quinta-feira, outubro 09, 2003

AFINAL O PACTO FAZ SENTIDO!

Aqueles que pensavam que o Pacto para o Desenvolvimento do Alto Minho não fazia sentido, tiveram recentemente a prova mais evidente da sua necessidade e pertinência. O incompreensível afastamento do Alto Minho do conjunto de regiões portugueses que vão beneficiar do PRASD - Programa de Recuperação de Áreas e Sectores Deprimidos, da responsabilidade de Daniel Bessa, levou à constituição de um movimento que integrou a totalidade dos autarcas do Alto Minho no sentido de alertar para os problemas, especificidades e necessidades da sua região, que justifica largamente a integração no conjunto de regiões benificadas por aquele programa. A este movimento aderiu também o Presidente da Associação Industrial do Minho, António Marques, que chegou mesmo a reunir com o autor do estudo para lhe fazer sentir a necessidade de contemplar o distrito de Viana do Castelo no programa.
O Pacto visa, de facto, aquilo que espontaneamente aconteceu. Unir o Minho em torno de um projecto de desenvolvimento integrado, capaz de esbater as assimetrias, constituindo um forte grupo de pressão junto do poder central para promover o investimento no Minho orientado para as tecnologias de informação e comunicação. É necessário que os autarcas mais renitentes na adesão a esta ideia se apercebam das suas virtualidades e da vantagem de falar a uma só voz quando situações como a citada se verificarem. Com o pacto, nada terão a perder e tudo a ganhar.

O Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima foi o primeiro a reagir à exclusão do Alto Minho do estudo de Daniel Bessa. E não era para menos. De facto, o indicador que serviram de base ao PRASD foi o poder de compra municipal e, neste particular, o concelho de Ponte de Lima ocupa o penúltimo lugar do distrito de Viana do Castelo, ou seja, o segundo concelho do distrito em área e população, geográficamente situado na confluência de um importante eixo rodoviário é o que tem um dos níveis de poder de compra mais baixos entre todos os seus pares do Alto Minho. Razão tinha Daniel Campelo, mas razão de descontentamento e desilusão devem ter os limianos que, nos últimos tempos, têm vindo sucessivamente a perder poder de compra e, consequentemente, qualidade de vida. É o desmoronar de uma estratégia de desenvolvimento, de uma visão para Ponte de Lima que não resultou, apesar das extraordinárias condições que foram colocadas à disposição dos responsáveis, nomeadamente dos fundos comunitários. Foi um logro que dificilmente poderá ser recuperado.