sobre o mesmo tema e, mais do que procurar quem tem ou não razão, mais do que argumentar ou contra argumentar, essencial é trazer o assunto para a primeira linha da actualidade, fazer um levantamento exaustivo dos problemas e dasafios daquele espaço da zona urbana e, sobretudo, projectar o futuro com as necesárias soluções.
Por estas razões, parece-me importante chamar a atenção novamente para uma projectada medida do município, para a zona histórica de Ponte de Lima: a limitação de estacionamento na Rua Inácio Perestrelo, Passeio 25 de Abril e Largo de Camões. Não pela medida em si, que não me levanta grandes objecções, mas por aquilo que ela poderá significar ou arrastar no futuro. A limitação de circulação e estacionamento no centro histórico de Ponte de Lima deve ter limites. E esses limites são os da acessibilidade, ou seja, a facilidade em chegar àquela zona e a facilidade de estacionar. Quando estas vantagens competitivas terminarem, termina a já reduzida vivacidade daquele espaço. E as consequências são muito nefastas. O grosso do tecido comercial limiano, o tradicional, está instalado na zona baixa da vila de Ponte de Lima. O ambiente é, actualmente, de crise: os serviços abandoram a "baixa" (excepção feita à Câmara Municipal), a concorrência nas zonas novas é grande, as médias e grandes superfícies (cada vez mais e maiores) secam tudo à sua volta. A depressão é tremenda, não há luz ao fundo do túnel, a tendência será para piorar ainda mais o actual estado das coisas. É fundamental manter o acesso e o estacionamento na zona baixa de Ponte de Lima, a todo o custo!
Como é fundamental revitalizar o centro histórico. Com medidas de atracção de pessoas, com atractivos que o tornem mais procurado, visitado e frequentado, não apenas ao domingo à hora de almoço mas durante todo o fim-de-semana e nos dias de semana.
Outro desafio enorme é o da desertificação e a degradação. A zona ribeirinha e os espaços tradicionais de Ponte de Lima estão muito degradados e desertos. A degradação crescente dos edifícios torna-os inabitáveis e, gradualmente, as pessoas procuram outras zonas e outras casas. Os programas de recuperação de habitação degradada devem ser mobilizados para este desígnio, os construtores limianos deveriam ser incentivados a investirem também na recuperação de habitações. Depois seria o momento de incentivar os jovens, sobretudo esses, a optarem por uma habitação no centro histórico. Seria aumentada a circulação de pessoas, seriam animados os estabelecimentos comerciais, dar-se-ia uma nova vida a Ponte de Lima. A actual política de expansão urbanística, além de fomentar o abandono das habitações do centro de Ponte de Lima, está a provocar uma grande rotatividade entre os mais antigos e modernos blocos de apartamentos, fomentando-se o aparecimento de blocos e zonas mais degradadas.
Voltaremos ao assunto...
Os últimos dias têm sido polvilhados por algumas intervenções públicas sobre o futuro do centro histórico de Ponte de Lima, um debate que se quer e deseja alargado e que deve ter um interveniente essencial: a Câmara Municipal. A Junta de Freguesia de Ponte de Lima definiu este tema como central para o corrente mandato, por entender ser este talvez o maior problema com que se debate na sua área de intervenção. Surgiram agora algumas vozes sobre o mesmo tema e, mais do que procurar quem tem ou não razão, mais do que argumentar ou contra argumentar, essencial é trazer o assunto para a primeira linha da actualidade, fazer um levantamento exaustivo dos problemas e dasafios daquele espaço da zona urbana e, sobretudo, projectar o futuro com as necesárias soluções.
Por estas razões, parece-me importante chamar a atenção novamente para uma projectada medida do município, para a zona histórica de Ponte de Lima: a limitação de estacionamento na Rua Inácio Perestrelo, Passeio 25 de Abril e Largo de Camões. Não pela medida em si, que não me levanta grandes objecções, mas por aquilo que ela poderá significar ou arrastar no futuro. A limitação de circulação e estacionamento no centro histórico de Ponte de Lima deve ter limites. E esses limites são os da acessibilidade, ou seja, a facilidade em chegar àquela zona e a facilidade de estacionar. Quando estas vantagens competitivas terminarem, termina a já reduzida vivacidade daquele espaço. E as consequências são muito nefastas. O grosso do tecido comercial limiano, o tradicional, está instalado na zona baixa da vila de Ponte de Lima. O ambiente é, actualmente, de crise: os serviços abandoram a "baixa" (excepção feita à Câmara Municipal), a concorrência nas zonas novas é grande, as médias e grandes superfícies (cada vez mais e maiores) secam tudo à sua volta. A depressão é tremenda, não há luz ao fundo do túnel, a tendência será para piorar ainda mais o actual estado das coisas. É fundamental manter o acesso e o estacionamento na zona baixa de Ponte de Lima, a todo o custo!
Como é fundamental revitalizar o centro histórico. Com medidas de atracção de pessoas, com atractivos que o tornem mais procurado, visitado e frequentado, não apenas ao domingo à hora de almoço mas durante todo o fim-de-semana e nos dias de semana.
Outro desafio enorme é o da desertificação e a degradação. A zona ribeirinha e os espaços tradicionais de Ponte de Lima estão muito degradados e desertos. A degradação crescente dos edifícios torna-os inabitáveis e, gradualmente, as pessoas procuram outras zonas e outras casas. Os programas de recuperação de habitação degradada devem ser mobilizados para este desígnio, os construtores limianos deveriam ser incentivados a investirem também na recuperação de habitações. Depois seria o momento de incentivar os jovens, sobretudo esses, a optarem por uma habitação no centro histórico. Seria aumentada a circulação de pessoas, seriam animados os estabelecimentos comerciais, dar-se-ia uma nova vida a Ponte de Lima. A actual política de expansão urbanística, além de fomentar o abandono das habitações do centro de Ponte de Lima, está a provocar uma grande rotatividade entre os mais antigos e modernos blocos de apartamentos, fomentando-se o aparecimento de blocos e zonas mais degradadas.
Voltaremos ao assunto...
sábado, março 11, 2006
MAU SERVIÇO E AUMENTOS DE PREÇOS
A água vai aumentar no Alto Minho. A ETAR está a ser afinada e, entretanto, derrama tudo para o areal e para o Rio Lima (as afinações são morosas); as estradas estão esburacadas por tempo indeterminado, sem sinalização e respeito pelos condutores e transeuntes, não há respostas às queixas. As “Águas do Minho e Lima” estão a prestar um serviço fantástico à população e, ainda por cima, não se coíbe de anunciar os aumentos para breve…
A água vai aumentar no Alto Minho. A ETAR está a ser afinada e, entretanto, derrama tudo para o areal e para o Rio Lima (as afinações são morosas); as estradas estão esburacadas por tempo indeterminado, sem sinalização e respeito pelos condutores e transeuntes, não há respostas às queixas. As “Águas do Minho e Lima” estão a prestar um serviço fantástico à população e, ainda por cima, não se coíbe de anunciar os aumentos para breve…
AS FEIRAS NOVAS SEGUNDO AMÂNDIO VIEIRA
“Feiras Novas 1826/2006” é o título da próxima obra de Amândio Vieira, que será apresentada por altura das comemorações dos 180 anos das festas do concelho, em Maio próximo. É uma lacuna na estante limianista que ficará preenchida e estou seguro que manterá a qualidade a que o autor nos habituou com outros trabalhos. Com esta obra, poderia a Associação das Feiras Novas inaugurar uma série de trabalhos sobre a mais castiça romaria do Alto Minho.
“Feiras Novas 1826/2006” é o título da próxima obra de Amândio Vieira, que será apresentada por altura das comemorações dos 180 anos das festas do concelho, em Maio próximo. É uma lacuna na estante limianista que ficará preenchida e estou seguro que manterá a qualidade a que o autor nos habituou com outros trabalhos. Com esta obra, poderia a Associação das Feiras Novas inaugurar uma série de trabalhos sobre a mais castiça romaria do Alto Minho.
quarta-feira, março 08, 2006
NO DIA INTERNACIONAL DA MULHER, EM QUE A SUA PARTICIPAÇÃO NA VIDA POLÍTICA FOI TÃO BADALADA, CONSTATAMOS QUE, EM PONTE DE LIMA, O CENÁRIO É DESÉRTICO.
UM CAPITAL DE ESPERANÇA
Começam-se a dissipar as dúvidas e os temores (entre os quais os meus) sobre a viabilidade e a concretização do projecto "Cobra" (in Portugal Digital, uma dica de "Ponte de Lima"):
"ABDI inicia seleção de empresas brasileiras para 'cluster' tecnológico em PortugalAgência Brasileira de Desenvolvimento Industrial vai escolher 40 produtores de 'software' no Recife e em São Paulo. Os finalistas beneficiarão de incentivos na Europa".
Recife - A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realiza hoje e amanhã, no Recife e em São Paulo, duas reuniões para iniciar o processo de seleção de 40 produtores brasileiros de 'software' que poderão vir a integrar um pólo tecnológico na região Norte de Portugal, beneficiando de incentivos do Governo português e da União Européia.Um consultor da ABDI garante, citado pelo "Valor Econômico", que a agência não está apoiando o crescimento econômico das empresas, mas sim a sua internacionalização. O projeto de seleção parte de negociações já realizadas há cerca de dois anos pela Cobra, empresa de tecnologias de informação do Banco do Brasil, com o Governo português.Ficou então acordado que seria criado em Ponte de Lima um pólo tecnológico liderado pela Cobra e no qual participariam outras empresas-âncora, mas até agora esse 'cluster' não avançou. As empresas que a ABDI vier a selecionar irão beneficiar de vários fundos e incentivos à operação em Portugal. O investimento calculado para a implantação do centro de produção de tecnologia e 'software' em Portugal, com 10 empresas no início, é de 36 milhões de euros
UM CAPITAL DE ESPERANÇA
Começam-se a dissipar as dúvidas e os temores (entre os quais os meus) sobre a viabilidade e a concretização do projecto "Cobra" (in Portugal Digital, uma dica de "Ponte de Lima"):
"ABDI inicia seleção de empresas brasileiras para 'cluster' tecnológico em PortugalAgência Brasileira de Desenvolvimento Industrial vai escolher 40 produtores de 'software' no Recife e em São Paulo. Os finalistas beneficiarão de incentivos na Europa".
Recife - A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) realiza hoje e amanhã, no Recife e em São Paulo, duas reuniões para iniciar o processo de seleção de 40 produtores brasileiros de 'software' que poderão vir a integrar um pólo tecnológico na região Norte de Portugal, beneficiando de incentivos do Governo português e da União Européia.Um consultor da ABDI garante, citado pelo "Valor Econômico", que a agência não está apoiando o crescimento econômico das empresas, mas sim a sua internacionalização. O projeto de seleção parte de negociações já realizadas há cerca de dois anos pela Cobra, empresa de tecnologias de informação do Banco do Brasil, com o Governo português.Ficou então acordado que seria criado em Ponte de Lima um pólo tecnológico liderado pela Cobra e no qual participariam outras empresas-âncora, mas até agora esse 'cluster' não avançou. As empresas que a ABDI vier a selecionar irão beneficiar de vários fundos e incentivos à operação em Portugal. O investimento calculado para a implantação do centro de produção de tecnologia e 'software' em Portugal, com 10 empresas no início, é de 36 milhões de euros
domingo, março 05, 2006
A limitação ao estacionamento na zona histórica de Ponte de Lima
A limitação ao estacionamento na zona histórica de Ponte de LimaFoi anunciada pelo Vereador do Trânsito, a intenção da Câmara Municipal limitar o estacionamento na Rua Inácio Perestrelo, Largo de Camões e Passeio 25 de Abril. A medida tem, obviamente, objectivos estéticos além do populista objectivo da devolução daqueles espaços aos peões.Concordo e apoio qualquer medida que vise melhorar a qualidade de vida das populações, que vise valorizar o nosso património, que procure melhorar o centro histórico de Ponte de Lima. Como entendo que esta medida tem esse objectivo, a ela, em consciência, não me posso opôr. No entanto, uma questão gostaria que ficasse bem clara. A zona de Ponte de Lima que mais tem sido prejudicada pelo alargamento desmesurado da zona urbana de Ponte de Lima, com o crescimento sem regras nem juízo da construção de habitação e, obviamente, comércio, tem sido o centro histórico, de onde sairam habitantes, serviços e, obviamente consumidores.Nesse sentido, é fundamental favorecer o acesso e a permanência das pessoas na "baixa" limiana, para que esta não seja um fenómeno de fim-de-semana, circunscrito ao espaço que vai do Largo de S. João à Avenida dos Plátanos, via Passeio 25 de Abril. Por isso, urge manter espaços de estacionamento, quiçã estacionamento temporário, com o apoio de parquímetros, e que o maisor parque de estacionamento de Ponte de Lima - no areal - se mantenha, embora com restrições que permitam, pelo menos, proteger a ponte românica.
A limitação ao estacionamento na zona histórica de Ponte de LimaFoi anunciada pelo Vereador do Trânsito, a intenção da Câmara Municipal limitar o estacionamento na Rua Inácio Perestrelo, Largo de Camões e Passeio 25 de Abril. A medida tem, obviamente, objectivos estéticos além do populista objectivo da devolução daqueles espaços aos peões.Concordo e apoio qualquer medida que vise melhorar a qualidade de vida das populações, que vise valorizar o nosso património, que procure melhorar o centro histórico de Ponte de Lima. Como entendo que esta medida tem esse objectivo, a ela, em consciência, não me posso opôr. No entanto, uma questão gostaria que ficasse bem clara. A zona de Ponte de Lima que mais tem sido prejudicada pelo alargamento desmesurado da zona urbana de Ponte de Lima, com o crescimento sem regras nem juízo da construção de habitação e, obviamente, comércio, tem sido o centro histórico, de onde sairam habitantes, serviços e, obviamente consumidores.Nesse sentido, é fundamental favorecer o acesso e a permanência das pessoas na "baixa" limiana, para que esta não seja um fenómeno de fim-de-semana, circunscrito ao espaço que vai do Largo de S. João à Avenida dos Plátanos, via Passeio 25 de Abril. Por isso, urge manter espaços de estacionamento, quiçã estacionamento temporário, com o apoio de parquímetros, e que o maisor parque de estacionamento de Ponte de Lima - no areal - se mantenha, embora com restrições que permitam, pelo menos, proteger a ponte românica.
PINCELADAS DE DESPORTO
Os Limanos continuam de vento em popa na Divisão de Honra Distrital. A campanha tem sido excelente tendo como base atletas limianos, equipa técnica limiana e uma direcção competente e unida. Perante uma eminente subida é fundamental manter estes princípios e, sobretudo, não abandonar o rumo da recuperação financeira do clube. Os problemas do passado recente ainda estão muito vivos na nossa memória...
Rogério Gonçalves voltou à Naval 1º de Maio e à I Liga. Está muito ligado a Ponte de Lima e à A. D. "Os Limianos" onde foi campeão nacional da 3ª divisão como treinador. Antes tinha representado o nosso clube como jogador. Boa Sorte.
A A. D. da "Correlhã" continua a sua caminhada na 3ª Divisão Nacional. Com dificuldades, mas com dignidade e sem loucuras. Pretigia o concelho e enche de orgulho os sesu adeptos.
Aos 46 anos de idade, entendeu bem quarenta e seis! o limiano Rui Martins continua a jogar futebol em campeonatos oficiais. É treinador-jogador do Vitorino de Piães e, diz-se, ainda tem velocidade para resolver muitos jogos. Um caso de longevidade, que nunca é demais sublinhar.
Ninguém fica indiferente ao drama de Jorge Andrade. Viu fugir-lhe, devido a uma grave lesão, a oportunidade de representar Portugal no Mundial da Alemanha. FORÇA, Jorge Andrade.
Os Limanos continuam de vento em popa na Divisão de Honra Distrital. A campanha tem sido excelente tendo como base atletas limianos, equipa técnica limiana e uma direcção competente e unida. Perante uma eminente subida é fundamental manter estes princípios e, sobretudo, não abandonar o rumo da recuperação financeira do clube. Os problemas do passado recente ainda estão muito vivos na nossa memória...
Rogério Gonçalves voltou à Naval 1º de Maio e à I Liga. Está muito ligado a Ponte de Lima e à A. D. "Os Limianos" onde foi campeão nacional da 3ª divisão como treinador. Antes tinha representado o nosso clube como jogador. Boa Sorte.
A A. D. da "Correlhã" continua a sua caminhada na 3ª Divisão Nacional. Com dificuldades, mas com dignidade e sem loucuras. Pretigia o concelho e enche de orgulho os sesu adeptos.
Aos 46 anos de idade, entendeu bem quarenta e seis! o limiano Rui Martins continua a jogar futebol em campeonatos oficiais. É treinador-jogador do Vitorino de Piães e, diz-se, ainda tem velocidade para resolver muitos jogos. Um caso de longevidade, que nunca é demais sublinhar.
Ninguém fica indiferente ao drama de Jorge Andrade. Viu fugir-lhe, devido a uma grave lesão, a oportunidade de representar Portugal no Mundial da Alemanha. FORÇA, Jorge Andrade.
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